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terça-feira, novembro 20, 2018
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 20 de novembro de 2018 ALGUMAS ESCORREGADELAS ENTRE OS MELHORES Nesta edição começamos por desvendar as mentiras constantes do enigma da Prova nº. 6 do torneio de decifração “Solução à Vista!”, de autoria do confrade Abrótea, que provocaram algumas alterações nos dez primeiros lugares da classificação geral. E, a fechar, publicamos a segunda parte (e conclusão) do conto “O Aluguer”, do mesmo autor, iniciado na passada edição. TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!” Solução da Prova nº. 6 “Um Regresso do Outro Lado”, de Abrótea A primeira mentira de meu Pai: aeroporto da Portela na altura, hoje Humberto Delgado [e não aeroporto Francisco Sá Carneiro]. [As mentiras de Sir Aldra:] - Angola fica no polo Sul, logo a estrela guia é CRUZEIRO do SUL; - Lourenço Marques, hoje Maputo, é capital de Moçambique [e não capital de Angola]; - LUA NOVA não tem luar, escuridão; - Mata do MAIOMBE, tem o mato cerrado, nem as estrelas se conseguem ver. Atenção: Angola fica no hemisfério Sul. A parte norte do país tem latitudes sempre superiores a 5ºS, o que em teoria permite observar, ao nível do mar, estrelas do hemisfério Norte com declinações até aos 85º. Mais a sul, conseguem-se observar estrelas com declinações máximas inferiores a este valor. A estrela polar tem uma declinação de aproximadamente 89º, pelo que não será visível de Angola. No entanto, parte das estrelas da Ursa Menor podem ser observadas em certas épocas do ano, o que permite adivinhar a posição da Polaris. Pontuação e Classificação (após a 6ª. Prova) A “caça às mentiras” do problema do confrade Abrótea trouxe dissabores a “detetives” que têm ocupado os dez primeiros lugares da classificação geral desde a prova inicial, cedendo agora terreno aos seus mais diretos opositores. Foi o caso de Inspetor Mucaba, Madame Eclética e Zé de Mafamude, que perderam dois preciosos pontos num enigma aparentemente acessível. 1º. Daniel Falcão (59+13): 72 pontos; 2º. Detetive Jeremias (59+12): 71 pontos; 3º. Bernie Leceiro (52+10): 62 pontos; 4ºs. Inspetor Mucaba (52+8), Madame Eclética (52+8) e Ma(r)ta Hari (50+10): 60 pontos; 7ºs. Ariam Semog (49+10) e Rigor Mortis (48+11): 59 pontos 9º. Zé de Mafamude (50+8): 58 pontos; 10º. Bigode (46+10): 56 pontos; 11ºs. Abrótea (45+10), Carlota Joaquina (45+10), Gomes (45+10), Inspetor Guimarães (45+10): 55 pontos; 15ºs. Charadista (44+10), Chico da Afurada (45+9), Holmes (44+10), Necas (45+9) e Pena Cova (45+9): 54 pontos; 20ºs. Arc. Anjo (43+10), Beira Rio (44+9), Broa de Avintes (44+9), Chico de Laborim (44+9), Inspetor Madeira (45+8), Santinho da Ladeira (44+9), Solidário (45+8) e Talismã (45+8): 53 pontos; 28ºs. Bota Abaixo (43+9), Detetive Bruno (44+8) e Haka Crimes (43+9): 52 pontos; 31ºs. Martelo (43+8) e Mascarilha (42+9): 51 pontos; 33º. Vitinho (40+9): 49 pontos. TORNEIO “MÃOS À ESCRITA!” As avaliações feitas pelos solucionistas e pelo orientador da secção ao enigma “Um Regresso do Outro Lado”, de Abrótea, concorrente aos prémios em disputa no torneio de produção policiária “Mãos à Escrita!”, resultaram na seguinte pontuação média final: 6,60 pontos. Com esta pontuação, o confrade Abrótea ocupa o lugar de lanterna vermelha na classificação geral do torneio, que se encontra assim ordenada: 1º. “A Lógica não é uma Batata”, de Búfalos Associados: 7,90; 2º. “Contas Desajustadas”, de Verbatim: 7,40 pontos; 3º. “As 3 Poltronas”, de Rigor Mortis: 7,10 pontos; 4º. “Camarada Tempicos”, de A. Raposo: 6,90 pontos; 5º. “O Enforcamento do Vigilante”, de Daniel Gomes: 6,80 pontos; 6º. “Um Regresso do Outro Lado”, de Abrótea: 6,60 pontos. “O Aluguer”, conto de Abrótea II – Parte (conclusão) Com tanta gente lá dentro até fiquei assustado, quase que apetecia dar meia volta e… ouvi chamar o meu nome, aguentei-me à bronca. Uma menina, seio farto, maior que uma elefanta, (ainda mais vontade de fugir tive) foi essa mesmo que tinha chamado, gritado o meu nome, empurrou-me para dentro do escritório onde em cima da secretária amontoavam-se folhas, resmas de folhas. Também já tinha comigo todos os documentos pedidos, menos dois. Entreguei recibos de vencimento, fotocópias do CU, ai, desculpem cartão de cidadão, NIB e NIF, faltava água e luz, mas isso o sogro pagava, não podia entregar. Para mim a “Ursa” já me assustava e com tudo isto ainda mais, até parecia estar em qualquer repartição de finanças, num banco, ou num assalto… aos bolsos meus!!! A “Baleia” começa a debitar palavras, e a mostrar o contrato, como não tinha as lentes de contacto, nem os contactos no velho “telelé”, nem sequer as lunetas, pedi-lhe para traduzir tudo por miúdos. Parecia aquelas velhas “IBM” a debitar letras: ponto 1- isto é um velho T0 e a renda é de 375 euro mês; ponto 2 - obrigatório pagar três meses de renda; ponto 3 - fico com as fotocópias dos seus documentos (caraças, a “Javali fêmea” tinha fotocopiadora); ponto 4 - o doutor Leve Twitter, que é o dono, irá analisar todos estes documentos, não só o seu como deve verificar. Terminou com isto por agora é tudo, e é o que se pode arranjar, depois ”telofone-me”. Estava quase a pensar alto, mas parei, uma bolachada daquela Fera mandava-me janela fora ao outro lado da rua. Só pedi, quando tiver alguma notícia telefone-me a senhora, tenho de trocar o cartão, os sogros não gostam de mim e este ainda tem os números… Dois dias passados e recebo uma chamada da “T-Rex”, falei o que antes tinha dito, apenas depois do meu horário laboral. Sim senhor pode vir, temos notícias. Eu esfregava as mãos de contente, afinal já não ia para debaixo da ponte. Chegado ao escritório, desta vez nem esperei muito, estava vazio, vazio não, a “Godzilla” estava lá. Cumprimentei a “Dona” educadamente e estendi a mão para receber a chave. Sente-se – falou ela com aquele vozeirão que acordava um quarteirão inteiro – o doutor analisou os seus documentos, e como ele é um homem bom, até tem pena de si tendo em conta o seu vencimento… Já estava com vontade de dar saltos, vocês sabem como é, mas dançar a (à) lambada com aquilo nunca na vida, eu é que perdia a minha. Relaxei e naquela calma que prenuncia algo nunca bom, pedi: pode continuar minha boa senhora. O senhor doutor gosta mesmo de si, o senhor trabalha, sabe o que faz no seu emprego, mas se pagar os três meses como o senhor vai comer? Foi o fósforo em cima da gasolina, muito calmo e ainda sentado, com o contrato perto de mim, agarrei-o e rasguei e só então disse: diga ao seu chefe que durante o dia eu trabalho, nas HORAS LIVRES ASSALTO VELHOS COMO ELE, E MULTIBANCOS!  
segunda-feira, novembro 05, 2018
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 5 de novembro de 2018 UM PROBLEMA DE SANTARÉM E UM CONTO DE SETÚBAL A sétima prova do torneio de decifração “Solução à Vista”, da autoria do confrade escalabitano Bigode, vem acompanhada da primeira parte de um conto do confrade Abrótea, autor do problema anterior e cujo prazo de envio de soluções expira no dia 15 de novembro. TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!” Prova nº. 7 “Ida ao Teatro”, de Bigode Beltrão apanhara o comboio precisamente à tabela. Sentado na carruagem, rumo a Lisboa – para ver a revista “Passa por mim no Rossio” – lia avidamente, um livro policial, no frenesi de descobrir o criminoso. Trazia debaixo de olho uma bonita e distinta senhora, e não sabia agora onde estaria sentada. Fez uma pausa na leitura e mirou discretamente em volta à sua procura. – Ah! Ei-la ali, de perna traçada – pensou para si próprio. Encontrava-se outra vez embrenhado no enredo do livro, quando anunciaram a chegada à estação de Santa Apolónia. Desceu da carruagem e foi até ao bar, tomar um café retemperador. Saiu, e porque se estava a aproximar a hora, chamou um táxi que o levou até ao Politeama. No fim do espetáculo encontrou à saída a dama – esteticista – que tinha visto no comboio. Companheiros de viagem, trocaram impressões sobre a revista. – Foi esplêndido – disse Beltrão. – Sim – concordou a senhora. E cantarolou, com voz melódica: – Quando o pano sobe… Respondeu Beltrão num tom desafinado: –… e o espetáculo começa… Cada um se fazendo de “surdo” à sua maneira prosseguiram. O cavalheiro achou conveniente mudar de assunto, e perguntou se a senhora gostava de futebol. – Detestava futebol senhor… – como é o seu nome? – Beltrão. – Respondeu. – Maria – retorquiu a senhora. E continuou: – Mas desde que este ano assisti à final do Mundial de Futebol de Juniores, entre os rapazes de Portugal e os do Brasil, em que fomos campeões pela segunda vez, que me rendi à magia desse desporto. – Que alegria os putos nos deram – retorquiu Beltrão. Neste momento dobravam uma esquina, quando, saídos de um vão de escada, dois delinquentes aparecem a barrarem-lhes o caminho, e a ameaçarem-nos. Maria assustada deu um berro estridente, e Beltrão aproveitou o momento para aplicar uns golpes de karatê e neutralizar os assaltantes. Uma patrulha da polícia estava perto, ao ouvir o grito da senhora e o barulho da escaramuça, acudiu também. Foram todos para a esquadra. Apresentada a queixa, Beltrão e Maria seguiram em paz. Novamente de Táxi viajaram até ao hotel. Fora de horas para jantar, mas com apetite para a ceia. Degustando um portuguesíssimo bacalhau à Zé do Pipo, acompanhado com um não menos português tinto do Cartaxo, chegou-lhes ao ouvido uma conversa na mesa ao lado. – Amigo, lhe estou dizendo, seu Ayrton, dobrou, bicampeão de Fórmula 1. – É isso aí, cara, no sábado. Acabada a refeição, chegou a hora de Beltrão acender o seu charuto e saboreá-lo, beberricando o whisky enquanto Maria bebia também o seu. Disfarçava a perturbação que a mulher loira lhe causava, e que Maria intuiu naturalmente. Sem assunto uma vez mais, Beltrão indagou à colega sobre literatura. – Gosta de ler? Quais os autores preferidos? – Sou fã como você, de literatura policial, Agatha Christie. Gosto também de Eça, Tolstoi, Saramago, Érico Veríssimo, John Dos Passos…. “As Palavras” é agora o meu livro de cabeceira. – Ainda não ouvi falar – confessou Beltrão. – É do Nobel deste ano. Perceberam ao mesmo tempo que bocejavam. Foram-se deitar. O vale dos lençóis recebeu-os para o merecido descanso. DESAFIO AO LEITOR Caros Sherlocks, o problema contém quatro erros de palmatória. E que tal encontrar quais? Ficamos a aguardar a resposta, através de relatório circunstanciado, a enviar até ao próximo dia 15 de dezembro pelos meios habituais. E, já sabe, não se esqueça de identificar a solução enviada com o seu nome (ou com o pseudónimo adotado), nem de indicar a pontuação que atribui ao enigma proposto pelo confrade Bigode (entre 5 a 10 pontos, em função da sua originalidade, qualidade e grau de dificuldade). Recordamos mais uma vez que o vencedor do concurso de produção de enigmas policiários “Mãos à Escrita!” será encontrado através da pontuação média atribuída pelos participantes do torneio de decifração “Solução à Vista!” e pelo orientador desta secção. “O Aluguer”, conto de Abrótea I – Parte Sabia que isto mais tarde ou mais cedo tinha de acontecer, a casa nem sequer era minha, o sogro é que a pagava, e nesse assunto nem eu podia abrir a boca e se piasse, (as vezes com um bom vinho de Pias ainda chegava lá) passava a noite no barraco de praia. Duas semanas para retirar a tralha, duas apenas. Como não era “biolento”, talvez lento mas não chegava a lentinho, decidi começar a procurar de imediato o meu palacete. Começar ou recomeçar do princípio até que não é difícil, o pior é apanhar com cada uma que até parece anedota… e foi, aconteceu, acontece a muito boa gente. Com a trouxa às costas lá saí de casa, uma trouxa “bem piquena”, ainda não podia levar muita coisa, o resto ficava para mais tarde, e se quisessem mandar fora, menos trabalho eu tinha, e assim ainda podia dormir nos braços da Luísa Tody, para nos dias seguintes recomeçar a procura, o que só acontecia depois do horário laboral. Entrei num café, uma imperial, enquanto fingia procurar moedas ou o porta-moedas, (na altura bolso roto), pedi desculpas e bebi a fresquinha na mesma, depois polidamente pedi o jornal da terra. Percorri a página dos anúncios só para verificar se havia algo de novo. Peguei no ”telelé”, (como sempre teso de saldo como eu) e a senhora, dona da loja, ao reparar, muito atenciosa emprestou-me o dela. Disse-lhe apenas por descargo de consciência que andava a procurar um quartinho, nem que fosse um vão de escadas. Ficou marcada uma entrevista para o dia seguinte, disse que apenas podia chegar depois das 19 horas, e na hora aprazada lá fui eu. (quase a caminho de Viseu, mas era em Setúbal ou arredores, ou ainda um pouco mais longe) A morada, essa, um escritório! E eu a pensar que já tinha quarto, ora bolas. (conclusão na próxima edição)  
enigmas e contos policiais

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