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Saturday, October 20, 2018
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 20 de outubro de 2018 A LUTA AQUECE NA FRENTE DA CLASSIFICAÇÃO No momento em que se conclui o processo de classificação das soluções apresentadas ao problema que constituiu a transição da primeira para a segunda metade do torneio, acentua-se a luta de dez concorrentes pelos lugares cimeiros da classificação geral do torneio de decifração “Solução à Vista!” com direito a prémio. Os detetives Daniel Falcão e Detetive Jeremias mantêm-se no topo da tabela, agora com os mesmíssimos pontos, mas têm no seu encalce oito concorrentes de peso que não estão dispostos a baixar os braços nesta maratona policiária que só termina em fevereiro de 2019, a avaliar pela qualidade das soluções produzidas até ao momento. TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!” Solução da Prova nº. 5 “A Lógica Não é Uma Batata”, de Búfalos Associados Trata-se de dois desafios diferentes mas muito conhecidos. A história da soma de 1 a 100 é atribuída a Carl Friedrich Gauss, matemático, astrónomo e físico alemão nascido nos finais do século XVIII, e terá acontecido, segundo a lenda, quando ele teria uns 10 anos de idade. Posto perante o problema, o menino terá dividido mentalmente a série de números de 1 a 100, em duas séries, uma de 1 a 50 e outra de 51 a 100. Então verificou que a soma de 1 mais 100 era 101. Da mesma forma, 2+99=101, 3+98=101, 4+97=101, 5+96=101, e por aí fora até 49+52=101 e 50+51=101. Ou seja, sempre mentalmente, verificou que eram 50 somas com resultado de 101, e portanto bastava multiplicar 101 por 50 para obter a resposta pretendida. Assim, 101 vezes 5 dá 505, agora vezes 10 igual a 5.050. Tudo isto não é difícil de fazer mentalmente. O mais difícil terá sido imaginar o processo inicial. Aí residiu o génio do menino Gauss. Não foi por acaso que o nome daquele jovem veio mais tarde a ser muito importante na história da matemática. Se quiserem uma forma mais simples de aplicar o truque, pensem na soma dos números de 1 a 10. Como 1+10=11, basta multiplicar agora por 5 para obter 55. Confiram. Mas atenção. O que Garrett propôs aos garotos foi que retirassem da série inicial os números 20 e 30, para complicar um pouco. Será que isso nos atrapalha? Claro que não. Basta aplicar o processo completo incluindo esses números, e depois retirar 50 (ou seja 20+30) do resultado. O processo é correto. Ou seja, o nosso resultado é: 5.000. Vamos agora ao caso das bolas. A resposta é: basta tirar uma bola da caixa marcada "Preto e Branco" para ficarmos a saber o conteúdo das três caixas. Parece estranho? Vejamos. A caixa "Preto e Branco" é a única, neste momento, de que podemos ter a certeza de que terá de ficar com duas bolas iguais. Assim sendo, se tirarmos uma bola, ficamos a saber qual a cor da outra que lá ficou. Imaginemos que a bola é preta. Portanto, nessa caixa estão agora duas bolas pretas. Sobra só uma bola preta. Agora, na caixa que tinha duas bolas brancas, não podem continuar duas brancas. E duas pretas também não, já sabemos porquê. Portanto, agora essa é a nova caixa "Preto e Branco". Logo, é na caixa que tinha marcado "Preto e Preto", que estão agora as duas bolas brancas. Fácil como água. Claro que se a bola retirada for branca e não preta, o processo é exatamente o mesmo. E quais serão os poetas portugueses que o texto sugere? Miguel Torga, Cesário Verde, Eugénio de Andrade, Florbela Espanca, Elmano Sadino (Bocage), Bernardim Ribeiro, Fernando Pessoa e... claro, Almeida Garrett. Pontuação e Classificação (após a 5ª. Prova) A esmagadora maioria dos “detetives” respondeu acertadamente aos dois desafios propostos pelo inspetor Garrett aos seus dois amiguinhos Cesário e Eugénio. Porém, alguns esqueceram-se de indicar quais os nomes de todos os poetas portugueses que o texto sugere ou pecaram por defeito nessa indicação. Tal facto leva-nos a repetir o conselho de… leituras atentas. 1ºs. Daniel Falcão (46+13) e Detetive Jeremias (47+12): 59 pontos; 3ºs. Bernie Leceiro (43+9), Inspetor Mucaba (42+10) e Madame Eclética (42+10): 52 pontos; 6ºs. Ma(r)ta Hari (40+10) e Zé de Mafamude (40+10): 50 pontos; 8º. Ariam Semog (38+11): 49 pontos 9º. Rigor Mortis (38+10): 48 pontos; 10º. Bigode (37+9): 46 pontos; 11ºs. Abrótea (35+10), Carlota Joaquina (38+7), Chico da Afurada (36+9), Gomes (38+7), Inspetor Guimarães (37+8), Inspetor Madeira (38+7), Necas (38+7), Pena Cova (36+9), Solidário (36+9) e Talismã (38+7): 45 pontos; 21ºs. Beira Rio (36+8), Broa de Avintes (36+8), Charadista (36+8), Chico de Laborim (37+7), Detetive Bruno (37+7), Holmes (36+8) e Santinho da Ladeira (35+9): 44 pontos; 28ºs. Arc. Anjo (36+7), Bota Abaixo (33+10), Haka Crimes (36+7) e Martelo (36+7): 43 pontos; 32º. Mascarilha (34+8): 42 pontos; 33º. Vitinho (33+7): 40 pontos. TORNEIO “MÃOS À ESCRITA!” As avaliações feitas pelos 33 solucionistas e pelo orientador da nossa secção ao enigma “A Lógica não é uma Batata”, de Búfalos Associados, concorrente aos prémios em disputa no torneio de produção policiária “Mãos à Escrita!”, resultaram na seguinte pontuação média final: 7,90 pontos. Com esta pontuação, o enigma da dupla Búfalos Associados assume a liderança da classificação, que tem neste momento a seguinte ordenação: 1º. “A Lógica não é uma Batata”, de Búfalos Associados: 7,90 pontos; 2º. “Contas Desajustadas”, de Verbatim: 7,40 pontos; 3º. “As 3 Poltronas”, de Rigor Mortis: 7,10 pontos; 4º. “Camarada Tempicos”, de A. Raposo: 6,90 pontos; 5º. “O Enforcamento do Vigilante”, de Daniel Gomes: 6,80 pontos. QUEM É O ATOR DA DUPLA BÚFALOS ASSOCIADOS Aqui fica a resposta à questão colocada por alguns dos nossos leitores sobre a identidade do ator que integra a dupla Búfalos Associados, curiosamente dada por eles próprios depois da leitura de uma resenha biográfica publicada na passada edição. E nenhum deles falhou na resposta. Alguns, os mais “velhos” na modalidade, já sabiam de quem se tratava, mas os que só agora chegaram ao policiário através da nossa secção não faziam a mínima ideia de qual seria a identidade do ator em questão. Isso não impediu, porém, que todos os que responderam a este desafio o fizessem acertadamente. Para uns, bastou ler as primeiras linhas da sua biografia; para outros, tudo se terá desvendado apenas quando se fez referência à série televisiva “Duarte e Companhia”, que fez sucesso na RTP, onde estreou em 1985. Falamos de Rui Mendes, claro!  
Thursday, October 04, 2018
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 5 de outubro de 2018 UM PROBLEMA A DECIFRAR E UM ATOR A DESCOBRIR De terras do Sado, mais precisamente de Setúbal, cidade natal de Bocage e Luísa Tody, chega o enigma que constitui a prova nº. 6 do torneio de decifração “Solução à Vista!”. E não vem só. Com ele chega também a resposta ao esclarecimento solicitado por alguns leitores sobre a identidade do ator que integra a dupla Búfalos Associados, autora da prova nº 5. Mas...a satisfação dessa curiosidade será feita em forma de passatempo, deixando que sejam os próprios “detetives” a descobrir o nome do ator através de uma breve resenha biográfica, pedindo-lhes que façam a sua respetiva identificação na solução do enigma daquela dupla, cujo prazo de envio expira no dia 18. TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!” Prova nº. 6 “Um Regresso do Outro Lado”, de Abrótea Sempre gostei de acompanhar as conversas de meu Pai, o “Velho inspetor Rick”. Mal imaginava eu que um dia mais tarde seguir-lhe-ia as pisadas, apesar de estar a tirar um curso de montador eletricista… Cadê isso?, já não serve p’ra nada. Invariavelmente o “blá-blá” começava sempre pela noite de lua nova, com chuva torrencial. Isto quando se juntavam todos os “velhos”, já com os pés quase para a reforma. E como não me deixavam ir ao cinema ver “daqueles” filmes, apenas acompanhava as conversas… mas fixava. Com estas recordações aprendi, e posso dizer que aprendi muito, tanto que nem precisava de estudar, só cabular (o que só por si já é estudar). E como recordar é “biber” vamos lá… Reunidos meu Pai, Smaluco, Mister Ioso e Flo, que grande POKER. Era eu “puto”, meu Pai, claro, estava ainda para as curvas. Acabara de chegar de Angola. Em Lisboa, como era de madrugada e sem transporte decidiu “dorminhar” no aeroporto Sá Carneiro. Ele que nunca conseguia dormir em qualquer que fosse o transporte. Mal tinha fechado os olhos, mesmo com os “ólicos” para sonhar a cores, sentiu um abanão. Quase lhe saiu um palavrão e meio estremunhado reconheceu o seu “velho amigo Artur” ou Sir Aldra sénior. - Para aonde se dirige o meu caro amigo Inspetor – pergunta Sir Aldra. - Não me dirijo, cheguei há vinte minutos de Angola, e nem me deixas dormir c’a porra (tradução literal) – resmungou. Entretanto meu Pai expunha aos seus companheiros o resto da interessante conversa. - Que coincidência, também cheguei agora de lá, mas se calhar numa outra companhia aérea. Cheguei faz cinco minutos – respondeu Artur – detestei aquilo e tu? Só de viagem cinco horas, dá para ficar com calos no rabo. - Bem, (acho que foi precisamente o que respondeu meu Pai) eu fui lá tirar um curso, estive na cidade, e ali vive-se noite e dia apesar de ser uma cidade cara, tens mulheres frias, carros quentes e cervejas (cucas) rápidas. - Sabes, amigo Rick, cheguei lá a 12 de Setembro, e daí a pouco era o feriado da nossa santa terrinha, então saí de Lourenço Marques e, não sei como, dei comigo numa mata cerrada. Mais tarde é que soube, e foi pelo meu filho que me mandou mensagem no telélé, (já depois do feriado do Bocage, para aqui também nem consegui ligação) que era a Mata do Maiombe. Já de noite, ali perdido no meio do nada, só a lua brilhava, o céu com suas estrelas, eis que cai uma daquelas trovoadas e uma tromba d’água como só acontece nos países asiáticos. Valeu o luar, noite de lua nova, via perfeitamente a nossa estrela guia, a Estrela Polar, foi assim que consegui… Imediatamente foi mandado calar o Artur, mais conhecido por Sir Aldra, e com razão. DESAFIO AO LEITOR “Quais as gaffes cometidas pelo Artur, e uma pelo menos pelo meu Velho”? – pergunta o autor. Envie a resposta para o orientador, até 15 de novembro, através dos meios habituais: por correio postal, para AUDIÊNCIA GP/ O Desafio dos Enigmas, rua do Mourato, 70-A – 9600-224 Ribeira Seca RG – São Miguel/Açores; por e-mail, para salvadorpereirasantos@hotmail.com. E, já sabe, não se esqueça de identificar a solução enviada com o seu nome (ou com o pseudónimo adotado), nem de indicar a pontuação que atribui ao enigma proposto pelo confrade Abrótea (entre 5 a 10 pontos, em função da sua originalidade, qualidade e grau de dificuldade). Recordamos mais uma vez que o vencedor do concurso de produção de enigmas policiários “Mãos à Escrita!” será encontrado através da pontuação média atribuída pelos participantes do torneio de decifração “Solução à Vista!” e pelo orientador da secção. QUEM É O ATOR DA DUPLA BÚFALOS ASSOCIADOS? Nasceu em Coimbra em 1937, filho de pais lisboetas. Lisboa seria, aliás, a cidade onde iniciaria a sua carreira artística. Em 1955, após terminar o curso dos Liceus, cria os cenários para o espetáculo fundador do Grupo de Teatro da Faculdade de Direito de Lisboa, em colaboração com o pintor Rafael Calado. No ano seguinte, inscreve-se na Escola de Belas Artes para tirar o curso superior de Arquitetura. Paralelamente estreia-se nos palcos profissionais como ator, no Teatro da Trindade, integrando o elenco da peça “A Ilha do Tesouro”, com produção do Teatro do Gerifalto, grupo onde se manteve durante cinco anos como ator e cenógrafo. Neste período, participou igualmente em diversos espetáculos nas companhias do empresário Vasco Morgado e na companhia de Teatro Nacional Popular, iniciando-se também no teatro radiofónico. Em 1961, abandona o curso superior de Arquitetura, que nunca viria a concluir, para cumprir o serviço militar, não sem antes desempenhar pequenos papéis nos filmes “Raça” (1961) e “Dom Roberto” (1962), que marcam a sua estreia cinematográfica. Em 1965, após o seu regresso de Angola, onde combateu na guerra colonial, integra o elenco de algumas peças do Teatro Moderno de Lisboa, tendo fundado em 1966, em conjunto com os colegas João Lourenço, Irene Cruz e Morais e Castro, o Grupo 4, um dos embriões do teatro independente português. Esteve depois ligado à renovação do teatro de revista, primeiro no Teatro ABC e mais tarde no Teatro Adoque. Nos derradeiros anos do Estado Novo, o SNI – Secretariado Nacional da Informação distingue-o com os Prémios de Melhor Ator do Ano e Melhor Ator em Teatro Musical, que recusa receber em protesto contra a Censura e contra a falta de apoio ao teatro. Após abril de 1974, exerce as funções de professor da Escola Superior de Teatro e Cinema (ex-Conservatório Nacional), onde fica até atingir a idade máxima permitida legalmente para o exercício da docência superior. A sua primeira experiência como encenador aconteceu em 1968 com a peça “O Mestre” de Ionesco, no Grupo de Teatro da Philips Portuguesa, criando mais tarde, nessa mesma qualidade, os espetáculos “Três Irmãs” de Anton Tchekov, para o Teatro da Cornucópia (1988), e “Sonho de Uma Noite de Verão” de William Shakespeare, para o Teatro da Malaposta (1991), entre muitos outros. No cinema, deixou ainda o seu cunho como ator em filmes como “A Caçada do Malhadeiro” (1969), “Francisca” (1981) e “Os Abismos da Meia-Noite” (1983). Na televisão, participou em inúmeras peças de teatro, telenovelas e séries, sendo inesquecível o seu protagonista na icónica “Duarte e Companhia”. Será preciso mais para descobrir o nome do ator?  
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