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quarta-feira, março 20, 2019
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 20 de março de 2019 ENTREGA DE PRÉMIOS NO CONVÍVIO DA TPL EM SINTRA Está confirmado! A entrega dos prémios relativos aos torneios “Solução à Vista!” e “Mãos à Escrita!”, que se realizaram entre maio de 2018 e fevereiro de 2019, terá lugar no restaurante Sabores de Sintra, situado na rua 1º. de Dezembro, 16/18, em São Pedro de Sintra, no próximo dia 19 de maio. A “cerimónia” decorrerá durante a realização do XVI Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade (TPL), que arranca às 12h00 com a receção dos convivas e se estenderá até ao final da tarde, depois de cumprido o programa que ainda se encontra no segredo dos organizadores. Para já, o que se sabe é que após o repasto, normalmente do agrado de todos, proceder-se-á à apresentação de um “BORDA DE ÁGUA do Conto Curto para 2019”, escrito a doze mãos, a que se seguirá a já tradicional homenagem a uma figura da nossa “tribo policiária”. Recorde-se que, ao longo dos últimos quinze anos, a TPL prestou homenagem a nomes como Luís Pessoa/Inspetor Fidalgo, Severina, Daniel Falcão, Sete de Espadas, Manuel Constantino (duas vezes homenageado), Zé, Rip Kirby, Avlis & Snitram, Inspetor Boavida, Jartur, Inspetor Aranha, Onaírda, Detetive Jeremias, Nove/Verbatim, A. Raposo & Lena e Búfalos Associados, para além da Tertúlia Policiária do Norte, da secção Público Policiário, do Blogue Crime Público, do Site Clube de Detetives e de… Aristides de Sousa Mendes, diplomata português que durante a II Guerra Mundial salvou mais de 30.000 vidas da perseguição nazi, na década de 1940, no que é considerado como a maior ação de salvamento empreendida por uma pessoa individual – o que nos levou até à sua degradada Casa do Passal, em Cabanas de Viriato. Antes do momento de homenagem do XVI Convívio da TPL, que honrará o percurso de mais uma figura da família policiária, proceder-se-á então à distribuição dos prémios relativos às competições da secção O Desafio dos Enigmas, que distinguirá os seguintes “detetives”: Torneio “Solução à Vista!” 1º. Detetive Jeremias: Troféu Audiência Grande Porto 2018; 2º. Daniel Falcão: Taça Natércia Leite’; 3º. Bernie Leceiro: Taça Severina; 4º. Ariam Semog: Taça Medvet; 5º. Zé de Mafamude: Medalha de Participação; 6ºs. Inspetor Mucaba, Madame Eclética e Ma(r)ta Hari: Medalha de Participação; 9º. Rigor Mortis: Medalha de Participação; 10º. Bigode: Medalha de Participação. Concurso “Mãos à Escrita!” 1º. “A Lógica não é uma Batata”, de Búfalos Associados: Taça M Constantino; 2º. “O Dia em que Méno Rock Morreu”, de Bernie Leceiro: Taça Zé da Vila; 3º. “Contas Desajustadas”, de Verbatim: Taça Mário Campino. E pronto. Antes de passarmos à publicação da conclusão do conto “Assalto ao Banco”, do confrade Bigode, aqui deixamos o convite a todos os nossos leitores para que compareçam em mais esta grande jornada de saudável camaradagem e amizade do mundo policiário nacional. ASSALTO AO BANCO Conto de Bigode II - Parte (Conclusão) Oito horas e trinta minutos. O banco acabara de abrir. Rui estacionou em frente, deixando o motor a trabalhar. Os seus comparsas entraram de rompante. Os poucos clientes ameaçados com armas de fogo, deitaram-se no chão, quietos, enquanto os funcionários das caixas iam enchendo de notas a saca de serapilheira, que não escorregava das mãos. Saca atestada, Celso e Zé meteram-se rapidamente no carro. Entretanto o alarme anti roubo disparou num ruído tremendo. O veículo conduzido pelas mãos experientes de Rui ia rumo a Oliveira do Douro e à garagem, cujo portão basculante tinham destrancado e cortado o alarme, horas antes. Enfiaram o carro na garagem e fecharam-na. Pausa. Mudar chapas de matrícula, ganhar tempo. Celso tinha habilidade para isso, e uma saca cheia de notas no porta-bagagem é reconfortante. A polícia procurá-los-ia fora da cidade. Não iriam pensar que se esconderiam tão perto do local do crime. Nisto toca o telemóvel e Celso atende. É Magda. - Olá amor. Não há quem te veja. - Fui a Santiago de Compostela, querido. Não te disse porque não queria incomodar-te com as minhas inquietações espirituais. Estou em Gaia. - Eu, em Oliveira do Douro, com o Rui e o Zé. - Esses inúteis não te largam – replicou Magda. - O mundo é pequeno – disse Rui – e tão preocupado que andavas, por não saberes dela. - É mesmo – pensou Celso, que transpirava enervado. - Vou ter convosco – E Magda desligou-lhe o telemóvel. Por momentos perplexo, Celso olhava o aparelho, e colocava-o novamente no ouvido para se acreditar na atitude da apaixonada. O silêncio que caiu como um nevão, entre a quadrilha, foi quebrado pelo barulho de carros a travarem no exterior da garagem. Não pensaram sequer em fugir, quando o portão se elevou e Magda e seis polícias armados os detiveram. - Então, querido – dizia Magda a Celso, enquanto o algemava – o empréstimo pessoal para a nossa lua-de-mel foi aprovado? A carranca de Celso estava muda. Foi a vez de Zé e Rui lhe dizerem dececionados: - Sua excelência D. Celso, namoras com uma polícia infiltrada e só descobres ao efetuarem-nos a prisão.  
terça-feira, março 05, 2019
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 5 de março de 2019 UM CONTO POLICIAL NA PAUSA DAS NOSSAS COMPETIÇÕES Na ressaca do fim das nossas competições, que se estenderam de maio do ano passado até finais de fevereiro último, e enquanto os “detetives” recarregam as “células cinzentas” para os próximos desafios, iniciamos hoje a publicação de um dos contos premiados (4º. Lugar) no concurso “Um Caso Policial em Gaia” realizado em 2017. É seu autor um policiarista de Santarém conhecido entre a “nossa tribo” como George Gruber, Insp. Moscardo ou… Bigode. ASSALTO AO BANCO Conto de Bigode I - Parte Começava a amanhecer. Rui aproximava-se de Vila Nova de Gaia. Conduzia veloz o carro roubado. Celso tinha-lhe ligado para ir ter com ele e o Zé, ao hotel onde estavam hospedados. Entrou numa rua movimentada, abrandou. Os transeuntes apressados caminhavam até à paragem do autocarro, a fim de se deslocarem para o trabalho. ooo///ooo No hotel, Celso – o chefe da quadrilha. Cara de patife, erudito mal sucedido, vagamente licenciado em qualquer coisa, com o crime por profissão – brincava por se ter acabado a cerveja e o tabaco simultaneamente. De telemóvel no ouvido esperava que a namorada atendesse. Não sabia dela. Entretanto Zé chamou-o. Rui estava ao telemóvel a perguntar pelo domicílio do hotel. - Não tens que enganar, rua da Bélgica, mais ou menos a um quilómetro da ponte da Arrábida – disse-lhe. Rui chegou, estacionou e dirigiu-se à receção. Minutos depois estava com os amigos. Tratava-se de um “trabalhinho” lucrativo, a efetuar numa discreta agência bancária, que tinham debaixo de olho. O plano estava elaborado. O terreno tinha sido reconhecido com cautela. Havia uma casa desabitada com garagem de portão basculante, a uma distância ideal para se esconderem, até as coisas acalmarem. Eles “limpariam” o banco enquanto Rui, lá fora, esperaria dentro do carro. Iriam atuar na madrugada seguinte. Tinham o dia pela frente. Celso pedira ao serviço de quartos, mais tabaco, cerveja e pequeno-almoço para três. Rui – alto, de trunfa ruiva, esgadelhada – com a sua secreta paixão por ornitologia, pensava ir até à reserva natural observar algumas garças-reais. Entretanto Zé pegou no carro que Rui furtara, procurou uma zona deserta para o abandonar, e regressou com outra viatura, mais apropriada para o assalto. Celso não dispensava praia. Madalena, Lavadores, Miramar ou Salgueiros? Qual desses areais seriam os seus anfitriões? Zé franzino e ligeiro, – um rosto beato, com cheiro de sacristia – criado no campo, apreciava a natureza em geral. Cabelo cortado à máquina zero. Apreciava o vinho e os seus derivados. Caves de vinho do Porto seriam uma visita indispensável. Estudara arquitetura, até ser expulso da faculdade, o que o obrigou a regressar cedo à pacatez rural. Interessava-se por edifícios majestosos e estilos artísticos de construção. Não conhecia ainda o Mosteiro da Serra do Pilar. Escolheram o itinerário, que permitisse conhecerem juntos os locais da cidade do seu agrado. Rui, exímio condutor, pôs o automóvel em marcha. Tomaram um cimbalino na esplanada sossegada de um bar. Nalguns pormenores do plano, não havia ainda consenso, de momento. De modo que Zé – com ar de crápula em dia de folga – disse para os cúmplices: - A cabeça pensa melhor, de estomago cheio. - Confesso que tenho o dito cujo a dar horas. Vamos às francesinhas – disse Rui. - Ótimo – concordou Celso –. Há que tempos que não como uma. De novo no carro, foram até um restaurante conhecido, pela qualidade desse prato típico. Beberam então uns largos canecos de vinho verde, e fumaram alguns cigarros. (Celso, pensou para ele mesmo, sem querer: E Magda não dá sinal de si?) Magda, a sua namorada mais recente. Morena. Olhos grandes, azuis. Cintura de vespa, ancas a condizer. Abrasadora. Retirou-a, por instantes, do pensamento e convocou o bando. - Primeiro o Mosteiro, depois biquínis, e a seguir, gaivotas? - E “penetrar” colados a um grupo de turistas nas caves de vinho do Porto! – Exclamou Zé. O camponês rebelde – que habitava o seu inconsciente – que em puto andara aos ninhos, e apanhava fruta no pomar do vizinho, revelava-se à horda imaginária. - Vamos a isso, antes que se faça tarde – disse Rui, ao mesmo tempo que acendia outro cigarro. - Toca a tirar umas fotos a essa beleza de estilo maneirista – disse Celso para Zé. Este por sua vez – enquanto por um lado fotografava o monumento, e por outro contemplava o Douro do alto da Serra, donde se goza de uma vista incomparável sobre o Porto – lembrou-se – a propósito de quê? – da excelente qualidade dos ténis com que fugira à frente da polícia, depois de pedir “emprestado” um livro raro da biblioteca de um endinheirado famoso. Ao passarem pelas centenárias caves de Porto, um avultado grupo de turistas chamou-lhes a atenção. Oportunidade ideal de misturarem com eles, enxergar o encantamento dos Porto vintage, em todas as etapas da sua existência, em garrafa e fora dela: provando a bebida dos deuses. Praia do Salgueiros à vista. Veio à ideia de Celso alguns resultados de futebol com que o Salgueiros surpreendera alguns clubes “grandes”, mas depressa as formosas sereias de fio dental, ocuparam todos os sentidos disponíveis ao pessoal do gang. Banhos tomados, corpos ligeiramente bronzeados, cervejas bebidas, a súcia desloca-se rapidamente para perto da Afurada, Reserva Natural do Estuário do Douro. Rui avistou uma garça-real. As fotos dela em pleno voo ficaram tremidas. Gaivotas “conversadeiras”, entre si, entregavam-se à tarefa de manutenção de limpeza de resíduos viscerais acarretados pelo rio. Celso recebeu uma SMS de Magda no telemóvel. Perguntava simplesmente: «Onde estás?» Celso respondeu-lhe. Coçou a careca que há uns para cá alastrava na sua cabeça arredando o cabelo para fora dela. Magda não respondeu. Está na hora de regressar ao hotel. Arrefecer as ideias. Planear a fuga de maneira a não sermos apanhados. - Zé, confirmaste a disponibilidade da garagem? - Confirmado. (conclusão na próxima edição)  
enigmas e contos policiais

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