É HOJE CONHECIDO O PROBLEMA 10 DO TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!”
Chega-nos hoje do Feijó, Almada, o problema nº 10 do nosso torneio de decifração “Solução à Vista!”, também participante no nosso concurso de produção policiária “Mãos à Escrita!”, da autoria de Luís Rodrigues, O Gráfico, animador do blogue Repórter de Ocasião (reporterdeocasiao.blogspot.com), espaço que aconselhamos vivamente a visitar. É lá que se prepara o grande torneio comemorativo do centenário do nascimento da problemística policiária no nosso país, ocorrido no dia 1 de fevereiro de 1927, data da publicação do primeiro problema, de uma série de 51, da autoria de Repórter X (Reinaldo Ferreira), dados à estampa no jornal Primeiro de Janeiro. Mas enquanto não chega esse momento, são inúmeras as razões para visitar esse blogue, que mantém viva a atividade policiária e funciona como ponto de encontro e partilha.
Torneio de Decifração “Solução à Vista!” – 2026
Problema nº 10
Um Crime Limpo, de Repórter
SOU EU
Habitavam e viviam, os dois, em perfeita sintonia do cumprimento do
dever, de aptidões, vigilância e conhecimentos, há bastante tempo, naquele
parque estadual de uma grande cidade do Brasil. Eram portugueses emigrantes,
amigos de infância e numa oportunidade, única, especialistas que eram em
proteger e conservar a natureza, por ali conseguiram uma óptima oportunidade de
realizar as suas vocações... de nascença! Há muitos anos que eram os guardas
apreciados do parque, mas sempre viveram em casas separadas, aliás, enormes
moradias que lhes foram concedidas, bem acolhedoras, para que o repouso fosse
confortável e tranquilizante após as tarefas, por vezes difíceis, de
assegurarem o funcionamento natural e normal do parque que tinha animais,
vegetação, caminhos, paisagens extraordinárias e quotidianamente as visitas de
turistas eram inúmeras!
O Luís e o José sempre foram amigos, eternamente solteiros, uma opção de
vida e já tinham ultrapassado a meia-idade, quando este “crime limpo” ocorreu,
mas fazendo jus ao provérbio popular “cada macaco no seu galho”... após os
deveres profissionais, dia, após dia, recolhiam aos seus aposentos e não
interferiam nas saídas ocasionais de cada um... normalmente andavam por lugares
e sítios diferentes!
O José era mais comedido, em tudo, na indumentária, no automóvel que
possuía, nas saídas temporárias, não regressava muito tarde, ao parque, à sua
moradia e não ingeria bebidas alcoólicas. O Luís, ao contrário, gostava de se
vestir bem, adorava dar nas vistas, usava em todos os momentos umas luvas
grossas, pretas, de lã, calças de flanela, robustas e nunca dispensava as suas
botas de cabedal, enormes, exclusivas, diria incomuns, com as solas
extravagantes, poderosas, duras que mais pareciam evidenciar o “jogo do galo”!
De inverno ou de verão... era o que calçava. Com o seu veículo, a mesma
coisa, um carro
aparentemente
não muito moderno, mas com uns grossos e largos pneus que não se viam em
viatura nenhuma! Ao contrário do “jogo do galo”, da sola das botas, os pneus do
seu carro eram caracterizados pelo “jogo da macaca”... inconfundíveis!
Amigos, amigos, negócios à parte... e apesar de competentes na guarda do
parque, ambos gozavam a sua vida, em momentos de lazer, à sua maneira. As
casas, de cada um deles, eram lindas, iguais, situadas em local próprio, mas
afastadas uma da outra, muitos, muitos, muitos metros, circundadas por um
pequeno muro de arame, suportado por postes de madeira, com um portão de ferro
muito largo por onde podia entrar qualquer carro. A entrada estava protegida
com um cadeado, mas que nunca estava trancado! Do portão à entrada principal de
cada habitação não existia nenhum caminho empedrado, era tudo natural, terra
solta.
***
Até que um dia... encontraram-se no mesmo bar e conheceram uma rapariga
linda, mais jovem do que eles... e o José para se igualar com o Luís, vá lá
saber-se porquê, começou a beber álcool! E uma enorme rivalidade nasceu entre
eles, pela disputa da rapariga – isto não tem piada nenhuma, nem devia ser
narrado é trivial, mas, na realidade foi o que aconteceu! – e, em determinado
momento, deixaram de ser amigos, porque a jovem, saturada de ambos e
atormentada, acabou por desaparecer daquele lugar!
O parque, apesar de bem protegido e as casas do Luís e do José também,
não estavam imunes a sofrer qualquer acto de vandalismo e nalgumas ocasiões já
tinham sido alvo de roubo e destruição, mas os culpados foram, sempre,
descobertos e presos.
***
E o impensável aconteceu! Desgostoso pela ausência da moça e culpando o
José por esse motivo... o Luís decidiu-se a pôr termo à vida do seu amigo! Num
dia diferente, chuvoso, já próximo da meia-noite, em que estava bem bebido,
fora de si, entrou com o seu carro até próximo da porta principal da casa do
José. Ia colocar em prática aquilo que julgava ser “um crime limpo”. Saiu do
carro, a cambalear, de mãos nuas, andou uns metros, rodou a maçaneta da porta e
entrou na habitação do companheiro de profissão. Este veio ao seu encontro,
assustado, mas não teve tempo de dizer nada... porque o Luís munido de uma faca
de mato esfaqueou-o mortalmente! José tombou ensanguentado, depois de se
agarrar ao seu assassino. Teve morte imediata. Luís guardou a faca... depois de
limpá-la nas roupas da vítima... calçou as suas luvas e eliminou possíveis impressões
dedais na roupa e corpo do José. Tirou as luvas. Deixou as luzes acesas tal e
qual como estavam e saiu de casa. A chuva cessara. Não mais caiu água naquela
noite nefasta. Meteu- se no carro fez meia-volta e abandonou o local daquele
que julgava ser... “um crime limpo”... pois as culpas iam, provavelmente, ser
atribuídas a mais um caso de vandalismo.
***
E o leitor o que deduz deste homicídio, acha que o Luís escaparia à
justiça? Sim ou não. Apresente a sua proposta de solução justificando a sua
opinião.
Ficamos à espera das vossas propostas de solução a este décimo
problema, que devem ser enviadas até 31 de outubro de 2026, através dos
seguintes meios:
a)
por email, através do endereço eletrónico
salvadorsantos949@gmail.com;
b)
por correio,
através do endereço postal Salvador Santos / rua Quinta do Modelo, 40 /
2820-261 Charneca de Caparica;
c)
entregando em mão própria ao
orientador da secção, onde quer que o encontrem.
Por último, recorda-se que, conjuntamente com a proposta de solução deste problema, os nossos concorrentes devem enviar a pontuação atribuída ao 9º problema do torneio, cuja solução de autor será publicada na próxima edição d’ O Desafio dos Enigmas.
FALTAM APENAS 6 (SEIS) DIAS PARA EXPIRAR O PRAZO DE ENVIO DE PROPOSTAS DE SOLUÇÃO DO PROBLEMA Nº 9.
O PRAZO TERMINA NO DIA 30 DE SETEMBRO!
PARTICIPE!!!
Torneio de Decifração “Solução à Vista!” – 2026
Problema nº 9
Um Crime em Souto das Almas,
de Paulo
Um cão uivou, em Souto das Almas Boas, e chamou a atenção para o corpo
oculto nos arbustos levemente afastados da estrada. Um pastor deu o alerta.
Foi num dos outonos que avisam já o inverno, ventoso, que adveio o crime.
A investigação mostrou que a morte se devera a uma forte pancada na
cabeça, seguida de asfixia, com o assassino a aproveitar, talvez, a perda de
sentidos da vítima. Mãos fortes tinham apertado a garganta e impedido o ar de
circular. Depois o corpo fora arrastado, com os calcanhares a deixarem marca no
percurso, incluindo a perda de um sapato.
A vítima era Luís Cansado, vendedor de automóveis em estabelecimentos de
venda na sede do concelho e na capital de distrito. Distribuía a semana entre
os dois locais.
A sua casa ficava a pouco mais de 50 metros do local onde o corpo fora
encontrado. Vivia com a esposa, Matilde Cansado, que se encontrava com
dificuldades de mobilidade devido a um tornozelo partido, deslocando-se com a
ajuda de duas muletas.
Luís e Matilde viviam um casamento cansado. Cada um traía o parceiro,
numa relação de reciprocidade conhecida dos dois, e que, acreditava-se,
brevemente acabaria em divórcio. Sabia-se que apenas a gestão das dívidas do
casal dificultava a separação.
Não foi difícil saber que Luís estivera em casa de Rosa, solteira, com
quem mantinha uma relação havia algum tempo. Saíra de casa dela por volta das
22 horas, dirigindo-se para a sua. Rosa disse que tinham jantado depois das
vinte, assumindo o relacionamento. Afirmara que o divórcio de Luís estaria
próximo. Depois passariam a viver juntos. A análise do seu telemóvel mostrou
que o aparelho não saíra de casa dela.
O estudo do conteúdo estomacal, confrontado com as informações de Rosa,
colocava o falecimento cerca de duas horas depois da refeição.
O corpo estava num terreno perto das traseiras da casa da vítima. O
carro, fechado, estava junto à moradia.
Matilde dizia que lhe pareceu ter ouvido o carro chegar, mas o vento
soprava tão forte que não teve a certeza. Luís não chegara a casa, durante a
noite, mas ela já não estranhava. Acontecia muitas vezes e até sabia onde ele
ficava. Naquele dia ele trabalhara na sede do concelho e por isso ela já sabia
que ele não viria ou que então chegaria muito tarde.
Foi constatado que as suas dificuldades de locomoção eram evidentes, o
que se notava na desarrumação que existia na casa. Disse que tinha uma irmã que
lá ia uma vez por semana a ajudá-la, mas a última vez que lá fora tinha
ocorrido cinco dias antes da morte.
João Peliz surpreendeu-se quando a polícia o questionou. As vozes de
notícias da aldeia sabiam que ele, apesar de casado e com filhos, era amante de
Matilde. Por isso foi interrogado no local de trabalho, pois se ficasse
ilibado, evitavam-lhe os problemas familiares. Não reconheceu nenhum
relacionamento com Matilde, nem esta com João, e disse que na véspera tinha
saído da fábrica diretamente para casa, onde chegara antes do jantar. A mulher
e os filhos, dois adolescentes, podiam assegurar que ele não saíra. Tinham estado
a ver televisão até às onze da noite.
Foi necessário interrogar a esposa de João. Iva confirmou que ele tinha
chegado a casa antes das oito e não voltara a sair. Quis saber porque estava a
polícia interessada no marido, mas ficou pelas perguntas que não obtiveram
resposta. Na fábrica soube-se que João saíra às cinco horas para um percurso
que demorava cerca de 15 minutos até casa, onde chegara 3 horas depois.
A análise dos movimentos de João a partir do seu telemóvel indicava que
ele estivera na zona da casa de Matilde entre as cinco e um quatro e as sete e
vinte. Depois o telemóvel ficara situado na zona da sua própria habitação. A
residência de João ficava numa aldeia vizinha daquela onde morava a família
Cansado.
Carlos também foi interrogado. Era o vizinho mais próximo de Luís e
Matilde Cansado. A casa dele não distaria mais de cinquenta metros. Raramente
era visto na rua, designadamente quando as temperaturas eram mais baixas. Foi
ouvido, ainda na manhã em que o corpo fora descoberto, antes de este ser levado
para autópsia.
Afirmou que sabia, como toda a gente, que Luís e Rosa eram amantes.
Carlos aguardava há muito que Luís lhe pagasse uma dívida. Trinta mil euros,
afirmara. Dissera que sabia haver mais gente que lhe emprestara dinheiro e por
isso não se admirava se tivesse sido algum dos credores que o abafara. Não
ouvira nada de estranho, a não ser o vento forte durante toda a noite. De
manhã, não saíra de casa até a GNR chegar. Levantara-se ainda cedo, mas
espreitara pela janela e a geada fizera-o voltar para cama.
As autoridades não conheciam nenhum emprego a Carlos, mas toda a gente
sabia que vivia dos rendimentos do dinheiro que acumulara como emigrante na
Suíça.
A arma do crime foi encontrada perto do local onde o ataque se dera,
junto do carro estacionado. Era uma barra metálica, oxidada, que fazia parte de
algum lixo, proveniente de uma vedação de um muro. Não foram encontradas
impressões digitais na barra.
Outros vizinhos nada tinham ouvido, mas também estavam mais afastados do
local e o vento que nunca parara não permitira distinguir os ruídos da rua.
Em função da informação que está no texto, pergunta-se quem é que acha,
de entre os intervenientes, que merece ser investigado mais em pormenor, em
busca das provas que o possam incriminar por matar Luís.
E por agora é tudo. Ficamos à espera das vossas propostas de solução a
este nono problema, que devem ser enviadas até 30 de setembro de 2026, através
dos seguintes meios:
a)
por email, através do endereço eletrónico
salvadorsantos949@gmail.com;
b)
por correio,
através do endereço postal Salvador Santos / rua Quinta do Modelo, 40 /
2820-261 Charneca de Caparica;
c)
entregando em mão própria ao
orientador da secção, onde quer que o encontrem.
Por último, recorda-se que, conjuntamente com a proposta de solução
deste problema, os concorrentes devem enviar a pontuação atribuída ao 8º
problema do torneio.
O GRÁFICO VOLTA A SURPREENDER-NOS COM UMA GRANDE SOLUÇÃO
O nosso confrade O Gráfico, um dos mais inspirados e dinâmicos policiaristas de sempre, verdadeiro seguidor dos grandes dinamizadores do Policiário entre nós, como Sete de Espadas, Jartur, Inspector Aranha, Zé Viseu ou Inspetor Fidalgo, ao mesmo tempo que mantém viva a chama do nosso passatempo no blogue Repórter de Ocasião (reporterdeocasiao.blogspot.com), ainda consegue energia e disponibilidade para concorrer a todas as provas da modalidade que animam os blogues da especialidade, apresentando soluções de grande nível. É o que sucede na nossa secção, onde o Luís Rodrigues (O Gráfico) não só comanda destacado a tabela classificativa das “Melhores Soluções”, como continua a ameaçar seriamente a liderança da classificação geral de decifração, com mais uma proposta de solução certeira e de enorme qualidade e imaginação.
TORNEIO
DE DECIFRAÇÃO “SOLUÇÃO À VISTA!”
PONTUAÇÕES
DO 8º PROBLEMA
Foram apenas 19 (dezanove!) os concorrentes totalistas na avaliação feita às propostas de solução apresentadas ao enigma que constituiu o 8º problema do torneio “Solução à Vista!”, com o confrade O Gráfico a alcançar a pontuação máxima (10 pontos + 3), suplantando a performance de Detetive Jeremias (que logrou conquistar 10 pontos + 2) e de Búfalos Associados (que conseguiram obter 10 pontos +1). Com a pontuação máxima, mas sem alcançar pontos especiais, surgem os restantes 16 (dezasseis!) totalistas: Didão (estreante no torneio), Dona Sopas, Fotocópia, Inspetor 27797, Inspetor Moscardo, Inspetor Mucaba, Inspetor Ryckyi, Mandrake Mágico, Mancha Negra, Ma(r)ta Hari, Mosca Morta, Mula Velha, Paulo, Rainha de Copas, Smasher Smile e Super Heróis do Policiário. Com 8 pontos, surgem depois 13 (treze!) concorrentes: Detetivesca, Edomar, Fantasma de Laborim, Haka Crimes, Inspetor Mokada, Mali, Pedro Monteiro (estreante no torneio), Pena Cova, Pintinha, Rainha Katya (estreante no torneio), Veni Vidi Vici, Vic Key e Virmancaroli. Com 6 pontos, surgem mais 13 (treze!) concorrentes: Bernie Leceiro, Chica Fininha, Chico da Afurada, Clóvis, Detetive Suricata (estreante no torneio), Detetive Verdinha, Dragão Vermelho, Faria, Inspetor Pevides, Príncipe de Arcozelo, Visconde das Devesas, Xerife de Valadares e Zé de Mafamude. Com 5 pontos surge depois Santinho da Ladeira. E, por último, com apenas 4 pontos, surgem mais dois estreantes no torneio: Batatinha e Sininho.
CLASSIFICAÇÃO
GERAL (APÓS A 8ª PROVA)
Face
aos resultados acima referidos, a classificação geral atual do torneio “Solução
à Vista!” apresenta agora a seguinte configuração: Detetive Jeremias mantém a
liderança isolada da prova (com 79 pontos + 11), tendo no seu encalço Dona
Sopas (no segundo lugar, com 78 pontos + 5), logo seguida de Inspetor Moscardo e
Inspetor Mucaba (na terceira posição, com 78 pontos + 1), logo seguidos por O
Gráfico (na quinta posição, com 77 pontos + 15). Na sexta posição, surge
isolada Ma(r)ta Hari (com 76 pontos + 1), seguida por Mandrake Mágico, na
sétima posição (com 75 pontos), a que se seguem Paulo (na oitava posição, com 74
pontos + 1), Inspector 27797 (na nona posição, com 74 pontos), Mancha Negra (na
décima posição, com 72 pontos), Búfalos Associados (na décima-primeira posição,
com 71 pontos + 2) e Os Super Heróis do Policiário (na décima-segunda posição,
com 71 pontos). Na décima-terceira posição surge Mali (com 70 pontos + 2),
seguida de Pintinha (na décima-quarta posição, com 70 pontos + 1), de
Detetivesca (na décima-quinta posição, com 69 pontos + 3) e de Bernie Leceiro,
Faria e Pena Cova (com 69 pontos, na décima-sexta posição). Na décima-nona
posição, surge Veni Vidi Vici (com 68 pontos + 3), logo seguido por Detetive
Verdinha (na vigésima posição, com 68 pontos), Fotocópia e Inspetor Pevides (na
vigésima-primeira posição, com 67 pontos), Haka Crimes (na vigésima-terceira
posição, com 66 pontos, Mosca Morta (na vigésima-quarta posição, com 65 pontos)
e Mula Velha (na vigésima-quinta posição, com 63 pontos). Na vigésima-sexta
posição, surge Inspetor Ryckyi (com 57 pontos), seguido de Edomar e
Virmancaroli (na vigésima-sétima posição, com 56 pontos), de Chica Fininha (na
vigésima-nona posição, com 51 pontos) e de Clóvis, Xerife Valadares e Zé de
Mafamude (na trigésima posição, com 50 pontos).
Na parte final da tabela classificativa, surge Inspetor Mokada (na trigésima-terceira posição, com 49 pontos), seguido de Chico da Afurada, Dragão Vermelho e Fantasma de Laborim (na trigésima-quarta posição, com 4 8 pontos), Santinho da Ladeira (na trigésima-sétima posição, com 46 pontos), Visconde das Devesas (na trigésima-oitava posição, com 44 pontos), Columbo (na trigésima-nona posição, com 42 pontos), Diógenes de Sinope (na quadragésima posição, com 4 pontos), Príncipe de Arcozelo (na quadragésima-primeira posição, com 39 pontos), Smasher Smile (na quadragésima-segunda posição, com 37 pontos), Vic Key (na quadragésima-terceira posição, com 35 pontos), O Pegadas (na quadragésima-quarta posição, com 24 pontos), Rainha de Copas (na quadragésima-quinta posição, com 18 pontos), Ego (na quadragésima-sexta posição, com 14 pontos) e Didão (estreante no torneio) e Rigor Mortis (na quadragésima-sétima posição, com 10 pontos). E, a fechar a tabela, surgem os estreantes Pedro Monteiro, Rainha Katya (na quadragésima-nona posição, com 8 pontos), Detetive Suricata (na quinquagésima-primeira posição, com 6 pontos) e Batatinha e Sininho (na quinquagésima-segunda posição, com 4 pontos).
CONCURSO
DE PRODUÇÃO “MÃOS À ESCRITA!”
PONTUAÇÃO
ATRIBUIDA AO PROBLEMA Nº 7
O
enigma “O Estranho Caso da Morte
do Joker”, de Inspetor Esmeril, que
constituiu o problema nº 7 do torneio “Solução à Vista!”, obteve os seguintes
pontos da esmagadora maioria (36) dos confrades que participam nesta prova de
decifração e do orientador da secção: 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 6 + 5 +
6 + 5 + 6 + 5 + 5 + 7 + 6 + 7 + 6 + 5 + 7 + 6 + 5 + 5 + 5 + 6 + 7
+ 5 + 5 + 6 + 5 + 5 + 5 + 7 + 8 + 6 + 6 + 5 + 7 + 5, de que
resulta uma pontuação média de 5,67 no concurso de produção “Mãos à Escrita!”,
que neste momento (decorridas apenas sete provas) apresenta a seguinte
classificação:
1º lugar: “Amor à Primeira Vista”, de O Gráfico: 7,60 pontos;
2º lugar: “A Vingança”, de Paulo: 7,20 pontos;
3º lugar: “To Rome With Love”, de Bernie Leceiro: 6.59 pontos;
4º lugar: “A Dívida”, de Virmancaroli: 6,21 pontos.
5º lugar: “Visita Nocturna”,
de Vic Key: 5,82 pontos.
6º lugar: “O Estranho Caso da Morte do Joker”, de
Inspetor Esmeril: 5,67 pontos.
7º lugar: “Acidente Misterioso”, de Rigor Mortis: 5,43 pontos.
É HOJE CONHECIDA A SOLUÇÃO DE AUTOR DO PROBLEMA 8
A edição de hoje traz a solução de autor do problema 8 do torneio
“Solução à Vista!”, a notícia do regresso do torneio de fórmula 1 policiária e uma
das novidades para o próximo ano.
Torneio de Decifração “Solução à Vista!” – 2026
Problema nº 8
Viagem pelo Policiário, de Inspetor Moscardo
Solução de Autor
1 - https://policiariodebolso.blogspot.com/search?q=A.A%2C+Fair
“Como A. A. Fair
escreve na série Donald Lam e Bertha Cool, com 29 títulos editados entre 1939 e
1970”, “O Caso da Jovem Arisca” tem por protagonista Perry Mason e o autor é
E. Stanley Gardner.
2 - https://mubi.com/pt/pt/films/alfred-hitchcock-presents-lamb-to-the-slaughter
Link para o
filme Borrego para a Matança, de Alfred Hitchcock.
3 - https://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%B3rter_X
Reinaldo
Ferreira, Repórter X
“Já empregado no
ABC, o jornal envia-o à Rússia, em 1925, para acompanhar a luta intestina
desencadeada após a morte de Lenine. De Paris, onde terá experimentado pela
primeira vez a morfina, Reinaldo informa que lhe está a ser difícil conseguir
um visto, mas vai mandando trabalho, designadamente uma entrevista forjada a
Conan Doyle. E, finalmente, começam a chegar as crónicas de Moscovo, onde o
jornalista passa a vida a tropeçar em portugueses, desde o porteiro do Kremlin
ao homem que embalsamou Lenine. A convicção de Joel Lima é a de que o nosso
repórter nunca pôs os pés na Rússia e que se limitou a ficar em Paris,
aguardando os artigos de Henri Béraud, que para lá fora destacado pelo Le
Journal.
4 - https://pt.wikipedia.org/wiki/Agatha_Christie
Começou a
escrever The Mysterious Affair at Styles em 1916, e o livro foi publicado em
1920 pela editora Bodley Head vendendo cerca de 2 000 cópias, após ser
rejeitado por 6 editoras. É o seu primeiro livro The Mysterious Affair at
Styles.
5 – O outro
autor que se inspirou em Sintra é Mário Domingues, com “O Crime de Sintra”.
OBSERVAÇÃO do
orientador: a quinta questão permite várias respostas, pelo que serão
consideradas como certas todas as que tiverem o devido enquadramento.
CRITÉRIOS DE
PONTUAÇÃO/CLASSIFICAÇÃO do orientador
- respostas
certas às cinco questões – 7 pontos.
- respostas certas
a quatro questões – 5 pontos.
- respostas
certas a três questões – 3 pontos.
- respostas
certas a duas questões – 2 pontos.
- resposta certa
a uma questão – 1 ponto.
- presença + 3
pontos.
Fatores de
valorização para atribuição dos pontos especiais: qualidade e clareza da narrativa,
originalidade na abordagem ao tema, criatividade nos meios e modos utilizados,
imaginação na forma de apresentação da solução, referência a pormenores que não
sejam fundamentais para a resolução do problema e enriqueçam a narrativa do
ponto de vista literário ou artístico.
REGRESSO DO TORNEIO DE FÓRMULA 1 POLICIÁRIA
O Torneio de Fórmula 1 Policiária, que decorre em paralelo com o Torneio de Homenagem à Geração de 1970 no blogue A Página dos Enigmas (apaginadosenigmas.blogspot.com), regressou hoje ao espaço virtual com o seu oitavo enigma (leia-se oitavo Grande Prémio), que tem neste momento o confrade O Gráfico na liderança, logo seguido de Inspector Aranha, Detective Jeremias, Mandrake Mágico, Veni Vidi Vici, Columbo, Os Super Heróis do Policiário, Detective Verdinha, Búfalos Associados e O Pegadas, à frente de um “pelotão” de 34 concorrentes que até agora lograram pontuar. Por outro lado, no Torneio de Homenagem à Geração de 1970, é o confrade Inspector Aranha que detém a liderança da classificação geral, logo seguido de Detective Jeremias, Veni Vidi Vici, Inspector Moscardo, O Gráfico, Inspector Pevides, Mandrake Mágico, Detective Verdinha, Columbo e Bernie Leceiro, à frente de um pelotão composto por 67 concorrentes. No que respeita à classificação das Melhores Soluções, ocupam o pódio os confrades O Gráfico, Inspector Aranha e Detective Jeremias, por esta ordem. Na classificação da Soluções Mais Originais, os ocupantes dos lugares do pódio são exatamente os mesmos confrades, mas por esta ordem; O Gráfico detém a liderança, seguido por Detective Jeremias e por Inspector Aranha.
CONCURSO DE CONTOS “UM CASO POLICIAL… NAS FÉRIAS”
Recordamos que já podem ser enviados para o correio eletrónico do
orientador da secção (salvadorsantos949@gmail.com) os originais
concorrentes a “Um Caso Policial… nas Férias”, um certame de contos aberto
a todos, sem quaisquer condicionalismos de idade, sexo ou nacionalidade,
podendo cada concorrente apresentar mais do que um original. Os trabalhos, na
modalidade de conto policial, em língua portuguesa, deverão ter ação durante um
período de férias (em qualquer mês do ano) e terão obrigatoriamente o mínimo de
duas páginas de formato A4 e o máximo de quatro, escritas a 1,5 espaços, na
fonte Times New Roman e corpo de letra 12. Os originais podem ainda ser
enviados em papel para o endereço postal rua Quinta do Modelo, 40 / 2820-261
Charneca de Caparica, dirigida a Salvador Santos. Os trabalhos serão publicados
por ordem de receção, a partir do mês de janeiro de 2027 e a classificação dos
contos será definida através da média da pontuação atribuída pelos leitores do
jornal AUDIÊNCIA GP e pelos seguidores do blogue Local do Crime, que terão
30 dias para enviar a sua pontuação, numa escala de 5 a 10 pontos, em função da
qualidade e originalidade, através dos endereços referidos no ponto 3. E
após a publicação do último conto, em período ainda a definir pelo orientador
da secção, haverá uma votação final dos contos, sendo os leitores do jornal AUDIÊNCIA
GP e os seguidores do blogue Local do Crime
chamados a atribuir pontuação aos cinco contos considerados como os melhores,
atribuindo 10 – 8 – 6 – 4 – 2 pontos a cada um deles. Será então vencedor do
concurso o conto que alcançar uma maior pontuação média da soma dos pontos
obtidos nas duas votações (inicial + final), sendo distinguidos os restantes
trabalhos classificados nas dez primeiras posições.
EM VIRTUDE DA AUSÊNCIA, DURANTE UMA SEMANA, DO ORIENTADOR DA SECÇÃO, ANTECIPA-SE HOJE A PUBLICAÇÃO DA EDIÇÃO DE 1 DE SETEMBRO
MAIS UM PROBLEMA COLOCADO Á PROVA DOS NOSSOS
DETETIVES
Eis o nono enigma do nosso torneio
de decifração “Solução à Vista!” e também candidato ao concurso de produção
“Mãos à Escrita!”, quando estamos apenas a quatro meses da prova final:
Torneio de Decifração “Solução à Vista!” – 2026
Problema nº 9
Um Crime em Souto das Almas,
de Paulo
Um cão uivou, em Souto das Almas Boas, e chamou a atenção para o corpo
oculto nos arbustos levemente afastados da estrada. Um pastor deu o alerta.
Foi num dos outonos que avisam já o inverno, ventoso, que adveio o crime.
A investigação mostrou que a morte se devera a uma forte pancada na
cabeça, seguida de asfixia, com o assassino a aproveitar, talvez, a perda de
sentidos da vítima. Mãos fortes tinham apertado a garganta e impedido o ar de
circular. Depois o corpo fora arrastado, com os calcanhares a deixarem marca no
percurso, incluindo a perda de um sapato.
A vítima era Luís Cansado, vendedor de automóveis em estabelecimentos de
venda na sede do concelho e na capital de distrito. Distribuía a semana entre
os dois locais.
A sua casa ficava a pouco mais de 50 metros do local onde o corpo fora
encontrado. Vivia com a esposa, Matilde Cansado, que se encontrava com
dificuldades de mobilidade devido a um tornozelo partido, deslocando-se com a
ajuda de duas muletas.
Luís e Matilde viviam um casamento cansado. Cada um traía o parceiro,
numa relação de reciprocidade conhecida dos dois, e que, acreditava-se,
brevemente acabaria em divórcio. Sabia-se que apenas a gestão das dívidas do
casal dificultava a separação.
Não foi difícil saber que Luís estivera em casa de Rosa, solteira, com
quem mantinha uma relação havia algum tempo. Saíra de casa dela por volta das
22 horas, dirigindo-se para a sua. Rosa disse que tinham jantado depois das
vinte, assumindo o relacionamento. Afirmara que o divórcio de Luís estaria
próximo. Depois passariam a viver juntos. A análise do seu telemóvel mostrou
que o aparelho não saíra de casa dela.
O estudo do conteúdo estomacal, confrontado com as informações de Rosa,
colocava o falecimento cerca de duas horas depois da refeição.
O corpo estava num terreno perto das traseiras da casa da vítima. O
carro, fechado, estava junto à moradia.
Matilde dizia que lhe pareceu ter ouvido o carro chegar, mas o vento
soprava tão forte que não teve a certeza. Luís não chegara a casa, durante a
noite, mas ela já não estranhava. Acontecia muitas vezes e até sabia onde ele
ficava. Naquele dia ele trabalhara na sede do concelho e por isso ela já sabia
que ele não viria ou que então chegaria muito tarde.
Foi constatado que as suas dificuldades de locomoção eram evidentes, o
que se notava na desarrumação que existia na casa. Disse que tinha uma irmã que
lá ia uma vez por semana a ajudá-la, mas a última vez que lá fora tinha
ocorrido cinco dias antes da morte.
João Peliz surpreendeu-se quando a polícia o questionou. As vozes de
notícias da aldeia sabiam que ele, apesar de casado e com filhos, era amante de
Matilde. Por isso foi interrogado no local de trabalho, pois se ficasse
ilibado, evitavam-lhe os problemas familiares. Não reconheceu nenhum
relacionamento com Matilde, nem esta com João, e disse que na véspera tinha
saído da fábrica diretamente para casa, onde chegara antes do jantar. A mulher
e os filhos, dois adolescentes, podiam assegurar que ele não saíra. Tinham estado
a ver televisão até às onze da noite.
Foi necessário interrogar a esposa de João. Iva confirmou que ele tinha
chegado a casa antes das oito e não voltara a sair. Quis saber porque estava a
polícia interessada no marido, mas ficou pelas perguntas que não obtiveram
resposta. Na fábrica soube-se que João saíra às cinco horas para um percurso
que demorava cerca de 15 minutos até casa, onde chegara 3 horas depois.
A análise dos movimentos de João a partir do seu telemóvel indicava que
ele estivera na zona da casa de Matilde entre as cinco e um quatro e as sete e
vinte. Depois o telemóvel ficara situado na zona da sua própria habitação. A
residência de João ficava numa aldeia vizinha daquela onde morava a família
Cansado.
Carlos também foi interrogado. Era o vizinho mais próximo de Luís e
Matilde Cansado. A casa dele não distaria mais de cinquenta metros. Raramente
era visto na rua, designadamente quando as temperaturas eram mais baixas. Foi
ouvido, ainda na manhã em que o corpo fora descoberto, antes de este ser levado
para autópsia.
Afirmou que sabia, como toda a gente, que Luís e Rosa eram amantes.
Carlos aguardava há muito que Luís lhe pagasse uma dívida. Trinta mil euros,
afirmara. Dissera que sabia haver mais gente que lhe emprestara dinheiro e por
isso não se admirava se tivesse sido algum dos credores que o abafara. Não
ouvira nada de estranho, a não ser o vento forte durante toda a noite. De
manhã, não saíra de casa até a GNR chegar. Levantara-se ainda cedo, mas
espreitara pela janela e a geada fizera-o voltar para cama.
As autoridades não conheciam nenhum emprego a Carlos, mas toda a gente
sabia que vivia dos rendimentos do dinheiro que acumulara como emigrante na
Suíça.
A arma do crime foi encontrada perto do local onde o ataque se dera,
junto do carro estacionado. Era uma barra metálica, oxidada, que fazia parte de
algum lixo, proveniente de uma vedação de um muro. Não foram encontradas
impressões digitais na barra.
Outros vizinhos nada tinham ouvido, mas também estavam mais afastados do
local e o vento que nunca parara não permitira distinguir os ruídos da rua.
Em função da informação que está no texto, pergunta-se quem é que acha,
de entre os intervenientes, que merece ser investigado mais em pormenor, em
busca das provas que o possam incriminar por matar Luís.
E por agora é tudo. Ficamos à espera das vossas propostas de solução a
este nono problema, que devem ser enviadas até 30 de setembro de 2026, através
dos seguintes meios:
a)
por email, através do endereço eletrónico
salvadorsantos949@gmail.com;
b)
por correio,
através do endereço postal Salvador Santos / rua Quinta do Modelo, 40 /
2820-261 Charneca de Caparica;
c)
entregando em mão própria ao
orientador da secção, onde quer que o encontrem.
Por último, recorda-se que, conjuntamente com a proposta de solução deste problema, os nossos concorrentes devem enviar a pontuação atribuída ao 8º problema do torneio, cuja solução de autor será publicada na próxima edição d’ O Desafio dos Enigmas
FALTAM APENAS 4 DIAS (ATÉ 31 DE AGOSTO) PARA EXPIRAR O PRAZO DE ENVIO DE PROPOSTAS DE SOLUÇÃO AO PROBLEMA 8 DO TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!”
PARTICIPE!!!
Torneio de Decifração “Solução à Vista!” – 2026
Problema nº 8
Viagem pelo Policiário, de Inspetor Moscardo
Bom dia Lucy, espero que quando receberes este e-mail, te encontres de
boa saúde. Eu estou instalado no resort de que te tinha falado e de que mandei
o link, para poderes consultar na Net.
Trouxe uns livros, para ler e fazer-me companhia. Comecei um que tem por
título “O Caso da Jovem Arisca”, livro policial de A.A. Fair, cujo enredo já me
fez ler o final, para apaziguar a curiosidade.
Aconteceu uma coisa do arco-da-velha, encontrei um maço de notas caído no
chão, agarrei-o, e quando o ia a meter ao bolso, apareceu um polícia que me
perguntou, onde o tinha roubado. Disse-lhe
que o tinha achado, mas ele não acreditou. Não se pode ter umas férias
sossegado. Depois de várias horas e muitos contactos, através do número de
série das notas descobriu-se que faziam parte de um lote roubado num banco, há
pouco tempo, e que os larápios estariam por perto. Agradeceram-me por ter
contribuído para a sua captura.
Vai ser exibido no cinema, e vou ver outra vez, o filme de um caso levado
da breca, em que a refeição dos investigadores é a arma do crime. Não te digo
qual é, porque tu sabes e é muito conhecido.
Encontrei aquele individuo chato de que somos amigos, mas nunca me lembro
o nome, que também está fascinado pelo policiário, e me disse que é possível ir
à Rússia estando em Paris. Disse que era um “predicado” de um pioneiro do
policiarismo.
Tu sabes que eu tenho um fraco pelos livros da Agatha Christie, e então
disse-me também esse nosso amigo que a rainha do crime, andou pelas editoras durante
4 anos até conseguir publicar um livro. Dito num tom como se fosse verdade.
Qual livro?
Ele fala pelos cotovelos, já procurava uma desculpa para abalar. É então
que fala de Sintra. E diz que foi inspiração para escritores portugueses. Claro
que foi. “O Mistério da Estrada de Sintra” de Eça de Queirós e Ramalho Ortigão.
É outro, pá, é outro.
E disse-me:
‒ És um ignorante e tens a mania que sabes mais que os outros.
É assim Lucy, põe-te “in the Sky with Diamonds” isto é, toma o avião,
coloca o anel de noivado, e vem até Portugal ajudar-me a resolver estes casos.
Caro leitor:
São 5 questões que Lucy vem ajudar a resolver, ao subchefe Escova, que
não se quis identificar, e eu estou a fazê-lo à revelia e sem sua autorização.
Mas eu sei que o leitor as resolverá sem dificuldade.
E por agora é tudo. Ficamos à espera das vossas propostas de solução a
este oitavo problema, que devem ser enviadas até 31 de agosto de 2026, através
dos seguintes meios:
a)
por email, através do endereço eletrónico
salvadorsantos949@gmail.com;
b)
por correio,
através do endereço postal Salvador Santos / rua Quinta do Modelo, 40 /
2820-261 Charneca de Caparica;
c)
entregando em mão própria ao
orientador da secção, onde quer que o encontrem.
Por último, recorda-se que, conjuntamente com a proposta de solução
deste problema, os nossos concorrentes devem enviar a pontuação atribuída ao 7º
problema do torneio, cuja solução de autor foi publicada n’ O Desafio dos
Enigmas de 10 de agosto.
DETETIVE
JEREMIAS ASSUME O COMANDO DO TORNEIO DE DECIFRAÇÃO
O problema de arranque da segunda metade das nossas competições deste ano deixou alguns amargos de boca na grande maioria dos nossos “detetives”, autores de propostas de solução distintas do autor no que concerne ao autor do crime em apreço. Esta situação ocorre já pela segunda vez, tendo o orientador da secção procurado minimizar os “prejuízos” das “vítimas”, que, mesmo assim, não deixaram de manifestar a sua insatisfação. Recordo que o concurso de produção (“Mãos à Escrita!”) que “alimenta” este torneio de decifração (“Solução à Vista!”), visa sobretudo captar novos autores de enigmas policiários, sendo aberto livremente a todos, sem quaisquer condicionalismos, procurando, assim, ajudar a manter viva a chama que alumia estes caminhos que começaram a ser desbravados há (pelo menos) um século (!!!). Já são muito poucos os produtores. E, sem problemas, o policiário não terá futuro. É certo que o orientador da secção poderia ter alertado o autor para as hipóteses deixadas em aberto no enunciado do problema, mas a verdade é que este, numa primeira leitura, considerou sólida a chave do enigma. E só mais tarde percebeu que o enigma tinha várias soluções possíveis, embora a do autor seja a mais forte e completa. E… teve de correr atrás do prejuízo, para não prejudicar ninguém. Será que conseguiu?!
TORNEIO
DE DECIFRAÇÃO “SOLUÇÃO À VISTA!”
PONTUAÇÕES
DO 7º PROBLEMA
Foram
apenas 6 (seis!) os concorrentes totalistas na avaliação feita às propostas de
solução apresentadas ao enigma que constituiu o 7º problema do torneio “Solução
à Vista!”, com o confrade Veni Vidi Vici a alcançar a pontuação máxima (10 pontos + 3),
suplantando a performance de Detetivesca (que logrou conquistar 10 pontos + 2) e de Ma(r)ta
Hari (que
conseguiu obter 10 pontos +1). Com a pontuação máxima, mas sem alcançar pontos
especiais, surgem os restantes três totalistas: Detetive Jeremias, Inspetor
Moscardo e Mancha Negra (10 pontos). Com 8 pontos, surgem depois 23 (vinte e três!)
concorrentes: Búfalos Associados, Detective Verdinha, Dona Sopas,
Edomar, Fantasma de Laborim, Fotocópia, Haka Crimes, Inspector 27797, Inspector
Mucaba, Inspector Pevides, Inspector Ryckyi, Mali, Mandrake Mágico, Mosca
Morta, Mula Velha, O Gráfico, Os Super Heróis do Policiário, Paulo, Pintinha,
Rainha de Copas, Smasher Smile, Vic Key e Virmancaroli.
E, com 5 pontos, surgem: Bernie Leceiro, Chica Fininha, Chico da Afurada, Dragão
Vermelho, Faria, Inspetor Mokada, Pena Cova, Príncipe de Arcozelo, Santinho da
Ladeira, Xerife de Valadares, Visconde das Devesas e Zé de Mafamude.
CLASSIFICAÇÃO
GERAL (APÓS A 7ª PROVA)
Face
aos resultados acima referidos, a classificação geral atual do torneio “Solução
à Vista!” apresenta agora a seguinte configuração: Detetive Jeremias assume a
liderança isolada da prova (com 69 pontos + 9), tendo no seu encalço Dona Sopas
(no segundo lugar, com 68 pontos + 5), logo seguida de Inspetor Moscardo e Inspetor
Mucaba (no terceiro lugar, com 68 pontos + 1). A quinta posição é agora ocupada
por O Gráfico (com 67 pontos + 12), seguido de Ma(r)ta Hari, na sexta posição
(com 66 pontos + 1) e de Mandrake Mágico, na sétima-posição (com 65 pontos), a
que se seguem Paulo (na oitava posição, com 64 pontos + 1), Inspector
27797 (na nona
posição, com 64 pontos) e Bernie Leceiro e Faria (na décima posição, com 63
pontos). Na décima-segunda posição, surge Mali (com 62 pontos + 2), logo
seguida de Pintinha (na décima-terceira posição, com 62 pontos + 1) e Detetive Verdinha
e Mancha Negra (na décima-quarta posição, com 62 pontos). Na décima-sexta
posição, surge a confreira Detetivesca (com 61 pontos + 3), logo seguida de
Búfalos Associados (na décima-sétima posição, com 61 pontos + 1) e de três
concorrentes, na décima-oitava posição. São eles: Inspetor Pevides, Os Super
Heróis do Policiário e Pena Cova (todos com 61 pontos).
Na vigésima-primeira posição da classificação geral, surge Veni Vidi Vici (com 60 pontos + 3), seguido de Haka Crimes, na vigésima-segunda posição (com 58 pontos), de Fotocópia, na vigésima-terceira posição (com 57 pontos, de Mosca Morta, na vigésima-quarta posição (com 55 pontos) e de Mula Velha, na vigésima-quinta posição (com 53 pontos). Surgem depois, na vigésima-sexta posição, Edomar e Virmancaroli (ambos com 48 pontos), logo seguidos de Inspetor Ryckyi (na vigésima-oitava posição, com 47 pontos), de Chica Fininha (na vigésima-nona posição, com 45 pontos) e de Clóvis, Xerife de Valadares e Zé de Mafamude (todos com 44 pontos, na trigésima posição). Na ponta final da tabela classificativa, surgem depois Columbo (na trigésima-terceira posição, com 42 pontos + 2), Chico da Afurada e de Dragão Vermelho (ambos na trigésima-quarta posição, com 42 pontos), a que sucedem Inspetor Mokada e de Santinho da Ladeira (ambos na trigésima-sexta posição, com 41 pontos). Na trigésima-oitava posição, surgem depois Diogenes de Sinope e Fantasma de Laborim (ambos com 40 pontos), seguidos, na quadragésima posição, por Visconde das Devesas (com 38 pontos), a que se seguem o Príncipe de Arcozelo (na quadragésima-primeira posição, com 33 pontos), Smasher Smile e Vic Key (ambos na quadragésima-segunda posição, com 27 pontos), O Pegadas (na quadragésima-quarta posição, com 24 pontos) e Ego (na quadragésima-quinta posição, com 14 pontos). E na cauda da tabela classificativa, surgem Rigor Mortis (com 10 pontos) e a estreante Rainha de Copas (com 8 pontos).
CONCURSO
DE PRODUÇÃO “MÃOS À ESCRITA!”
PONTUAÇÃO
ATRIBUIDA AO PROBLEMA Nº 6
O
enigma “Acidente Misterioso”, de Rigor Mortis, que constituiu o problema nº 6
do torneio “Solução à Vista!”, obteve os seguintes pontos da esmagadora maioria
(36) dos confrades que participam nesta prova de decifração e do orientador da
secção: 5 + 7 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 7
+ 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 6 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 6 + 6 + 8 + 5 + 5 + 6 + 5 + 6
+ 5 + 8 + 5 + 5 + 5 + 6 + 5 + 5 + 5, de que resulta uma pontuação média de 5,43
no concurso de produção “Mãos à Escrita!”, que neste momento (decorridas apenas
seis provas) apresenta a seguinte classificação:
1º lugar: “Amor à Primeira Vista”, de O Gráfico: 7,60 pontos;
2º lugar: “A Vingança”, de Paulo: 7,20 pontos;
3º lugar: “To Rome With Love”, de Bernie Leceiro: 6.59 pontos;
4º lugar: “A Dívida”, de Virmancaroli: 6,21 pontos.
5º lugar: “Visita Nocturna”,
de Vic Key: 5,82.
6º lugar: “Acidente
Misterioso”, de Rigor Mortis: 5,43.