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Sunday, April 29, 2018
  O XV CONVÍVIO DA TERTÚLIA POLICIÁRIA DA LIBERDADE O XV Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade (TPL) vai ter lugar no dia 20 de maio, em São Pedro de Sintra, no restaurante Sabores de Sintra, na rua Primeiro de Dezembro nº. 16. Situado nas proximidades da Taverna dos Trovadores, onde tiveram lugar os últimos convívios da TPL, este restaurante é também da propriedade do nosso amigo (músico e cantor) Fernando Pereira. A concentração dos convivas está marcada para as 12h00, seguindo-se o repasto às 13h00, que termina com uma… surpresa. O custo do almoço é de 16 euros e as inscrições devem ser feitas até às 18h00 do dia 18 de maio, através dos seguintes telefones: 214719664 ou 966102077 (Pedro Faria); 213548860 ou 966173648 (António Raposo); 217601693 ou 965894986 (Rui Mendes). Estamos todos convocados! 
Sunday, April 22, 2018
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 20 de abril de 2018 TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!” TEM NOVE PROVAS Expirado o prazo de receção de originais, conclui-se que o concurso de produção de enigmas policiais “Mãos à Escrita!” registou a participação de nove autores. Desta forma, serão também nove as provas que constituirão o torneio de decifração “Solução à Vista!”, com arranque agendado para o próximo dia 10 de maio, durante o qual serão decididos os problemas vencedores dos três prémios em disputa (troféu M. Constantino, taça Zé da Vila e taça Mário Campino). Essa decisão será tomada em função da média pontual atribuída pelos participantes do torneio de decifração e pelo orientador da secção, que, regulamentarmente, dispõem de entre 5 a 10 pontos para atribuir a cada enigma concorrente, tendo em conta a sua originalidade e grau de dificuldade. Posto isto, aproveitamos o tempo que nos separa do início desta que é a competição de todas as decisões (para produtores e decifradores) para publicar o penúltimo “problema de aquecimento das células cinzentas dos nossos detetives”, com mais uma aventura do “nosso” inspetor Fidalgo. ENIGMA POLICIÁRIO O Caso do DVD Desaparecido, de Insp. Fidalgo As coisas andavam a azedar um pouco na casa do arquiteto Chaves. Ele tinha a certeza que deixara três DVD em cima da mesa da sala de estar, com filmes muito recentes, que prometera emprestar a um amigo, mas a verdade é que agora só dava com dois. O terceiro evaporara-se! A sala era grande, virada a poente e ao mar, com amplas vidraças que deixavam entrar toda a luminosidade e os raios de sol, quando este brilhava, como era o caso. O projeto era dele mesmo e por isso privilegiara aquilo de que mais gostava: luz e sol. Mas, voltando aos DVD, Chaves tinha a certeza que os deixara lá na véspera à hora do almoço e que foi um dos seus quatro filhos quem “desviou” o faltoso, certamente para ver o filme à sua vontade. Com a calma possível, Chaves foi anotando o que cada um disse, quando os ouviu em separado: Afonso: Eu cá não vi nada, Só agora é que soube que tu tinhas deixado os DVD. Os exames estão à porta e só tenho tido tempo para estudar, não para ver filmes… Ontem tive aulas até às seis da tarde e dez minutos depois estava em casa, para estudar. Logo que cheguei passei por aqui, pela sala, mas como estava escuro, nem reparei nos DVD. Cláudia: Ó pai, então era capaz de levar um DVD de um filme, sem dizer nada?! Ontem não tive aulas de tarde e estive no meu quarto, lá em cima. Como estou quase em férias grandes, não tinha nada para estudar e por isso estive a ouvir música e no computador a “falar” com amigos. Nada de especial. Mónica: Vi os filmes aqui em cima da mesa, eram para aí umas nove, nove e meia da noite e até estive a ver que filmes eram… Por acaso o que te falta era o mais interessante e que eu gostava de ver porque é uma grande história e um grande filme, segundo dizem, mas nunca o ia tirar assim, sem te dizer nada. Até pensei pedir-te autorização para o ver, mas como não estavas em casa… Filipe: Pai, eu já vi esse filme e nem é assim tão bom como dizem. Vi-o no cinema e por isso não ia agora tirar-te o DVD. Além disso, ontem fui a casa de um colega e só vim à hora do jantar, eram para aí umas 8 da tarde. Estive aqui na sala a apreciar os reflexos do sol no mar e fui para a sala de jantar quando tu me chamaste. O arquiteto Chaves comparou os depoimentos e ficou com a certeza de que a responsabilidade pelo desaparecimento era um dos quatro. Tinha agora de pensar num castigo “exemplar”. O filme nem era o mais importante, mas as mentiras… Talvez uns tempos sem televisão ou, pior ainda, uma semana sem telemóvel ou sem internet… Assim, quem ficou de castigo? 1 – Afonso; 2 – Cláudia; 3 – Mónica; 4 – Filipe. DESAFIO AO LEITOR Amigo leitor, analise bem o problema e escolha a resposta da alínea que lhe pareça a correta… E depois confira-a com a solução do autor, que se publica a fechar esta edição. SOLUÇÃO DO ENIGMA DESTA EDIÇÃO O Caso do DVD Desaparecido, de Inspetor Fidalgo A hipótese certa era a 1. Afonso diz que ao entrar na sala não reparou em nada por nada por estar escuro, mas as aulas estavam a acabar, seria o mês de junho e, àquela hora, pouco depois das seis da tarde, teria de haver muita luz, até pela conceção da casa. Como todos “detetives” notaram, tratava-se de um problema muito simples, de contradição nos depoimentos. A descrição é importante por fornecer os elementos indispensáveis para imaginarmos como seria a casa e sobretudo a sala. Depois de sabermos que há luz e sol e que a janela envidraçada é dirigida para o mar e que da sala se pode assistir ao pôr-do-sol, precisamos de saber a que horas se referem os depoimentos e em que época se passa a história. O texto é explícito ao indicar que o Afonso chega pelas 18h10. Por outro lado, a aproximação das férias grandes, exames, etc., dão-nos claramente a ideia de que a história se passa no mês de junho, altura em que é muito mais provável que se tenha passado o que o Filipe refere, ou seja, observar os reflexos do sol no mar, pelas 20h00. Mónica profere declarações que permitem dizer que o “desvio” do filme foi feito depois das 21h30, porque ela refere ter visto os filmes, ter reparado que o que falta é precisamente o que ela mais gostava de ver, que até pensou levá-lo, mas não o ia fazer sem pedir autorização… Portanto, às 21h30 estavam lá os filmes e aquele em particular. Talvez por isso a confusão de Afonso. É que ele foi lá buscar o filme já de noite e por isso acabou por cometer o erro. E acabou castigado, se calhar com a proibição de usar telemóvel durante uns dias, provavelmente o maior castigo que se pode aplicar nos tempos que correm!...  
Friday, April 13, 2018
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 10 de abril de 2018 FALTA UM MÊS PARA O ARRANQUE DO TORNEIO DE DECIFRAÇÃO Exatamente a um mês do arranque do torneio de decifração “Solução à Vista!”, e quando apenas cinco dias nos separam do final do prazo de envio de originais para o concurso de produção de enigmas policiais “Mãos à Escrita!”, voltamos hoje a desafiar os nossos leitores com mais uma aventura policiária do astuto, perspicaz e carismático Inspetor Fidalgo. Este novo enigma, que vem na senda de um conjunto de problemas de grau de dificuldade reduzida que temos vindo a publicar desde o início do ano, norteia-se pelo objetivo de despertar o espírito detetivesco que existe em cada um de nós e de estimular em todos os que nos acompanham uma indomável vontade de experimentar a participação nas competições que irão animar esta secção até ao final do último mês do ano em curso. Por outro lado, voltamos mais uma vez a “facilitar a vida” aos nossos leitores que habitualmente leem os enigmas e esboçam mentalmente as respetivas soluções, mas não se arriscam a participar nas competições e ficam a aguardar com alguma expectativa a solução do autor para uma comparação com a sua, uma vez que têm a oportunidade de avaliar as suas capacidades dedutivas sem quaisquer esperas, já que a solução do problema que hoje publicamos volta a acompanhar o respetivo enunciado, no fecho da edição. ENIGMA POLICIÁRIO O Inspetor Fidalgo ao Luar do Verão…, de Insp. Fidalgo O inspetor Fidalgo nem queria acreditar no que lhe acontecera. Na verdade nem parecia possível que, numa noite tão bela e quente como aquela, com um luar tão perfeito, com a lua a mostrar toda a sua plenitude, redonda e brilhante, um qualquer tipo, certamente com algum problema, viesse ter com ele, daquela maneira, a gritar que tinha visto um lobisomem e outras coisas igualmente incríveis. O inspetor olhou o homem com um misto de interesse e compaixão, logo se arrependendo deste último sentimento. Na verdade, o homem parecia estar convicto de que tudo acontecera como estava a contar… “Mas é verdade, inspetor, foi hoje mesmo… Julga que sou algum lunático, não é verdade? Pois não sou… Hoje mesmo, dia 5 de junho deste ano de 1993, com esta Lua Cheia que pode ver, que o lobisomem apareceu… Eu mesmo o vi!” “Enganou-se, certamente… Deve ter imaginado”, retorquiu o inspetor. “Não, não e não! Eu vi-o. Eram mais ou menos 21h30 e a escuridão invadia já os caminhos ermos por onde tenho de passar, para chegar à minha casa. Foi ali mesmo, naquele sítio, escuro como breu, como pode ver, só iluminado pela luz da Lua. Como pode ver, quando a lua se mostra, ainda se vê alguma coisa, mas quando as nuvens a tapam…” “E o que é que aconteceu?” “Ora, aquelas nuvens escuras encobriram a Lua e ficou tudo escuro. Foi então que me atacou… Só tive tempo de me esquivar, julgando que era algum cão, ou coisa assim, mas logo a seguir a Lua descobriu a sua face redonda e pude ver claramente que era um homem com o corpo coberto de pelos, com feições de lobo, horrível… Desatei a fugir e tive a sorte de estarem a chegar outras pessoas, que espantaram o animal, ou homem, ou lá o que ele é…” “Mas ele chegou a fazer-lhe algum mal?”, insistiu o inspetor Fidalgo. “Não, tive muita sorte!”, respondeu o homem. Nenhum dos indivíduos que ele apresentou como tendo chegado a tempo de o safar viu fosse o que fosse e tudo o que sabiam era pelo que o “nosso” homem contara. O inspetor Fidalgo sabia que não podia ser um lobisomem o que ele vira, mas queria aprofundar se o homem estaria a mentir ou se estaria de boa-fé, enganado por um qualquer fenómeno… E pensou… Poder-se-iam pôr as seguintes hipóteses: A – O homem mentiu premeditadamente, inventando uma história que nunca poderia ter-se passado como ele conta. B – O homem mentiu sem querer, confundido por ter visto alguma coisa que alguém, para lhe meter medo, forjou. C – O homem não mentiu, antes viu e sentiu tudo como indicou, embora não fosse, como é óbvio, um lobisomem. D – O homem não mentiu e nada impede que não haja mesmo lobisomens e que tudo seja, rigorosamente, como descreveu. DESAFIO AO LEITOR Amigo leitor, analise bem o problema e escolha a resposta da alínea que lhe pareça a correta… E depois confira-a com a solução do autor, que se publica a fechar esta edição. MORREU DICK HASKINS É com enorme pesar que damos nota do falecimento do nosso confrade António Andrade Albuquerque, que se tornou popular e reconhecido em Portugal e no estrangeiro com o pseudónimo de Dick Haskins. Foi o autor de literatura policial português com maior notoriedade, tendo publicado desde o final da década de cinquenta do século XX mais de vinte livros. Estreou-se em 1958 com o livro “O Sono da Morte” e foi um caso ímpar na literatura policial no meio editorial português, tendo sido traduzido na Alemanha, Espanha, Holanda, Itália e Reino Unido, onde alcançou enorme sucesso com o romance “O Processo 327”, editado em 1967. António Andrade Albuquerque foi também editor de grande mérito, tendo criado na década de 1960, com a chancela da Ática, a coleção policial Enigma, onde publicou alguns dos mais importantes romances dos maiores nomes da literatura policial mundial. No ano 2000, após uma prolongada pausa, voltou a publicar, com o pseudónimo que o tornou famoso, o romance “A Embaixadora”. Já em 2007 publicou, com o seu verdadeiro nome, os livros “O Papa que Nunca Existiu” e “O Expresso de Berlim”. Deixou-nos na madrugada de 21 de março, aos 88 anos. SOLUÇÃO DO ENIGMA DESTA EDIÇÃO O Inspetor Fidalgo ao Luar do Verão…, de Inspetor Fidalgo Hipótese A. Naturalmente que há premeditação, uma vez que a história é muito mal contada, porque, às 21h30, nunca poderia existir uma escuridão total, como afirma o homem, já que a cena passa-se no dia 5 de junho de 1993. Nenhuma das outras hipóteses é viável.  
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