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terça-feira, setembro 17, 2019
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 20 de setembro de 2019
TRÊS NOVOS “DETETIVES” ENTRAM AGORA EM COMPETIÇÃO
Findas as férias, que a maioria dos portugueses tem por tradição gozar entre os meses de junho e agosto, o país estaria agora num período de normalidade se não vivêssemos um ano de quase todas as eleições. Primeiro, o país foi a votos a 26 de maio para escolher os seus representantes no Parlamento Europeu e no próximo dia 22 deste mês a população madeirense decide o futuro da governação na Região Autónoma da Madeira. Entretanto, decorre a campanha eleitoral para um novo mandato de legislatura dos deputados à Assembleia da República, de onde emanará a formação de um novo Governo. No meio de toda esta azáfama político-partidária, que visa sobretudo evitar que se repita nos próximos atos eleitorais a larga percentagem de abstenção e de votos nulos e brancos registados em maio passado, os concorrentes ao “Torneio Solução à Vista!” conseguiram arranjar nos seus tempos de ócio algumas horas para se debruçarem sobre o enigma de que publicamos hoje a solução do autor. E a estes juntaram-se três novos “detetives”.
Como temos vindo a referir, a todo o momento qualquer dos nossos leitores pode integrar o pelotão de participantes no torneio, bastando para isso que envie as suas propostas de solução das provas dentro dos prazos estipulados. Foi o que aconteceu com os novos “detetives” O Madeirense, Moura Encantada e Oluap Snitram, que apresentaram soluções de bom nível técnico e dedutivo à prova nº. 3, da autoria de Bigode. Sublinhe-se, aliás, que a prestação de um dos novos “detetives” esteve no grupo das soluções candidatas aos pontos suplementares atribuídos “às melhores”, acabando por ser destronada nos mais ínfimos pormenores pelas performances de três dos mais respeitados policiaristas nacionais. Registe-se, entretanto, que este enigma trouxe alguns dissabores a diversos “detetives” com excelentes provas dadas nos anteriores torneios e que se mantinham até agora no grupo de totalistas na edição deste ano, perdendo pontos preciosos na corrida aos primeiros lugares da classificação geral. Mas tudo continua em aberto até ao final…

TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!”         
Solução da Prova nº. 3                     
“O Estranho Caso da Falsa Mobilidade”, de Bigode
a) - O dia 2 de abril de 2018 foi feriado municipal em Cuba, o que acontece todos os anos sempre na segunda-feira seguinte ao Domingo de Páscoa. A Maria tem razão. Nesse dia no concelho de Cuba, repartições públicas e comércio em geral não funcionaram.
b) - O cônjuge de Maria fala do escritor Fialho de Almeida, que viveu e faleceu em Cuba e do qual há um monumento na Vila. Quando o cônjuge desaparecido diz que iria ver “o Fialho”, referia-se ao busto do escritor.
c) - Incongruências:
1 - A queixa é apresentada em 2019 e o posto de subchefe foi extinto dez anos antes, sendo criado então o posto de chefe principal.
2 - O posto de subchefe, quando existia, era hierarquicamente superior ao posto de agente (e não o contrário) – o posto de agente é ainda hoje o mais baixo na hierarquia da PSP (única força policial portuguesa que mantém o posto de agente).
Pontuações/Classificação (após a 3ª. Prova)
Apenas 7 concorrentes não foram penalizados na decifração desta prova aparentemente simples. Dos restantes 40 concorrentes, uns não assinalaram uma das incongruências presentes no enigma (mesmo as não elencadas pelo autor), enquanto outros acabaram também por não relacionar Cuba com o escritor Fialho de Almeida, cuja casa onde viveu foi classificada como monumento de interesse público em 2014.  Pior ainda: houve “detetives” que não descortinaram todos estes factos e ainda por cima não indicaram que em Cuba, a 2 de abril de 2018, foi feriado municipal, razão por que os funcionários públicos (como o marido de Maria!) não trabalharam nesse dia. Ou seja, os primeiros perderam um ponto, os segundos dois pontos e os últimos três pontos. E é isso que revela a tabela classificativa atual, onde se constata também uma animada luta entre alguns dos “detetives” mais experientes.
1º. Detetive Jeremias (25+12): 37 pontos;
2º. Búfalos Associados (23+13): 36 pontos;
3º. Inspetor Moscardo (22+10): 32 pontos; 
4ºs. Rigor Mortis (22+9) e Tempicos & Tempicas (20+11): 31 pontos;
6º. Ego (20+10): 30 pontos;
7ºs. Donanfer II (19+10), Zé de Mafamude (20+9): 29 pontos;
9ºs. Inspetor Mucaba (20+8) e Ma(r)ta Hari (20+8): 28 pontos;
11ºs. Bernie Leceiro (18+9), Carlota Joaquina (20+7), Holmes (20+7) e Pena Cova (19+8): 27 pontos;
15ºs. Abrótea (19+7), Airam Semog (17+9), Broa de Avintes (19+7), Charadista (19+7), Chico da Afurada (18+8), Detetive Bruno (18+8), Haka Crimes (17+9), Inspetor Guimarães (19+7) e Mancha Negra (19+7): 26 pontos; 
24ºs. Arc. Anjo (18+7), Beira Rio (17+8), Detetive Vasoff (18+7), Dragão de Santo Ovídio (17+8), Faina do Mar (16+9), Martelo (17+8), Príncipe da Madalena (18+7) e Talismã (17+8),: 25 pontos;
32ºs. Amiga Rola (17+7), Bota Abaixo (16+8), Pequeno Simão (17+7), Mascarilha (16+8), Mosca (15+9), Necas (16+8),  Santinho da Ladeira (17+7) e Tó Fadista (17+7): 24 pontos;
40ºs. Agata Cristas (15+8), Inspetor Madeira (16+7), Inspetor Mostarda (16+7) e Solidário (16+7): 23 pontos;
44º. Vitinho (15+7): 22 pontos;
45º. O Madeirense (0+10): 10 pontos;
46ºs. Moura Encantada (0+9) e Oluap Snitram (0+9): 9 pontos.

CONCURSO “MÃOS À ESCRITA!”       
As avaliações feitas pelos solucionistas em prova e pelo orientador da secção ao enigma “Whisky Fatal”, do confrade Rigor Mortis, resultaram na seguinte pontuação média final: 8,40 pontos. Desta forma, quando ainda são apenas conhecidas as pontuações atribuídas a dois dos nove enigmas a concurso, a tabela classificativa está assim ordenada:
1º. “Whisky Fatal”, de Rigor Mortis: 8,40 pontos;
2º. “Abílio Vai à Bola”, de Daniel Gomes: 6,20 pontos.




























 
quarta-feira, setembro 04, 2019
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 5 de setembro de 2019
                 A MORTE DO CAPITÃO VENÂNCIO: UM CASO COM DOIS ENIGMAS
Um amante de enigmas e de literatura policial, autor de uma coluna sobre enigmas e cifras num jornal semanário, sucumbe sobre a secretária no seu escritório após o almoço. É este o ponto de partida para o desafio que nos deixa o confrade A. Raposo, numa altura em que a maioria dos nossos leitores retoma a rotina das suas obrigações profissionais. As férias de verão deste ano chegaram ao fim e tudo voltou à normalidade. E dentro dessa normalidade está a resolução de mais uma prova do torneio “Solução à Vista!”, que irá ocupar as “células cinzentas” dos nossos “detetives” até à próxima primavera. Neste momento são 44 (quarenta e quatro!) os leitores que arriscam partilhar os seus dotes detetivescos com o orientador da secção, mas são muitíssimos mais os que se limitam a decifrar mentalmente os enigmas do torneio sem se atreverem a submeter as suas capacidades dedutivas a quem tem a difícil e ingrata tarefa de fazer a respetiva avaliação.
Recordamos, por isso, que a todo o momento qualquer leitor pode integrar o pelotão de concorrentes do torneio, bastando para isso que envie as suas propostas de solução desta prova ou das futuras nas datas aprazadas. É certo que os leitores que só agora (ou mais tarde) se juntem aos concorrentes que estão em prova desde o início terão menos hipóteses de chegar ao topo da classificação até ao momento de todas as decisões, mas não é de todo impossível que venham a ocupar um honroso lugar (até com direito a prémio!). Se bem que o mais importante da participação neste nosso passatempo seja o prazer da leitura dos enigmas, a sua interpretação e consequente decifração, mesmo que isso seja apenas feito isoladamente ou de forma partilhada com amigos. De qualquer forma, confessamos que gostaríamos que todos os que seguem regularmente a nossa secção viessem, nos próximos tempos, a engrossar a lista de concorrentes…

TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!”         
Prova nº. 4            
“O Caso do Capitão Venâncio”, de A. Raposo
O capitão Venâncio era um amante de enigmas e da literatura policial. Republicano e anticlerical, defendia os ideais liberalistas: um potencial anarquista moderno muito influenciado pelas leituras de livros que um seu antepassado lhe encheu parte da sua grande biblioteca, um antepassado do século XIX, amigo de Garibaldi e do seu pensamento político.
Escrevia num semanário, regularmente, uma coluna com o título “enigmas & cifras”. Numa semana colocava o problema, na seguinte novo problema e solução da semana anterior.
O capitão tinha perdido a mulher, de doença, no ano anterior e o único filho deles tinha partido numa expedição para o Congo e nunca mais dera sinais de vida. Já lá iam dez longos e desesperados anos.
Venâncio não tinha qualquer outro parente e resolvera fazer há meses o testamento a favor das suas duas velhas criadas – que ficariam com a habitação – e do jardineiro-motorista que entrara recentemente ao serviço, um rapaz ainda bastante novo, que fora barbeiro lá na terra e se adaptava a qualquer serviço. Este último ficaria com todos os veículos que estavam na garagem de boa marca e alto valor.
Naquela tarde, como habitualmente, Venâncio após o almoço subiu os vinte degraus até ao primeiro piso onde tinha variadas estantes de livros e uma grande secretária. Era o seu escritório.
Antes de meter a chave na porta, olhava sempre saudoso o quadro que sua mulher lhe oferecera um pouco antes de falecer, uma cópia a óleo, da famosa última ceia de Cristo.
O quadro ficava na parede no topo do patamar da escada, à direita de quem subisse a escada.
Segundo a opinião das suas velhas empregadas, que terminavam a arrumação da cozinha, após o almoço, passado um tempo depois de o sr. capitão ter subido, ouviram um estampido, que mais parecia um tiro.
Sabiam que o sr. capitão tinha a arma junto às estantes. Sempre operacional.
Largaram as tarefas e subiram as escadas. Porém a porta estava fechada – o que não era habitual – e uma delas veio cá abaixo buscar ao chaveiro o duplicado da porta do escritório. Voltaram, abriram a porta e depararam com o cenário.
A vítima tinha a cabeça caída na secretária e mais veio a descobrir-se a bala, incrustada no quadro da última ceia de Cristo, após ter atravessado a cabeça do capitão.
No chão a arma do capitão e a cápsula e na secretária o bloco de notas, um envelope com o enigma que iria enviar para o semanário, a caneta, a chave da porta e muito sangue.
No interior do envelope um conjunto de quinze letras que era mister descobrir:
FEFOABAREGEOLEA.
Havia no escritório uma outra porta raramente usada, que dava ligação a uma espécie de escada de salvação que terminava no jardim.
As criadas, aflitas, chamaram o jardineiro que fora bombeiro e não dera por nada, pois estava a cortar lenha com a moto-serra.
O jardineiro subiu ao piso superior e apalpando o pescoço verificou que nada havia a fazer, tendo ligado para a polícia. 
A polícia chegou, colheu depoimentos, fotografou, levou o corpo e fez a autópsia.
O caso foi encerrado pela polícia e consta que no relatório se indicava suicídio na falta de outras provas.
Para o leitor pedimos duas coisas: que decifre o enigma e que explique o que sucedeu na casa do capitão Venâncio.
Nota de rodapé: Este problema foi congeminado após a notícia da morte anunciada do policiário, mas não confirmada, num pasquim lisboeta.

DESAFIO AO LEITOR 
Caro leitor, o que lhe pedimos é que dê resposta ao pedido feito pelo autor do enigma, elaborando um relatório completo das suas deduções, que deverá enviar para o orientador da secção, até ao próximo dia 30 de setembro, através dos seguintes meios:
- por correio postal, para AUDIÊNCIA GP / O Desafio dos Enigmas, rua do Mourato, 70-A – 9600-224 Ribeira Seca RG – São Miguel – Açores;
- por correio eletrónico, para salvadorpereirasantos@hotmail.com.
Recordamos entretanto que, juntamente com a solução desta prova, deve enviar a pontuação atribuída ao enigma “O Estranho Caso da Falsa Mobilidade”, de Bigode, que constituiu a terceira prova do torneio.
E, já sabe, não se esqueça de identificar a solução enviada com o seu nome (ou com o pseudónimo adotado).
 
enigmas e contos policiais

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