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quarta-feira, março 11, 2020
  O DESAFIO DO ENIGMAS - edição de 20 de março de 2020
           COMPETIÇÕES POLICIÁRIAS ENTRAM NA RETA FINAL
Na reta final do torneio de decifração “Solução à Vista!”, ficamos hoje a conhecer a solução “oficial” da penúltima prova e as pontuações alcançadas pelos nossos “detetives”, bem como a tabela classificativa atualizada do concurso de produção de enigmas policiários “Mãos à Escrita!”.

TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!”         
Solução da Prova nº. 9                     
“Um Pedido de Ajuda”, de Detetive Jeremias
de: Maria XXXX xxxxx.com> 
para: salvadorpereirasantos@hotmail.com 
data: 15/03/2020, 16:13 
assunto: Agradecimento 
Bom tarde, Senhor Salvador Pereira Santos, 
Queria agradecer-lhe por ter publicado o meu pedido de ajuda na sua secção do jornal Audiência. Queria contar-lhe também uma coisa. Estou mesmo contente, porque afinal consegui encontrar sozinha o código para abrir o cofre. Fui logo comprar os livros do Harry Potter e já comecei a ler A Câmara dos Segredos. A minha avó diz que eu dei tantos saltos e fiz tanto barulho quando tirei o envelope do cofre que ia deitando a casa abaixo. Um exagero, claro. A casa é antiga, mas não tanto. O meu avô deu-me os parabéns e disse: “Ainda bem que descobriste. Era difícil chegar ao código por tentativas, porque como os algarismos podiam ser repetidos e sequência deles interessa, tinhas dez mil hipóteses diferentes. Mia, puseste a cabeça a trabalhar e descobriste o código. Parabéns!” 
Não sei se as pessoas que respondem aos problemas de O Desafio dos Enigmas tentaram resolver este enigma, mas gostava de explicar como é que eu descobri. Lembrei-me que o meu avô tinha dito que era um código simples. E das primeiras coisas que ele me ensinou, porque é também uma das mais simples, é aquela em que as letras do alfabeto correspondem a um número A=1, B=2, C=3, etc. É claro que este método também pode ser usado de outra maneira, os números corresponderem a letras 1=A, 2=B, 3=C. No princípio a minha ideia era esta: a partir dos números que o meu avô escreveu eu podia encontrar uma palava que fosse um número. Por exemplo, eu sei que em francês 1000, se escreve “mille”, que tem 5 letras e pensei que podia ser uma solução parecida com esta. 
Escrevi o abecedário numa folha e depois por baixo de cada letra fui pondo os números de 1 a 26. Depois como o papel que o avô Zé me deu tinha: 
13        13        22        9          9 
Fui procurar qual era a letra que correspondia a cada um destes números e vi que tinha: 
M        M        V         I          I 
Fiquei atrapalhada por não tinha encontrado nenhuma palavra que me desse o código. 
Só que de repente um raio luminoso atravessou a minha cabeça! 
MMVII só podia ser numeração romana. MMVII é 2007. 
Nada mais nada menos o ano em que eu nasci! O avô bem me tinha ensinado que o código Letra/Número é uma das formas mais fáceis para escrevermos mensagens secretas, mas ao mesmo tempo também não custa nada a decifrar, o que é mau para quem quer esconder alguma coisa. 
Muito obrigada, outra vez, por ter publicado o mail que eu lhe enviei. Também preciso de dizer que desta vez qualquer erro que este mail tenha fui eu que o fiz. Os meus pais leram o mail, porque a polícia da Escola Segura avisou que devemos mostrar a um adulto o que escrevemos na net, mas pedi para não me corrigirem nada. Já estou muito mais crescida do que em maio e não escrevi uma única vez “adoro imenso”, porque a minha mãe diz que estou sempre a dizer isso. E agora aprendi um truque secreto para saber quando tenho de escrever o há com “H”. Quer que lhe ensine?
Obrigada pela atenção.
Maria

Pontuação/Classificação (após a 9ª. Prova)
1º. Búfalos Associados (98+13): 111 pontos;
2º. Detetive Jeremias (99+11): 110 pontos;
3ºs. Tempicos & Tempicas (82+10) e Zé de Mafamude (82+10): 92 pontos; 
5º. Inspetor Moscardo (81+10): 91 pontos;
6º. Ego (78+10): 88 pontos; 
7ºs. Bernie Leceiro (74+12), Ma(r)ta Hari (76+10) e Rigor Mortis (78+8): 86 pontos;
10ºs. Carlota Joaquina (74+8) e Insp. Mucaba (74+8): 82 pontos;
12ºs. Detetive Bruno (69+10) e Pena Cova (69+10): 79 pontos;
14ºs. Charadista (68+9), Chico da Afurada (69+8), Holmes (68+9): 77 pontos; 
17ºs. Beira Rio (67+9), Bota Abaixo (68+8), Broa de Avintes (66+10), Necas (67+9) e Príncipe da Madalena (67+9): 76 pontos;
22ºs. Detetive Vasoff (67+8), Faina do Mar (66+9), Haka Crimes (67+8), Insp. Guimarães (67+8), Mascarilha (66+9), Mosca (66+9),Talismã (66+9) e Tó Fadista (65+10): 75 pontos; 
30ºs. Agata Cristas (64+10), Dragão de Santo Ovídio (66+8), Insp. Madeira (64+10), Mancha Negra (67+7), Martelo (66+8), Pequeno Simão (65+9): 74 pontos; 
36ºs. Amiga Rola (64+8), Santinho da Ladeira (63+9) e Vitinho (62+10): 72 pontos;
39ºs. Arc. Anjo (62+9), Insp. Mostarda (63+8), Solidário (63+8): 71 pontos;
42ºs. Moura Encantada (57+10) e O Madeirense (60+7): 67 pontos;
45º. Donanfer II (66+0) e Oluap Snitram (57+9): 66 pontos;
46º. Abrótea (50+0): 50 pontos;
47º. Airam Semog (26+0): 26 pontos.

CONCURSO “MÃOS À ESCRITA!”       
As avaliações dos solucionistas e orientador da secção ao enigma “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” resultaram na seguinte pontuação média: 7,90 pontos. O enigma de Bernie Leceiro, que constituiu a prova nº. 8, passa a ocupar o 5º. lugar da classificação, que está assim ordenada:
1º. “Crime Leaks”, de Daniel Falcão: 8,60 pontos;
2º. “Whisky Fatal”, de Rigor Mortis: 8,40 pontos;
3º. “…E Também não é uma Cebola”, de Búfalos Associados: 8,30 pontos;
4º. “O Caso do Capitão Venâncio”, de A. Raposo: 8,20 pontos;
5º. A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça”, de Bernie Leceiro: 7,90 pontos;
6º. “A Estranha Morte do Barão”, de Abrótea: 7,80 pontos;
7º. “O Estranho Caso da Falsa Mobilidade”, de Bigode: 7,60 pontos;
8º. “Abílio Vai à Bola”, de Daniel Gomes: 6,20 pontos.
 
domingo, março 01, 2020
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 5 de março de 2020

    O ENIGMA QUE DECIDE TUDO NO TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!”
É hoje conhecido o último enigma do nosso torneio de decifração, quando falta ainda conhecer as pontuações alcançadas pelos concorrentes na penúltima prova. Se não existirem surpresas de maior, a grande vitória no torneio “Solução à Vista!” será discutida entre Detetive Jeremias e Búfalos Associados, que têm travado uma verdadeira luta de titãs, alternando na liderança da classificação desde a primeira prova. No que respeita ao concurso de produção de enigmas policiais “Mãos à Escrita”, disputado pelos nove enigmas publicados até ao momento (recordamos que o enigma de hoje é publicado extraconcurso), o original de Daniel Falcão (“Crime Leaks”) é o que se encontra em melhor posição para o conquistar o troféu Pedro Paulo Faria, que premeia o grande vencedor, faltando ainda saber as pontuações que os nossos “detetives” atribuem aos enigmas “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” de Bernie Leceiro e “Um Pedido de Ajuda” de Detetive Jeremias, os únicos que ainda podem destronar o atual líder.

TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!”         
Prova nº. 10          
“Smaluco e a Matança numa Terra em Festa”, de Inspetor Boavida
Era domingo de páscoa e dia das mentiras, mas a notícia era verdadeira. Natália Vaz, a namorada de Smaluco, seria libertada na manhã do dia seguinte, cumpridos que foram mais de dois terços da pena a que foi condenada. Quando abandonou o Estabelecimento Penal de Tires, ela vivia um misto de sensações contraditórias. A felicidade pela liberdade alcançada era contrariada pelo conhecimento de um crime que fora conjeturado na cadeia e que se sentia impotente para impedir ou provar. O velho detetive, o seu mais que tudo, percebeu que algo não estava bem e questionou-a. Natália não lhe escondeu nada. Durante boa parte do tempo em que esteve presa, ela fez serviço na biblioteca da prisão e foi lá que teve conhecimento, há poucas semanas, da preparação de um crime encomendado por alguém de fora do espaço prisional a duas perigosas criminosas que concluíram as respetivas penas e em breve serão libertadas.
Caída no chão da biblioteca, junto a uma zona da estante dedicada a livros de turismo nacional, estava uma folha de papel que continha apenas estas datas: 5, 6 e 9 de junho; 7 e 8 de julho; 4 e 6 de agosto; e 4, 5 e 7 de setembro. Natália acabara de memorizar as datas, quando Sofia “Espertinha” entrou apressada e procurou a folha que deixara esquecida na biblioteca. Deitou um olhar desconfiado a Natália, a quem disse que era melhor ficar caladinha, pegou no papel e saiu da mesma forma ágil como havia entrado. A amada de Smaluco, que não é pessoa de se deixar atemorizar por nada deste mundo, arranjou depois maneira de se aproximar da “Espertinha” quando esta estava no pátio de recreio em sussurros com Manuela “Sabichona”, a tempo de ouvir a primeira dizer: Decora as datas e desfaz-te do papel. Amanhã vem cá a Madama e ficaremos a saber em qual desses dias executamos a matança e em que terra em festa junto ao mar.
No dia seguinte, Natália Vaz conseguiu ter acesso à sala de visitas e viu uma “socialite” que é notícia frequente nas páginas das revistas cor-de-rosa à conversa com Sofia e depois com a “Sabichona”, em separado, e percebeu que “Espertinha” ficou apenas a saber o mês da matança e “Sabichona” o dia. Posicionou-se depois estrategicamente num discreto recanto da biblioteca, onde as duas criminosas tinham por hábito conversar longe das vistas da maioria das presidiárias, embora de forma muito cautelosa porque temiam que a leitura labial as denunciasse no sistema de videovigilância. E ouviu mais ou menos isto: Sofia disse que não sabia em que dia ia ter lugar a matança, mas tinha a certeza absoluta que Manuela também não sabia. Ao que esta respondeu: Eu também não sabia, mas agora sei. E Sofia ripostou: Agora que dizes isso, também eu sei em que dia vamos executar a coisa. E digo mais. Já sei em que terra.
Perante estes indícios de que se preparava um crime, Smaluco prontificou-se de imediato a investigar o caso, em colaboração com um antigo camarada da PJ, mas Natália impôs-se e impediu-o de o fazer. O velho detetive ainda insistiu, dizendo que resolveria o problema em minutos, depois de uma breve conversinha musculada com a madame “socialite” e de um apertão convincente às duas perigosas criminosas. Mas de nada valeu a insistência, porque a sua amada mostrou-se irredutível. Segundo ela, aquela estratégia apenas servia para alertar mandante e criminosas, que negariam tudo e abortariam a projetada matança, saindo ilibadas da eventual acusação uma vez que não havia provas de que estivessem a preparar qualquer atentado. Por outro lado, como não se sabia quem era, ou quem eram, o alvo daquelas mulheres, o crime seria cometido noutra data sem que houvesse alguma coisa que pudesse ligá-las a esse acontecimento.
Amuado, Smaluco sentou-se na sua poltrona preferida a bebericar um uísque quase tão velho quanto ele, resmungando palavrões impercetíveis, enquanto Natália Vaz circulava impaciente por toda a casa perdida nos seus pensamentos. Até que, de súbito, ela fez ecoar um grito que se terá ouvido em todo o quarteirão da rua em que o casal tem morada: Eureka! Já sei em que data e em que terra o crime vai ser cometido. Agora é só esperar pelo dia, seguir a Sofia “Espertinha” e a Manuela “Sabichona” e apanhá-las em flagrante. Assim ninguém morrerá e elas e a madame mandante não escaparão de certeza à prisão. Dito isto, voltou-se para o seu velho companheiro e ordenou: Vá, anda daí comigo. Vamos já participar o caso à PJ. E o detetive Smaluco lá foi, atónito e submisso, atrás de Natália, sem fazer a mínima ideia de como é que ela sabe o que diz saber. Mas não é só ela. Os leitores também sabem o que Natália sabe, não é verdade?!

DESAFIO AO LEITOR
Será que o leitor sabe mesmo em que data e em que terra o crime vai ser cometido? Em caso afirmativo, desenvolva essa teoria, sustentando-a com os factos disponíveis. E envie depois o respetivo relatório, até ao próximo dia 30 de março, através dos seguintes meios:
- por correio postal, para AUDIÊNCIA GP / O Desafio dos Enigmas, rua do Mourato, 70-A – 9600-224 Ribeira Seca RG – São Miguel – Açores;
- por correio eletrónico, para salvadorpereirasantos@hotmail.com.
E, já sabe, não se esqueça de identificar a solução enviada com o seu nome (ou com o pseudónimo adotado), nem de remeter juntamente a pontuação atribuída ao enigma “Um Pedido de Ajuda “, de Detetive Jeremias, para efeitos de classificação no concurso “Mãos à Escrita!”.

“UM CASO POLICIAL EM GAIA”
            Em nota de rodapé, recordamos que os contos destinados ao concurso “Um Caso Policial em Gaia” podem ser enviados a qualquer momento, até final de maio próximo, para o orientador da secção, através do email acima referido. Os originais terão de ter entre 5.000 a 10.000 carateres.


 
enigmas e contos policiais

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