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sexta-feira, abril 24, 2026
  CONVÍVIO POLICIÁRIO - NOVA DATA: 31 DE MAIO

 

A pedido de vários policiaristas (amantes de futebol!), o Convívio Policiário agendado para 24 de maio (data do jogo Sporting-Torreense, da final da Taça de Portugal) será realizado no DIA 31 DE MAIO, às 12h30, na Taverna dos Trovadores, em São Pedro de Sintra (Praça D. Fernando II nº 18), durante o qual serão entregues os prémios do Torneio do Cinquentenário de “Mistério… Policiário” (revista Mundo de Aventuras – 1975-2025).

 
quinta-feira, abril 23, 2026
  FALTAM APENAS SETE DIAS!!!!

TERMINA NO PRÓXIMO DIA 30 DE ABRIL O PRAZO DE ENVIO DE PROPOSTAS DE SOLUÇÃO DO PROBLEMA 4 DO TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!” – PARTICIPEM!!!

EI-LO:

Torneio de Decifração “Solução à Vista!” – 2026

Problema nº 4

A Dívida, de Virmancaroli

Rui andava desnorteado há já alguns dias, por causa de uma dívida por saldar. Tinha de obter o dinheiro sob pena de ter de ficar sem a própria casa, já hipotecada e o carro, ainda não totalmente pago.

Os negócios de venda e compra do ouro, embora com subida de preços, não lhe corriam nada bem, pelo que o levaram a uma situação desesperada. Tinha ainda consigo algum ouro, mas insuficiente para satisfazer a dívida, e que era na verdade um dos bens mais valiosos que possuía, mas que pensou ele, talvez lhe viessem a servir ainda para o salvar da grave situação em que se encontrava. Tinha que pensar num plano, mas primeiro havia que garantir que esse plano daria certo, pois não lhe seriam permitidos erros, face à pressão dos credores.

Com o tempo a escoar-se, ao fim de 2 dias de profunda reflexão, chegou a uma conclusão não muito honesta: tinha de obter algum ouro mais, emprestado por um amigo de longa data e também no mesmo ramo. A ele lhe iria expor a situação que serviria para os seus propósitos sem expor este. O plano era que o seu amigo lhe emprestasse algumas peças de ouro, que juntaria ao seu, para posteriormente fazer um seguro de todo o ouro, pesando-o. Feito o seguro o ouro emprestado seria de imediato restituído, ficando o Rui apenas com aquele que lhe pertencia. Esta seria a primeira parte do plano. A segunda parte viria depois e, quase que num imediato porque o tempo era pouco. A fase seguinte passava por encontrar uma rua pouco movimentada, de trânsito de sentido único, perto do Fórum Quarto Crescente, onde poucas pessoas passassem e, onde fosse permitido estacionar.

Combinou então com o Alfredo um encontro no Fórum Quarto Crescente, bem conhecido na vila, para discutirem aí o assunto que Rui tinha em mente. Alfredo aceitou o encontro nesse local e combinou encontrarem-se então por volta das dez horas, hora essa a que as lojas abriam e, por conseguinte, também aproveitaria Alfredo para fazer umas compras por lá. O encontro realizou-se e o plano teve plena aceitação de Alfredo, mas sem não antes exigir 5% do valor total do seguro conseguido, ao que Rui anuiu!

Logo no dia seguinte iniciou a operação. Era Domingo de manhã bem cedo, por volta das oito horas e quinze minutos, por sinal uma manhã bem fria e com intenso nevoeiro que assolava toda a vila, estacionou o seu automóvel. Viu se havia alguém nas redondezas, mesmo com fraca visibilidade, e partiu o vidro do carro do banco traseiro, do lado do condutor.

Deixou ali o carro e dirigiu-se até ao Fórum Quarto Crescente que afinal era perto dali, aproximadamente a cerca de um quarto de hora de caminho. Uma hora mais tarde, já o Rui entrava numa esquadra das redondezas onde foi recebido pelo polícia de piquete, e começou a contar a sua história.

— O caso é o seguinte, senhor Guarda: esta manhã, bem cedo, deixei o meu carro na Rua do Laboratório e fui ao Fórum Quarto Crescente, por sinal à H&M, comprar umas roupas.

Quando regressava ao carro, uma hora depois, e ainda bem longe, vi um carro a arrancar quando um indivíduo entre esse carro e o meu entrava apressadamente no carro que arrancava a grande velocidade. Pouco depois ao chegar ao meu carro deparo-me com um vidro partido e o desaparecimento de uma mala que continha algum ouro. Sabe, eu sou negociante de ouro. Ainda tirei a matrícula do carro, para um papel, que tenho algures por aqui, mas nem sei já o que fiz dele com os nervos. Possivelmente acabei por o perder. O polícia acenou a cabeça e pensativo, observou:

—Tem alguma testemunha que estivesse por ali perto? Pode ser que tenha visto algo mais.

— Infelizmente, não.

— E tem mais pormenores sobre quem viu a entrar no carro que estava junto ao seu ou do outro carro mesmo?

Sim, o indivíduo em questão tinha um gorro na cabeça e óculos de sol bem escuros. Era de estatura baixa. Tinha luvas e um fato de treino vestido segundo deduzi. Já o carro era de cor branca me pareceu, mas não identifiquei mais nada, a não ser a matrícula do carro, que infelizmente não sei dela, como já lhe disse.

Isso já é bom. Podemos começar a investigar por aí.

Mas após alguns momentos de reflexão o polícia dispara:

Ah, percebo... pretende arranjar um responsável para o suposto roubo por qualquer motivo certamente!?

O Rui sentiu as pernas fraquejarem-lhe e, pálido, deixou-se cair numa cadeira, enquanto o polícia procurava avaliar a sua reação!

Pede-se agora que desenvolva, pormenorizando, toda a trama e os fatores que incriminaram o Rui.

E pronto, por agora, ficamos à espera das vossas propostas de solução a este quarto problema, que devem ser enviadas até 30 de abril de 2026, através dos seguintes meios:

a)     por email, através do endereço eletrónico salvadorsantos949@gmail.com;

b)     por correio, através do endereço postal Salvador Santos / rua Quinta do Modelo, 40 / 2820-261 Charneca de Caparica;

c)     entregando em mão própria ao orientador da secção, onde quer que o encontrem.

Por último, recorda-se que, conjuntamente com a proposta de solução deste problema, os nossos concorrentes devem enviar a pontuação atribuída ao 3º problema do torneio.

 
domingo, abril 19, 2026
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 20 de abril de 2026

        PONTUAÇÕES DO PROBLEMA 3 E CLASSIFICAÇÃO ATUAL

A nossa confreira Detetive Jeremias, da cidade de Santarém, cola-se â liderança da classificação geral do Torneio “Solução à Vista!”, quando são cumpridas três etapas, ao apresentar a melhor solução de uma jornada que registou perda de pontos pela maioria dos concorrentes em competição, com apenas 10 detetives a alcançarem a pontuação máxima no problema da autoria do matosinhense Bernie Leceiro: Detetive Jeremias (10 pontos + 3), Dona Sopas (10 pontos + 2), Inspetor Moscardo (10 pontos + 1), Diógenes de Sinope, Faria, Fotocópia, Inspetor Mucaba, Inspetor Pevides, O Gráfico e, claro, o próprio autor do enigma em apreço, todos com 10 pontos.

Com 8 pontos, surgem 16 concorrentes (por ordem alfabética): Detetivesca, Edomar, Haka Crimes, Inspector 27797, Inspetor Mokada, Mancha Negra, Mandrake Mágico, Ma(r)ta Hari, Mosca Morta, Mula Velha, Os Super Heróis do Policiário, Paulo, Pena Cova, Veni Vidi Vici, Virmancaroli e Zé de Mafamude. Com 5 pontos, surgem 14 concorrentes (por ordem alfabética): Búfalos Associados, Chica Fininha, Clóvis, Columbo, Detetive Verdinha, Dragão Vermelho, Fantasma de Laborim, Mali, O Pegadas, Pintinha, Príncipe de Arcozelo, Santinho da Ladeira, Visconde das Devesas e Xerife de Valadares. E fecha a tabela Chico da Afurada, com 3 pontos.

CLASSIFICAÇÃO GERAL (APÓS A 3ª PROVA)

Face aos resultados acima referidos, a classificação geral atual do torneio “Solução à Vista!” apresenta agora a seguinte configuração: o primeiro lugar continua a ser ocupado por O Gráfico (30 pontos + 6), acompanhado no pódio por Detetive Jeremias (30 + 5 pontos) e Dona Sopas (30 pontos + 2). No quarto lugar da tabela surgem Diógenes de Sinope e Inspetor Mucaba (ambos com 30 pontos). Na sexta posição, surge isolado Inspetor Moscardo (29 pontos + 1). No sétimo lugar da tabela estão agora Bernie Leceiro e Faria (com 29 pontos), seguidos, no décimo lugar, por Inspetor Pevides e Mandrake Mágico (com 28 pontos) e, no décimo primeiro lugar, por Inspector 27797, Paulo e Veni Vidi Vici (todos com 27 pontos), enquanto que, no décimo quarto lugar, posicionam-se de momento Haka Crimes, Ma(r)ta Hari e Pena Cova (com 26 pontos).

No décimo sétimo lugar da tabela classificativa, surge agora Mali (com 25 pontos + 2), logo seguida, no posto imediato, por Pintinha (25 pontos + 1), surgindo depois, na décima nona posição, Detetive Verdinha e Zé de Mafamude (ambos com 25 pontos), enquanto que, na vigésima primeira posição, surgem Búfalos Associados, O Pegadas e Os Super Heróis do Policiário (todos com 24 pontos). No vigésimo quarto lugar, encontram-se Mancha Negra e Xerife de Valadares (ambos com 23 pontos), enquanto que, na vigésima sexta posição, surge isolada Detetivesca (com 22 pontos + 1). No vigésimo sétimo lugar, estão Chica Fininha e Mosca Morta (ambos com 22 pontos), seguidos, na vigésima nona posição, por Clóvis (isolado com 21 pontos).

Na parte final da tabela classificativa atual, encontram-se, na trigésima posição, Fotocópia e Mula Velha (ambos com 20 pontos), seguidos, na trigésima segunda posição, por Chico da Afurada, Dragão Vermelho e Inspetor Mokada (todos com 19 pontos), enquanto que, na trigésima quinta posição, encontramos Columbo e Santinho da Ladeira (ambos com 18 pontos). Com 17 pontos, surgem, na trigésima sétima posição, Edomar, Virmancaroli e Visconde das Devesas (todos com 16 pontos), enquanto que, na quadragésima posição, surge Fantasma de Laborim (com 16 pontos), logo seguido, por Ego (com 14 pontos). No quadragésimo segundo lugar, surge Príncipe de Arcozelo (13 pontos), e, no quadragésimo terceiro, está Inspetor Rickyi (10 pontos).

PONTUAÇÃO ATRIBUIDA AO PROBLEMA Nº 2

O enigma “Amor à Primeira Vista”, de O Gráfico, que constituiu o problema nº 2 do torneio “Solução à Vista!”, obteve os seguintes pontos da esmagadora maioria (37) dos confrades que participam nesta prova de decifração e do orientador da secção: 7 + 7 + 8 + 7 + 8 + 8 + 10 + 7 + 6 + 10 + 10 + 7 + 8 + 7 + 10 + 8 + 7 + 7 + 10 + 10 + 6 + 6 + 6 + 7 + 5 + 6 + 7 + 8 + 8 + 7 + 7 + 6 + 7 + 6 + 10 + 9 + 10 + 6, de que resulta uma pontuação média de 7,60 no concurso de produção “Mãos à Escrita!”, que neste momento (decorridas duas provas) apresenta a seguinte classificação:

1º lugar: “Amor à Primeira Vista”, de O Gráfico: 7,60 pontos;

2º lugar: “A Vingança”, de Paulo: 7,20 pontos.

CONVÍVIO POLICIÁRIO EM SINTRA NO DIA 24 DE MAIO

Está confirmado! Realiza-se no próximo dia 24 de maio, às 12h30, no Restaurante Sabores de Sintra, em São Pedro de Sintra, mais um Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade, que tem este ano como “prato forte” a entrega dos prémios conquistados no Torneio do Cinquentenário de “Mistério… Policiário” (Mundo de Aventuras) 1975-2025, que decorreu alternadamente nos blogues Local do Crime, Repórter de Ocasião, A Página dos Enigmas e Momento do Policiário, com a colaboração do Site Clube de Detectives e dos confrades Big-Ben e Inspetor Fidalgo (LP).

            Lista Oficial de Prémios

Decifração – Geral: 1º Lugar – Troféu Sete: Detetive Jeremias; 2º Lugar – Medalha Ouro: Fotocópia; 3º Lugar – Medalha Prata: Inspetor Aranha; 4º Lugar – Medalha Bronze: Inspetor Pevides; 5º Lugar – Livro de Inspector Fidalgo: Detetive Verdinha.

Melhores Soluções: 1º Lugar – Troféu Sete: Detetive Jeremias; 2º Lugar – Medalha Ouro: Fotocópia; 3º Lugar – Medalha Prata: Inspetor Aranha; 4º Lugar – MEDALHA BRONZE: Detetive Verdinha; 5º Lugar – Livro de Inspetor Boavida: Búfalos Associados.

Soluções mais Originais: 1º Lugar – Troféu Sete: Mali; 2º Lugar – Medalha Ouro: Dona Sopas; 3º Lugar – Medalha Prata: Detetive Jeremias; 4º Lugar – Medalha Bronze: Fotocópia; 5º Lugar – Livro  de Luís Pessoa: Arjacasa, Detetive Verdinha e Vic Key.

 Produção: 1º Lugar – Troféu Lupa (Detective Misterioso) – Oferta de Jartur: Bernie Leceiro; 2º Lugar – Troféu Sete: Paulo; 3º Lugar – Medalha Ouro: Detetive Jeremias; 4º Lugar – Medalha Prata: Fotocópia; 5º Lugar – Medalha Bronze: Rigor Mortis; 6º Lugar – Livro de Salvador Santos: Inspetor Pevides.

Nota: Serão atribuídos Diplomas de “Presença”  a todos os participantes, tanto na modalidade de Decifração como em Produção e Medalhas aos 9 patrocinadores/organizadores do TCMP: Big Ben (Barata Dinis), Inspector Fidalgo (Luís Pessoa), Inspetor Boavida (Salvador Santos), Paulo (Paulo Viegas), Virmancaroli (Virgílio Oliveira), Daniel Falcão (José Machado), Inspector Aranha (Domingos Cabral), Jartur (João Artur Mamede) e O Gráfico (Luís Rodrigues)

  

 
segunda-feira, abril 13, 2026
  NOTÍCIAS DO BLOGUE "A PÁGINA DOS ENIGMAS"

 

Já é conhecido o quarto problema do Torneio de Fórmula 1 Policiária e do Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70, correspondente ao Grande Prémio do Montijo. Ei-lo:

Torneio de Fórmula 1 Policiária 

Grande Prémio do Montijo

Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70

Problema nº 4

A esposa estrangulada

Autor: Paulo

Estava eu sossegado em casa, após mais um dia de trabalho, quando o meu vizinho me bateu à porta, porque sabia que eu era da Judiciária, como ele me disse.

Com ar muito aflito, referiu-me que a sua esposa estava morta no quarto, que pretendia que eu lá fosse o mais rápido possível, e que depois eu chamasse a polícia.

Aqui para nós, ele já tinha feito isso, porque eu era polícia, mas eu percebia o que ele queria dizer.

Chovia bastante, e lá fomos aqueles poucos metros entre as duas casas, a correr para fugir daquela chuva persistente que se mantinha desde o início da tarde. Considerando que começava a anoitecer, eram já muitas horas de chuva ininterrupta.

Era uma vivenda geminada. Entrámos pela porta principal, que deixou ver uma sala e cozinha perfeitamente arrumadas, e levou-me ao andar de cima, ao local onde estava o corpo da esposa, ou seja, o quarto onde dormiam.

O quarto estava em total desordem. Era perfeitamente visível que tinha ali existido uma luta que atirara ao chão vários objetos, arrepanhara as roupas da cama e terminara com a morte da esposa do meu vizinho. Antes que me esqueça, o meu vizinho, que ficou viúvo, chama-se Alfredo, e a esposa, ou ex-esposa, dava pelo nome de Ermelinda.

Eram visíveis as marcas que os dedos tinham deixado em redor do pescoço da vítima. Era óbvio que alguém apertara fortemente aquele pescoço, e isso provocara a morte. O médico esclareceria se fora por asfixia, ou se o aperto das carótidas roubara o sangue do cérebro. Era muito cedo para tirar conclusões.

Não se viam ferimentos no corpo.

— Encontrei-a assim, quando cheguei, há poucos minutos. Parece-me que foi um assalto. Ela chegou a casa mais cedo do que seria normal e encontrou alguém a roubar. Foi essa pessoa que a matou. —  Dizia o meu vizinho, repetindo várias vezes:

— Foi um ladrão!

Achei que era altura de chamar os técnicos e telefonei para a sede, informando que já me encontrava no local. Não era preciso vir muita gente. Bastavam os elementos que tinham de fazer o levantamento dos dados periciais.

No primeiro andar, havia mais dois quartos. Eram dois filhos, que se encontravam no estrangeiro em Erasmus. Um na Letónia e outro na Eslováquia.

No quarto de banho do casal, uma vistoria rápida não revelou qualquer elemento anormal. As toalhas devidas estavam nos sítios corretos, tudo muito bem arrumado. O mesmo se passava com o outro quarto de banho que, provavelmente, seria usado pelos filhos, que como eles não estavam em casa, mantinha um ar muito organizado.

Olhei para o relógio e reparei que desde que chegara à casa teriam passado pouco mais de 10 minutos.

Faltava-me ver a garagem. Era necessário descer mais um piso, em relação à porta por onde entrara, pois, para entrar nela, vindo da rua, era necessário descer uma pequena rampa.

Na garagem, que tinha uma porta, que dava para a rampa de acesso com as viaturas, e outra, por onde eu viera, a uma escada pela qual se tinha acesso aos pisos superiores, nada mais havia além de dois automóveis. O de Ermelinda estava à frente. O de Alfredo estava atrás, junto à porta que dava para a rua, que funcionava por ação de um motor elétrico.

Dei a volta por detrás do carro de Alfredo, olhando o chão da garagem que tal como toda a casa, com exceção do quarto de casal, tinha um aspeto exageradamente limpo, sem nenhuma marca. Pousei a mão no capô do carro do meu vizinho e no da esposa, verificando que os dois estavam frios, a temperaturas sensivelmente iguais.

Voltei a dar a volta e sai da garagem, por umas escadas que já descera antes e que agora me conduziriam ao piso de entrada.

Os meus colegas chegaram, mas eu já tinha algumas ideias sobre o que acontecera.

Pergunta-se:

Que terá acontecido? Fundamente a resposta.

As soluções devem ser entregues pelos seguintes meio, até às 24 horas do dia 30 de abril:

a- por correio eletrónico de A Página dos Enigmas: apaginadosenigmas@gmail.comenviando por email;

b- entregando em mão ao orientador do Blogue A Página dos Enigmas, onde quer que o encontrem;

c- por correio, através do endereço postal Paulo Pereira Viegas / Rua Ferreira de Castro, lote 21 / 3505-570 Viseu.

 
sexta-feira, abril 10, 2026
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 10 de abril de 2026

             UMA PEQUENA HECATOMBE CLASSIFICATIVA EM PERSPETIVA

É hoje conhecida a solução “oficial” do Problema 3 do Torneio de Decifração “Solução à Vista!”, da autoria de Bernie Leceiro (Matosinhos), que tememos venha a provocar uma pequena hecatombe na classificação geral da prova. Mas isso só saberemos na próxima edição, onde divulgaremos as pontuações obtidas pelos concorrentes em competição, bem como a classificação geral atual. Por ora, cabe-nos publicar apenas a solução do autor e as considerações do orientador.

Torneio de Decifração “Solução à Vista!” – 2026

Problema nº 3

            To Rome With Love, de Bernie Leceiro

Solução de Autor

Comecemos pelo fim:

Alves da Selva decidiu iniciar a sua busca pelo lado Norte da praça, pois o larápio equipado com a camisola nº21 foi nessa direção. Como deduziu que se tratasse de um adepto e fervoroso seguidor do jogador Paulo Dybala dono da camisola 21 da AS Roma, que também usa duas listas horizontais tatuadas no braço esquerdo, tal como seu ídolo, que Ferreirinha viu no braço do ladrão que assaltou a sua bolsa. Um tiffosi ferrenho da famosa curva sud do Estádio Olímpico de Roma.

Relativamente ao sonho de Alves da Selva, foi um mix de todas as emoções vividas durante o intenso dia de turista em Roma. A ação passa-se n’ A Escola de Atenas uma das mais famosas pinturas do renascentista italiano Rafael e representa a Academia de Atenas. Foi pintada entre 1509 e 1510 na Sala da Assinatura (Stanza della Segnatura), hoje chamada de Salas de Rafael, situado no Palácio Apostólico no Vaticano. Foi a primeira das salas a ser decorada pelo pintor renascentista italiano Rafael, entre 1508 e 1511, encomenda do Vaticano. A pintura já foi descrita como “a obra-prima de Rafael e a personificação perfeita do espírito clássico da Renascença”.

Alves da Selva personificou a figura de Hypatia de Alexandria e Parmenides e foi nessa figura que deambulou pelo meio de todos os filósofos e pensadores, Heráclito, Diógenes, Euclides, Ptolomeu, Pitágoras, Epicuro entre muitos outros.

Quando estava próximo de Pitágoras, o personagem roubado, viu – de acordo com a interpretação do autor do problema – um rapaz a roubar a tábua da harmonia musical – alguns historiadores entendem que o rapaz apenas segura a tábua perante Pitágoras, Alves da Selva no seu sonho, num olhar mais perspicaz e atento, entende que o rapaz rouba Pitágoras, o que do ponto de vista policiário é bastante mais interessante!

A tábua da harmonia musical

O estudo da música, como fenômeno estético, cultural e científico, vem ocorrendo pelo menos desde o século 6 AC, na Grécia antiga. Lá, a música era parte da educação formal dos cidadãos, o que instigou filósofos a ponderarem sobre sua origem, função e significado. No século 6 AC, Pitágoras acreditava que a música devia ser analisada matematicamente e que só assim poderia ser tratada como ciência. Ele postulava que a função da música é trazer harmonia à alma humana. Pitágoras estabeleceu as bases matemáticas para a consolidação de uma importante escala musical; hoje conhecida como escala pitagórica ou justa. Esta escala tem 12 notas e é gerada pelos modos naturais de vibração de uma corda retesada, dada na razão aritmética das proporções entre as frequências fundamentais das notas que a compõem; de 2 para 1 (representando uma oitava) e de 3 para 2 (representando uma quinta justa). Este intervalo permite, através do chamado “ciclo das quintas“, definir uma escala cromática de 12 notas entre uma oitava, aproximadamente distanciadas por um semitom (futuramente falaremos mais a respeito deste tópico). Pitágoras argumentava que todos os fenômenos objetivos e subjetivos poderiam um dia vir a ser descritos através da matemática. Do mesmo modo que outros filósofos pré-socráticos, Pitágoras também acreditava nos poderes medicinais da música; conceito este que foi posteriormente adotado também por Platão e Aristóteles.

CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO/CLASSIFICAÇÃO

a) Indicação certa da razão da procura da carteira na zona norte da plaza Navona: 2 pontos;

b) Indicação certa do local onde decorre o sonho de Alves da Selva: 3 pontos;

c) Indicação certa do personagem roubado: 3 pontos;

d) Indicação certa do que foi roubado: 2 pontos.

Considerações do orientador

Existe uma relação histórica entre a Tábua da Harmonia Musical (organização dos acordes e das suas funções dentro de uma tonalidade) e Pitágoras. Embora seja um conceito desenvolvido muito depois de Pitágoras, ela baseia-se em relações sonoras que têm origem nas proporções matemáticas por ele descobertas. Pitágoras estudou a relação entre matemática e som, descobrindo que os sons surgem de proporções numéricas simples entre comprimentos de cordas vibrantes. E estas proporções são a base da chamada afinação pitagórica (harmonia musical), que tem como ponto de partida o que está representado no seu famoso Quadro Tetraktys, que representa uma ideia profunda de harmonia, ordem e estrutura do universo através dos números, e está diretamente ligado àquilo que podemos chamar de uma “tábua de harmonia musical”, porque ambos se baseiam nas mesmas proporções numéricas fundamentais. Deste modo, serão consideradas como certas as respostas à alínea d) que refiram “Tábua da Harmonia Musical”, “Tábua Harmónica”, “Escala Pitagórica”, “Tabuleta ou Ardósia com anotações musicais” ou, claro, ”Quadro Tetraktys”.

Fatores de valorização para atribuição dos pontos especiais: qualidade e clareza da narrativa, originalidade na abordagem ao tema, criatividade nos meios e modos utilizados, imaginação na forma de apresentação da solução, referência a pormenores que não sejam fundamentais para a resolução do problema e enriqueçam a narrativa do ponto de vista literário ou artístico.

 
quarta-feira, abril 01, 2026
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 1 de abril de 2026

 EIS O QUARTO PROBLEMA DO TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!”

No momento em que se publica o quarto problema, da autoria do confrade Virmancaroli, torna-se público que o Torneio “Solução à Vista!” será constituído por doze provas, uma vez que expirou ontem, dia 31 de março, o prazo para o envio de originais de enigmas policiários para o concurso “Mãos à Escrita!”. Assim sendo, tudo termina à meia-noite de 31 de dezembro de 2026.

Torneio de Decifração “Solução à Vista!” – 2026

Problema nº 4

A Dívida, de Virmancaroli

Rui andava desnorteado há já alguns dias, por causa de uma dívida por saldar. Tinha de obter o dinheiro sob pena de ter de ficar sem a própria casa, já hipotecada e o carro, ainda não totalmente pago.

Os negócios de venda e compra do ouro, embora com subida de preços, não lhe corriam nada bem, pelo que o levaram a uma situação desesperada. Tinha ainda consigo algum ouro, mas insuficiente para satisfazer a dívida, e que era na verdade um dos bens mais valiosos que possuía, mas que pensou ele, talvez lhe viessem a servir ainda para o salvar da grave situação em que se encontrava. Tinha que pensar num plano, mas primeiro havia que garantir que esse plano daria certo, pois não lhe seriam permitidos erros, face à pressão dos credores.

Com o tempo a escoar-se, ao fim de 2 dias de profunda reflexão, chegou a uma conclusão não muito honesta: tinha de obter algum ouro mais, emprestado por um amigo de longa data e também no mesmo ramo. A ele lhe iria expor a situação que serviria para os seus propósitos sem expor este. O plano era que o seu amigo lhe emprestasse algumas peças de ouro, que juntaria ao seu, para posteriormente fazer um seguro de todo o ouro, pesando-o. Feito o seguro o ouro emprestado seria de imediato restituído, ficando o Rui apenas com aquele que lhe pertencia. Esta seria a primeira parte do plano. A segunda parte viria depois e, quase que num imediato porque o tempo era pouco. A fase seguinte passava por encontrar uma rua pouco movimentada, de trânsito de sentido único, perto do Fórum Quarto Crescente, onde poucas pessoas passassem e, onde fosse permitido estacionar.

Combinou então com o Alfredo um encontro no Fórum Quarto Crescente, bem conhecido na vila, para discutirem aí o assunto que Rui tinha em mente. Alfredo aceitou o encontro nesse local e combinou encontrarem-se então por volta das dez horas, hora essa a que as lojas abriam e, por conseguinte, também aproveitaria Alfredo para fazer umas compras por lá. O encontro realizou-se e o plano teve plena aceitação de Alfredo, mas sem não antes exigir 5% do valor total do seguro conseguido, ao que Rui anuiu!

Logo no dia seguinte iniciou a operação. Era Domingo de manhã bem cedo, por volta das oito horas e quinze minutos, por sinal uma manhã bem fria e com intenso nevoeiro que assolava toda a vila, estacionou o seu automóvel. Viu se havia alguém nas redondezas, mesmo com fraca visibilidade, e partiu o vidro do carro do banco traseiro, do lado do condutor.

Deixou ali o carro e dirigiu-se até ao Fórum Quarto Crescente que afinal era perto dali, aproximadamente a cerca de um quarto de hora de caminho. Uma hora mais tarde, já o Rui entrava numa esquadra das redondezas onde foi recebido pelo polícia de piquete, e começou a contar a sua história.

— O caso é o seguinte, senhor Guarda: esta manhã, bem cedo, deixei o meu carro na Rua do Laboratório e fui ao Fórum Quarto Crescente, por sinal à H&M, comprar umas roupas.

Quando regressava ao carro, uma hora depois, e ainda bem longe, vi um carro a arrancar quando um indivíduo entre esse carro e o meu entrava apressadamente no carro que arrancava a grande velocidade. Pouco depois ao chegar ao meu carro deparo-me com um vidro partido e o desaparecimento de uma mala que continha algum ouro. Sabe, eu sou negociante de ouro. Ainda tirei a matrícula do carro, para um papel, que tenho algures por aqui, mas nem sei já o que fiz dele com os nervos. Possivelmente acabei por o perder. O polícia acenou a cabeça e pensativo, observou:

—Tem alguma testemunha que estivesse por ali perto? Pode ser que tenha visto algo mais.

— Infelizmente, não.

— E tem mais pormenores sobre quem viu a entrar no carro que estava junto ao seu ou do outro carro mesmo?

Sim, o indivíduo em questão tinha um gorro na cabeça e óculos de sol bem escuros. Era de estatura baixa. Tinha luvas e um fato de treino vestido segundo deduzi. Já o carro era de cor branca me pareceu, mas não identifiquei mais nada, a não ser a matrícula do carro, que infelizmente não sei dela, como já lhe disse.

Isso já é bom. Podemos começar a investigar por aí.

Mas após alguns momentos de reflexão o polícia dispara:

Ah, percebo... pretende arranjar um responsável para o suposto roubo por qualquer motivo certamente!?

O Rui sentiu as pernas fraquejarem-lhe e, pálido, deixou-se cair numa cadeira, enquanto o polícia procurava avaliar a sua reação!

Pede-se agora que desenvolva, pormenorizando, toda a trama e os fatores que incriminaram o Rui.

E pronto, por agora, ficamos à espera das vossas propostas de solução a este quarto problema, que devem ser enviadas até 30 de abril de 2026, através dos seguintes meios:

a)     por email, através do endereço eletrónico salvadorsantos949@gmail.com;

b)     por correio, através do endereço postal Salvador Santos / rua Quinta do Modelo, 40 / 2820-261 Charneca de Caparica;

c)     entregando em mão própria ao orientador da secção, onde quer que o encontrem.

Por último, recorda-se que, conjuntamente com a proposta de solução deste problema, os nossos concorrentes devem enviar a pontuação atribuída ao 3º problema do torneio, cuja solução de autor será publicada na próxima edição d’ O Desafio dos Enigmas.

 
quarta-feira, março 25, 2026
  TORNEIO "SOLUÇÃO À VISTA!" - FALTAM POUCOS DIAS

NÃO SE ATRASE! 

PARTICIPE!

O PRAZO DE ENVIO RESPOSTAS TERMINA NA PRÓXIMA TERÇA-FEIRA DIA 31 DE MARÇO

Torneio de Decifração “Solução à Vista!” – 2026

Problema nº 3

            To Rome With Love, de Bernie Leceiro

Roma brilhava sob o sol dourado do fim da tarde, com o trânsito a mover-se preguiçosamente e os sinos distantes a marcar as horas. Ferreirinha ajeitou o vestido enquanto caminhava de mãos dadas com Alves da Selva pela Piaza Navona, o ar morno carregado de vozes, risos e o cheiro doce de gelado e café recém-tirado.

Era o seu aniversário de casamento — trinta anos. Tinham prometido que um dia voltariam à cidade onde tinham estado há dez anos, e agora ali estavam, com a Fontana dei Quattro Fiumi à frente e o coração cheio de histórias. Alves da Selva tirou o telemóvel do bolso e tentou tirar um selfie; Ferreirinha riu, empurrou-lhe a mão e encostou-se ao ombro dele.

“Faz-me parecer italiana, pelo menos,” brincou ela.

“Já pareces,” respondeu ele, antes de lhe roubar um beijo rápido.

O mundo seguiu a rodar à volta deles — as buzinas ao longe, o bulício dos turistas a acenar bandeiras, uma banda de rua a tocar Nel blu dipinto de blu de Domenico Modugno. E, por um instante, parecia que Roma existia apenas para eles os dois, quando essa tranquilidade é interrompida pelo encontrão de um grupo de dois meliantes em que ambos envergavam camisolas da AS Roma, seguido por um grito agudo de Ferreirinha – “Roubaram-me a carteira!”

Um dos indivíduos com o nº 21 nas costas segue para Norte o outro com a camisola nº 92 para Sul da praça. Alves da Selva fica indeciso qual dos dois seguir, bastante mais novos, seria tarefa impossível apanhar qualquer um deles, lançar o alerta aos seus colegas carabinieri também seria infrutífero, centenas de pessoas andam com estas camisolas em Roma. Provavelmente as camisolas corresponderiam aos seus ídolos da equipa de futebol giallorossa da capital. Resta tentar recuperar rapidamente os documentos, e esperar que apenas estivessem interessados nos poucos euros que enfeitavam a carteira de turista da sua mulher.

Ferreirinha apenas conseguiu ver o braço esquerdo do ladrão tatuado com duas listas horizontais a pegar na carteira do interior da sua bolsa de tiracolo e os dois a fugirem cada qual para seu lado da praça. No meio da azáfama de selfies junto à fonte ninguém deu importância ao roubo, tão pouco forneceu alguma pista adicional, apenas olhares de pena e solidariedade.

- “Vamos rápido” – avança Alves da Selva – “se a minha intuição estiver certa, vamos tentar encontrar a carteira junto à Fontanna del Nettuno, nesta direção” – e apontou para Norte.

Felizmente assim foi chegado junto da fonte, guardada pela imponente imagem guerreira em mármore de Neptuno, viu a carteira boiando parcialmente submersa. A carteira estava molhada, mas os documentos (cartão de cidadão) intactos, faltavam 60 euros em notas. – “Vão-se os anéis, mas ficam os dedos!” – lamentaram-se perante a estátua que representa a alegoria do triunfo do bem sobre o mal.

No final do dia, Alves da Selva estava de rastos após tantas emoções e quilómetros caminhados. As visitas aos monumentos mais famosos da cidade arrasaram-no. O Coliseu, o panteão, o fórum Romano, as catacumbas, os museus do Vaticano… mal caiu na cama logo entrou num profundo e curioso sonho. Encarnou uma bela mulher, encontrava-se num templo de arquitetura clássica e grandiosa, com arcos majestosos e colunas a lembrar a basílica de S. Pedro, com duas estátuas à entrada de deuses da mitologia grega. Apolo, representando a luz da verdade, à esquerda, e Atena, deusa da sabedoria, da civilização e da matemática, à direita. No templo cerca de sessenta pessoas discutem as suas teorias, entre as quais identificou algumas das mentes mais brilhantes da Grécia Antiga. Fez uma vénia perante Platão e Aristóteles - Reconheceu-os pelas obras que seguravam, Timeu, e Ética a Nicômaco, respetivamente. Cruzou-se com vários filósofos e pensadores. Heráclito, Diógenes, Euclides, Ptolomeu, mas os seus parcos conhecimentos em filosofia não eram suficientes para uma breve troca de palavras que fosse com esses génios. Ainda tentou falar com Epicuro sobre a tranquilidade que o futebol de Farioli transmitia ao seu Futebol Clube do Porto e o prazer que lhe dava discutir futebol à segunda-feira com os amigos à mesa do café. Coroado com folhas de videira, um símbolo associado à alegria e à felicidade, Epicuro estava a escrever um livro, rodeado de seguidores. Ignorou-o, certamente ainda não conhecia a magia do futebol de Farioli…

A um canto um célebre filósofo e matemático escrevia num caderno, enquanto um grupo de alunos o observa atentamente, tirando notas das suas explicações. Baixando o olhar depara-se com o que o seu olho clínico de inspetor sénior interpreta como sendo um roubo à descarada, tal e qual o da tarde na piaza Navona. Alves da Selva abriu os olhos e viu os magníficos estuques do seu quarto de hotel, lá fora o dia clareava e as primeiras buzinadelas do transito infernal de Roma acordaram o inspetor.

No dia seguinte, resolveram poupar as pernas e aproveitar os encantos de Roma e das suas fontes, almoçaram numa tratoria de rua. O jantar de aniversário de casamento foi num simpático restaurante, Sapori D’Ishia, perto de Villa Borghese, com a particularidade do chef ser também pianista e terem acompanhado um Cognilio all’ Ischitana ao som do Arriverdeci Roma de Renato Rascel tocado pelo multifacetado chef num faustoso piano de cauda que ocupava quase meia sala.

Esta não seria propriamente a melhor noite para retomar o sonho da noite anterior. Poderá o leitor ajudar Alves da Selva a interpretar e concluir o seu sonho?

Onde decorre o sonho de Alves da Selva? Quem é o personagem roubado? O que foi roubado? Já agora porque optou Alves da Selva por procurar a carteira na zona norte da plaza Navona?

E pronto, por agora, ficamos à espera das vossas propostas de solução a este terceiro problema, que devem ser enviadas até 31 de março de 2026, através dos seguintes meios:

a)     por email, através do endereço eletrónico salvadorsantos949@gmail.com;

b)     por correio, através do endereço postal Salvador Santos / rua Quinta do Modelo, 40 / 2820-261 Charneca de Caparica;

c)     entregando em mão própria ao orientador da secção, onde quer que o encontrem.

Por último, recorda-se que, conjuntamente com a proposta de solução deste problema, os nossos concorrentes devem enviar a pontuação atribuída ao 2º problema do torneio.

 
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