SOLUÇÃO DE AUTOR DO PROBLEMA 2 DO TORNEIO
“SOLUÇÃO À VISTA!”
Nesta edição vamos conhecer a “solução oficial” do segundo problema do
torneio de decifração “Solução à Vista!”, da autoria do confrade O Gráfico, bem
como a pontuação média obtida pelo primeiro problema (“A Vingança”, de Paulo),
no âmbito do concurso de enigmas policiários “Mãos Escrita!”, resultante da avaliação
dos confrades que vestiram a pele de jurados.
Torneio de Decifração “Solução à Vista!” – 2026
Problema nº 2
Amor à Primeira Vista, de O Gráfico
Solução de Autor
1 - A razão que levou a Detective Cupido a incriminar o suspeito
feiíssimo assenta num Provérbio Popular “Quem ama o feio, bonito lhe parece”
é um provérbio muito conhecido e que representa que quando se gosta ou ama
alguém, independentemente do seu aspecto exterior, a paixão torna-o na pessoa
mais bela na apreciação de quem o vê!
“Quem o feio ama, bonito lhe parece” É um provérbio popular que
significa o mesmo que "o amor é cego"; quer dizer que o amor não liga
para as aparências, porque as qualidades da pessoa amada as tornam bonita. O
amor não escolhe aparência exterior.
A Detective Cupido sabia, através do Inspector Rodriguinho, que o
assaltante era “bonito” conforme tinha denunciado o provável vizinho que
telefonou para a Policiária Judiciária. Ora, “atravessada” pela seta do
“Cupido” e ao apaixonar-se pelo “feiíssimo”… ao vê-lo bonito… pensou tratar-se…
do criminoso porque o terceiro era ainda muito mais bonito!
2 - Como apresentando um rosto bonito era a indicação fidedigna
que o Inspector Rodriguinho tinha do presumível assaltante, tratou-se de um
caso fácil! Ora, na presença de um suspeito feio, um bonito e outro ainda mais
giraço, não hesitou em mandar prender o “bonito”!
3 - Estão mencionados no texto, SETE (7) Provérbios: “mais vale
ser que parecer”; “ambicionai a honra e não as honras”; “um azar nunca vem só”;
“da festa, o melhor é a véspera”; “quem dorme em pé não cai da cama”; “mais
vale um amigo próximo que um parente afastado”; “antes quebrar que torcer”.
4 - Aparecem na narração, DOZE (12) Flores.
Lis, Cardo, Rosa, Menta, Saudade, Cravo, Sempre Viva, Aro, Holly, Brinco
de Princesa, Copo de Leite, Amor Perfeito.
PODE VALORIZAR-SE QUEM INDICAR TAMBÉM:
Cupido, Lilian, Lily.
CRITÉRIOS DE
PONTUAÇÃO/CLASSIFICAÇÃO
Indicação e
justificação certa da razão da incriminação do “feiíssimo” por Elisa Cupido: 3
ponto;
Indicação e
justificação certa da razão da incriminação do “bonito” por Rodriguinho: 1
ponto;
Indicação certa
dos provérbios populares mencionados no problema: 3 pontos;
(Indicação de pelo
menos 5 dos provérbios populares mencionados no problema: 1 ponto);
Indicação certa
das flores mencionadas no problema: 3 pontos;
(Indicação de pelo
menos 7 das flores mencionadas no problema: 1 ponto; se acrescidas da flor
Cupido, Lilian ou Lily: 2 pontos).
Fatores de valorização para atribuição dos pontos especiais: qualidade e clareza da narrativa, originalidade na abordagem ao tema, criatividade nos meios e modos utilizados, imaginação na forma de apresentação da solução, referência a pormenores que não sejam fundamentais para a resolução do problema e enriqueçam a narrativa do ponto de vista literário ou artístico.
PONTUAÇÃO
ATRIBUIDA AO PROBLEMA Nº 1
O enigma “A Vingança”, de Paulo, que constituiu o problema nº 1 do torneio “Solução à Vista!”, obteve os seguintes pontos da esmagadora maioria (38) dos confrades que participam nesta prova de decifração e do orientador da secção: 9 + 7 + 8 + 6 + 6 + 8 + 7 + 6 + 6 + 8 + 7 + 5 + 5 + 6 + 7 + 10 + 8 + 7 + 7 + 8 + 7 + 8 + 7 + 6 + 7 + 6 + 8 + 6 + 7 + 8 + 8 + 8 + 7 + 8 + 7 + 8 + 8 + 9 + 7, de que resulta uma pontuação média de 7,20 no concurso de produção “Mãos à Escrita!”.
PROBLEMAS
PARA O CONCURSO “MÃOS À ESCRITA!”
Recordamos
que no próximo dia 31 de março expira o prazo para o envio de problemas
participantes ao concurso de enigmas policiários “Mãos à Escrita!”, através do
endereço eletrónico salvadorsantos949@gmail.com. Recordamos,
entretanto, que o concurso é aberto a todos, sem quaisquer condicionalismos
de sexo ou idade, podendo cada concorrente apresentar mais do que um original. Os
trabalhos, em língua portuguesa, deverão conter enunciado (com o máximo de duas
páginas) e respetiva solução (com o máximo de uma página e meia). A
classificação dos enigmas será definida através da média da pontuação atribuída
pelos participantes na edição 2026 do Torneio de Decifração “Solução à Vista!”
e pelo orientador da secção O Desafio dos Enigmas.
Na apresentação das propostas de solução dos enigmas do torneio de
decifração acima referido, que decorre paralelamente, os participantes
atribuirão aos enigmas entre 5 a 10 pontos (em função da sua originalidade e
grau de dificuldade), tendo o orientador da secção o mesmo número de pontos
para atribuir a cada enigma. A atribuição dos pontos é feita da seguinte forma: na
apresentação da proposta de solução do enigma que constitui a segunda prova do
torneio de decifração, os participantes atribuirão a pontuação da primeira
prova; na apresentação da proposta de solução da terceira prova, atribuirão a
pontuação da segunda prova, e assim sucessivamente.
A última prova do torneio de decifração “Solução à Vista!” será da autoria do orientador da secção, pelo que não integrará o concurso “Mãos à Escrita!”. Será vencedor do concurso o enigma que alcançar uma maior pontuação média, sendo também distinguidos os restantes enigmas classificados nas primeiras três posições. Serão atribuídos os seguintes prémios: 1º lugar – Taça A. Raposo; 2º Lugar – Taça Nove; 3º Lugar – Taça Cloriano M. Carvalho.
O TERCEIRO
PROBLEMA TEM ASSINATURA DE BERNIE LECEIRO
Torneio de Decifração “Solução à Vista!” – 2026
Problema nº 3
To Rome With Love, de Bernie
Leceiro
Roma brilhava sob o sol dourado do fim da tarde, com o trânsito a
mover-se preguiçosamente e os sinos distantes a marcar as horas. Ferreirinha
ajeitou o vestido enquanto caminhava de mãos dadas com Alves da Selva pela Piaza
Navona, o ar morno carregado de vozes, risos e o cheiro doce de gelado e
café recém-tirado.
Era o seu aniversário de casamento — trinta anos. Tinham prometido que um
dia voltariam à cidade onde tinham estado há dez anos, e agora ali estavam, com
a Fontana dei Quattro Fiumi à frente e o coração cheio de histórias.
Alves da Selva tirou o telemóvel do bolso e tentou tirar um selfie; Ferreirinha
riu, empurrou-lhe a mão e encostou-se ao ombro dele.
“Faz-me parecer italiana, pelo menos,” brincou ela.
“Já pareces,” respondeu ele, antes de lhe roubar um beijo rápido.
O mundo seguiu a rodar à volta deles — as buzinas ao longe, o bulício dos
turistas a acenar bandeiras, uma banda de rua a tocar Nel blu dipinto de blu
de Domenico Modugno. E, por um instante, parecia que Roma existia apenas para
eles os dois, quando essa tranquilidade é interrompida pelo encontrão de um
grupo de dois meliantes em que ambos envergavam camisolas da AS Roma, seguido
por um grito agudo de Ferreirinha – “Roubaram-me a carteira!”
Um dos indivíduos com o nº 21 nas costas segue para Norte o outro com a
camisola nº 92 para Sul da praça. Alves da Selva fica indeciso qual dos dois
seguir, bastante mais novos, seria tarefa impossível apanhar qualquer um deles,
lançar o alerta aos seus colegas carabinieri também seria infrutífero,
centenas de pessoas andam com estas camisolas em Roma. Provavelmente as
camisolas corresponderiam aos seus ídolos da equipa de futebol giallorossa
da capital. Resta tentar recuperar rapidamente os documentos, e esperar que
apenas estivessem interessados nos poucos euros que enfeitavam a carteira de
turista da sua mulher.
Ferreirinha apenas conseguiu ver o braço esquerdo do ladrão tatuado com
duas listas horizontais a pegar na carteira do interior da sua bolsa de
tiracolo e os dois a fugirem cada qual para seu lado da praça. No meio da
azáfama de selfies junto à fonte ninguém deu importância ao roubo, tão
pouco forneceu alguma pista adicional, apenas olhares de pena e solidariedade.
- “Vamos rápido” – avança Alves da Selva – “se a minha intuição estiver
certa, vamos tentar encontrar a carteira junto à Fontanna del Nettuno,
nesta direção” – e apontou para Norte.
Felizmente assim foi chegado junto da fonte, guardada pela imponente
imagem guerreira em mármore de Neptuno, viu a carteira boiando parcialmente
submersa. A carteira estava molhada, mas os documentos (cartão de cidadão)
intactos, faltavam 60 euros em notas. – “Vão-se os anéis, mas ficam os dedos!”
– lamentaram-se perante a estátua que representa a alegoria do triunfo do bem
sobre o mal.
No final do dia, Alves da Selva estava de rastos após tantas emoções e
quilómetros caminhados. As visitas aos monumentos mais famosos da cidade
arrasaram-no. O Coliseu, o panteão, o fórum Romano, as catacumbas, os museus do
Vaticano… mal caiu na cama logo entrou num profundo e curioso sonho. Encarnou
uma bela mulher, encontrava-se num templo de arquitetura clássica e grandiosa,
com arcos majestosos e colunas a lembrar a basílica de S. Pedro, com duas
estátuas à entrada de deuses da mitologia grega. Apolo, representando a luz da
verdade, à esquerda, e Atena, deusa da sabedoria, da civilização e da
matemática, à direita. No templo cerca de sessenta pessoas discutem as suas
teorias, entre as quais identificou algumas das mentes mais
brilhantes da Grécia Antiga. Fez uma vénia perante Platão e Aristóteles -
Reconheceu-os pelas obras que seguravam, Timeu, e Ética a Nicômaco,
respetivamente. Cruzou-se com vários filósofos e pensadores. Heráclito,
Diógenes, Euclides, Ptolomeu, mas os seus parcos conhecimentos em filosofia não
eram suficientes para uma breve troca de palavras que fosse com esses génios.
Ainda tentou falar com Epicuro sobre a tranquilidade que o futebol de Farioli
transmitia ao seu Futebol Clube do Porto e o prazer que lhe dava discutir
futebol à segunda-feira com os amigos à mesa do café. Coroado com folhas de
videira, um símbolo associado à alegria e à felicidade, Epicuro estava a
escrever um livro, rodeado de seguidores. Ignorou-o, certamente ainda não
conhecia a magia do futebol de Farioli…
A um canto um célebre filósofo e matemático escrevia num caderno,
enquanto um grupo de alunos o observa atentamente, tirando notas das suas
explicações. Baixando o olhar depara-se com o que o seu olho clínico de
inspetor sénior interpreta como sendo um roubo à descarada, tal e qual o da
tarde na piaza Navona. Alves da Selva abriu os olhos e viu os magníficos
estuques do seu quarto de hotel, lá fora o dia clareava e as primeiras
buzinadelas do transito infernal de Roma acordaram o inspetor.
No dia seguinte, resolveram poupar as pernas e aproveitar os encantos de
Roma e das suas fontes, almoçaram numa tratoria de rua. O jantar de
aniversário de casamento foi num simpático restaurante, Sapori D’Ishia,
perto de Villa Borghese, com a particularidade do chef ser também
pianista e terem acompanhado um Cognilio all’ Ischitana ao som do Arriverdeci
Roma de Renato Rascel tocado pelo multifacetado chef num faustoso piano
de cauda que ocupava quase meia sala.
Esta não seria propriamente a melhor noite para retomar o sonho da noite
anterior. Poderá o leitor ajudar Alves da Selva a interpretar e concluir o seu
sonho?
Onde decorre o sonho de Alves da Selva? Quem é o personagem roubado? O
que foi roubado? Já agora porque optou Alves da Selva por procurar a carteira
na zona norte da plaza Navona?
E pronto, por agora, ficamos à espera das vossas propostas de solução
a este segundo problema, que devem ser enviadas até 31 de março de 2026,
através dos seguintes meios:
a)
por email, através do endereço eletrónico
salvadorsantos949@gmail.com;
b)
por correio,
através do endereço postal Salvador Santos / rua Quinta do Modelo, 40 /
2820-261 Charneca de Caparica;
c)
entregando em mão própria ao
orientador da secção, onde quer que o encontrem.
Por último, recorda-se que, conjuntamente com a proposta de solução
deste problema, os nossos concorrentes devem enviar a pontuação atribuída ao 2º
problema do torneio, cuja solução de autor será publicada na próxima edição d’
O Desafio dos Enigmas.
NÃO SE ATRASE!
PARTICIPE!
O PRAZO DE ENVIO RESPOSTAS TERMINA NO PRÓXIMO SÁBADO, DIA 28 DE FEVEREIRO
Torneio de Decifração “Solução à Vista!” – 2026
Problema nº 2
Amor à Primeira Vista, de O
Gráfico
A Detective Cupido, Elisabete Maria Cardoso Cupido de seu nome completo,
formara-se há pouco tempo e no primeiro dia de abertura do seu Escritório…
recebeu logo uma chamada, de uma sua amiga, Florista, a participar um roubo e a
requisitar os seus préstimos. Elisabete Cupido, ao contrário daquilo que se
possa imaginar e que o seu próprio apelido pareça indicar…, mais vale ser que
parecer, ambicionai a honra e não as honras, nunca se apaixonara e só vivera
desde a sua infância com o objectivo de se tornar Detective e tentar desvendar
casos de mistério… e outras complexidades!
Um azar nunca vem só e a Dona Rosa Pimenta Saudade dos Cravos, mulher
sempre viva, alegre, trabalhadora e divertida, depois de um Sábado muito
fantástico… aconteceu-lhe de tudo… no dia seguinte quando se preparava para um
Domingo de arromba na sua Loja de Flores, de aromas divinais e espirituosos,
onde os clientes abundam devido aos seus módicos preços e constantes promoções
reconhecendo que da festa, o melhor é a véspera. Esta Florista de Profissão é
uma mulher de armas que também subiu na vida à custa dos seus próprios meios
pois quem dorme em pé não cai da cama, mas aquele seria um Domingo fatídico
para ela… primeiro, quando saía de casa, torceu um pé! Dorida chegou ao seu
veículo próprio e tinha dois pneus furados! Quando chegou, de Táxi, à sua Loja…
tinha tudo destruído… todavia, ainda deu para vislumbrar o assaltante… a fugir,
numa Carrinha sem matrícula, onde levou o cofre das suas economias e a máquina
registadora… logo num dia em que, devido à festa da véspera, extraordinária em
vendas, não tinha recolhido nenhum dinheiro e tão arrependida estava de ter
renovado o stock de flores até altas horas da noite!
A Dona Rosa dos Cravos, apesar de ser uma mulher muito perspicaz e
observadora, não hesitou em contactar a Detective Cupido em vez de participar o
roubo à Polícia pois quem tinha obtido o curso de Detective era a sua amiga
Elisabete Cupido e como mais vale um amigo próximo que um parente afastado
telefonou de imediato à jovem sabendo que esta Detective um dia seria
protagonista de um filme da Indústria de Hollywood!
A Detective Elisabete Cupido exultou com a requisição do seu primeiro
caso e com a sua ajudante Lilian, Lily para os amigos, e famosa por usar um só
brinco de princesa, respondeu com prontidão à chamada da desesperada e
aflitíssima Dona Rosa.
No entanto, alguém tinha chamado a Polícia Judiciária ao local do roubo
porque o famoso Inspector Rodriguinho, com o seu inteligentíssimo e habilíssimo
Ajudante Lumafero, nada “menino copo de leite”, também apareceu para tentar
solucionar o caso e descobrir os malfeitores. Quem telefonou, provavelmente,
algum dos vizinhos do Estabelecimento da Florista, não se cansou de dizer à P.
J. que o assaltante tinha um rosto bonito, simplesmente belo! E esta foi uma
dica que ficou bastante memorizada pelo audacioso Inspector que teve a
amabilidade de transmitir os pormenores à jovem Detective Elisabete Cupido.
Horas mais tarde foram detidos para averiguações e consequentes
depoimentos… três suspeitos do roubo… habituais “nestas andanças” e com
cadastro, a saber:
… um deles, era feio, mesmo feio, muito feio, feiíssimo! Outro era bonito
e o terceiro era lindíssimo, mesmo giro, ainda mais bonito do que o outro, um
giraço puro, atraente, lindo!
…Todos os interrogados tinham um álibi excelente com justificações e
pretextos irrefutáveis… para a hora do roubo! As suas declarações, falsas ou
verdadeiras, não sofriam qualquer contestação e por isso mesmo, não podiam ser
detidos! Contudo, o insólito aconteceu! A Detective Cupido, vamos lá saber-se
qual a razão (!?) apaixonou-se, de modo surpreendente e de sobremaneira, à
primeira vista, pelo suspeito mais feio… propriamente o feiíssimo e com os seus
próprios argumentos, mesmo assim, acabou por considerá-lo o culpado do roubo e
entregou-o às Autoridades competentes, para seu enorme desgosto!
No entanto, o Inspector Rodriguinho, homem mais sabido da vida e já
costumeiro em muitos casos semelhantes, antes quebrar que torcer, alheio a
paixões e amor à primeira vista (!) não esteve de acordo com a opinião e
sentimento da Detective Cupido e deteve para futuras averiguações e outras
conclusões o suspeito “bonito”, não o “ainda mais bonito do que este”… e tinha
razão (!) o “bonito” acabou por confessar ter sido ele… o autor do roubo!
A Detective Elisabete Maria Cardoso Cupido, mais tarde, acabou por
casar-se com o suspeito feiíssimo, a união resultou num amor perfeito, e são,
por enquanto, muito felizes!
PERGUNTA-SE:
1 - Qual a razão que levou a Detective Elisa Cupido a incriminar o
suspeito feiíssimo como provável autor do roubo? Justifique a sua
resposta.
2 - Qual a razão pela qual o Inspector Rodriguinho culpou como sendo o
autor do roubo o suspeito “bonito”? Justifique.
3 - Quantos Provérbios Populares estão mencionados no Texto, Problema
Policiário? Indique quais.
4 - Quantas Flores aparecem na narração? Indique os nomes.
E pronto, por agora, ficamos à espera das vossas propostas de solução
a este segundo problema, que devem ser enviadas até 28 de fevereiro de 2026,
através dos seguintes meios:
a)
por email, através do endereço eletrónico
salvadorsantos949@gmail.com;
b)
por correio,
através do endereço postal Salvador Santos / rua Quinta do Modelo, 40 /
2820-261 Charneca de Caparica;
c)
entregando em mão própria ao
orientador da secção, onde quer que o encontrem.
Por último, recorda-se que, conjuntamente com a proposta de solução deste problema, os nossos concorrentes devem enviar a pontuação atribuída ao 1º problema do torneio.
“O GRÁFICO” ASSUME O COMANDO APÓS O 1º PROBLEMA
Subscrevendo uma proposta de solução
de grande qualidade, criatividade e imaginação, que se destacou entre cerca de três
dezenas de outras soluções igualmente originais e criativas, o nosso confrade O
Gráfico (10 pontos + 3) assume a liderança do torneio de decifração “Solução à
Vista!”, ocupando o pódio com Detetive Jeremias (10 pontos + 2) e Detetivesca (10
pontos + 1).
Na
quarta posição, com 10 pontos, surgem, por ordem alfabética, Bernie
Leceiro, Búfalos Associados, Chica Fininha, Clóvis, Detetive Verdinha,
Diógenes de Sinope, Dona Sopas, EGO, Faria, Haka Crime, Inspetor 27797, Inspetor
Moscardo, Inspetor Mucaba, Inspetor Rickyi, Inspetor Pevides, Mali, Mandrake
Mágico, Ma(r)ta Hari, O Pegadas, Os Super Heróis do Policiário, Paulo, Pena
Cova, Pintinha, Veni Vidi Vici, Xerife de Valadares e Zé de Mafamude
Ocupando o trigésimo lugar, surgem, também por ordem alfabética, Chico da Afurada e Dragão Vermelho, com 8 pontos. Na trigésima segunda posição, com 7 pontos, surgem Mancha Negra e Mosca Morta. No trigésimo quarto lugar, surgem os concorrentes Columbo e Santinho da Ladeira, com 6 pontos, seguidos de EDOMAR, Fantasma de Laborim, Mula Velha, Virmancaroli e Visconde das Devesas, no trigésimo sexto posto, todos com cinco pontos. E na cauda da classificação surgem os confrades Inspetor Mokada e Príncipe de Arcozelo, ambos com 4 pontos.
ENVIO
DE SOLUÇÕES DO 2º PROBLEMA
Recorde-se que o prazo de envio de propostas de solução referentes ao segundo problema do torneio expira a 28 de fevereiro, o que deve ser feito até à última badalada desse dia, através do email salvadorsantos949@gmail.com; por via postal para a morada rua Quinta do Modelo, 40 – 2820-261 Charneca de Caparica; ou por entrega em mão ao orientador da secção onde quer que o encontrem. Por último, sublinhe-se que, juntamente com a proposta de solução a este problema de O Gráfico, os concorrentes devem enviar a pontuação (entre 5 a 10 pontos) atribuída à produção do 1º problema, “A Vingança”, da autoria de Paulo, relativo ao concurso “Mãos à Escrita! – 2026.
NA
PRÓXIMA EDIÇÃO É CONHECIDO O 3º PROBLEMA
O
terceiro problema do Torneio “Solução à Vista!” e do Concurso “Mãos à
Escrita!”, que se publica no dia 1 de março, vem de Matosinhos e tem assinatura
de Bernie Leceiro, policiarista que venceu brilhantemente o nosso concurso de
produção em 2022, obtendo votação positiva da esmagadora maioria dos
decifradores desse ano. Ao bater toda a concorrência, conquistou também o
respeito do universo policiário português, que passou a dedicar a maior atenção
aos mais ínfimos pormenores dos desafios de sua autoria, procedendo a leituras (e
releituras) atentas e cuidadas.
A comprovar a grande qualidade das suas produções, Bernie Leceiro conquistou agora o primeiro lugar de produtor no Torneio do Cinquentenário de “Mistério… Policiário” do Mundo de Aventuras (1975-2015), com o problema “A Taberna dos 3 Efes“. No segundo posto posicionou-se Paulo, com o problema “A Morte do Traficante”, e no último lugar do pódio surge Detetive Jeremias, com o problema “Almoços Grátis”. Nos lugares seguintes da classificação das produções, cuja votação foi da responsabilidade dos veteranos Big Ben (ou Figaleira) e LP (Inspetor Fidalgo), surgem Fotocópia (no quarto lugar, com “O Gorro Vermelho”), Rigor Mortis (no quinto lugar, com “O Assassinato do Velho Milionário”), Inspector Pevides (no sexto lugar, com “O Roubo dos Diamantes”), Virmancaroli (no sétimo lugar, com “Naquela Noite de Maio”), Vic Key (no oitavo lugar, com “Na Tasca do Zeferino”), Faria (no nono lugar, com “A Estreia do Inspector Faria”), Inspetor Boavida (no décimo lugar, com “Smaluco e a Morte do Inspetor Mesquita”), Repórter SOU EU (no décimo primeiro lugar, com “Um Crime Piscatório em Sesimbra”) e Arjacasa (no décimo segundo lugar, com “Um Cachimbo no Lugar do Crime”).
CONCURSO
“MÃOS À ESCRITA!”
Termina no próximo dia 31 de março o prazo para o envio de originais participantes no concurso “Mãos à Escrita!”, através do endereço eletrónico salvadorsantos949@gmail.com. Recordamos que o concurso é aberto a todos, sem quaisquer condicionalismos de idade ou sexo, e que cada concorrente pode apresentar mais do que um original. Os trabalhos, na modalidade de enigma policiário, em língua portuguesa, deverão conter enunciado e respetiva solução, tendo o enunciado de cada enigma o máximo de 2 páginas e a solução o máximo de uma página e meia.
O
POLICIÁRIO NO ESPAÇO VIRTUAL
Já é
conhecido o segundo problema do torneio de Fórmula 1 Policiária e torneio
Paralelo de Homenagem à Geração de 70, que decorrem em simultâneo e com os mesmos
problemas no blogue A Página dos Enigmas (apaginadosenigmas.blogspot.com),
orientado por Paulo, que contam com a colaboração do confrade Luís Pessoa,
também conhecido entre nós por Inspetor Fidalgo, através da construção de
pequenos textos-memória de episódios ocorridos na década de 1970 no seio da
família policiária, devendo os seus potenciais participantes apresentar as
respetivas propostas de solução até à última badalada do corrente mês (28 de fevereiro
de 2026).
Os resultados do primeiro problema foram já divulgados, destacando-se no torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70 a prestação de O Gráfico, Detetive Jeremias e Búfalos Associados, nas “Melhores”, enquanto nas “Mais Originais”, o destaque foi para O Gráfico, Bernie Leceiro e Inspector 27797. No que concerne ao torneio de Fórmula 1 Policiária, salienta-se o desempenho dos confrades O Gráfico (33 pontos), Detetive Jeremias (18 pontos), Búfalos Associados (15 pontos), Bernie Leceiro (13 pontos), Detective Verdinha (12 pontos), Inspetor Aranha (10 pontos), O Pegadas (7 pontos), Mandrake Mágico (6 pontos), Fotocópia (6 pontos), Veni Vidi Vici (4 pontos) e Mali (4 pontos), que seguem na frente da classificação geral da prova.
Já é conhecido o
segundo problema do Torneio de Fórmula 1 Policiária e do Torneio Paralelo de
Homenagem à Geração de 70, correspondente ao Grande Prémio do Porto.
Ei-lo:
Torneio de
Fórmula 1 Policiária
Grande Prémio
do Porto
Torneio
Paralelo de Homenagem à Geração de 70
Problema nº 2
O traficante
de diamantes
de Paulo
A minha missão
estava bem definida. Seguia o carro que me haviam indicado e, como de costume,
eu sabia que não o poderia perder.
A noite já caíra
há algum tempo e como o carro seguia numa estrada com poucos veículos, achei
melhor não me aproximar demasiado. Ele poderia suspeitar daquelas luzes que iam
sempre atrás dele mesmo quando mudava de direção.
Não era um
suspeito muito perigoso. Nunca matara ninguém, daquilo que se sabia. Estava a
ser seguido por ser um elemento importante na quadrilha de tráfico de diamantes
que estávamos a investigar.
Ele fazia uma
condução normal, quase descontraída. Connosco, naquela estrada, cruzavam-se
alguns carros, atirando-me as luzes para os olhos, e para os dele, muito
provavelmente, quando se esqueciam de alterar os faróis para a posição de
cruzamento com outros veículos. Nunca lhe vira a cara. Tinham-me indicado o
modelo e a cor do carro, o local onde estava parado e eu aguardei. Vi-o entrar
no carro, sozinho, e assim conduzia, porque mais ninguém entrara
posteriormente.
A viagem estava
monótona, não fossem os veículos que vinham da frente. Foi num desses
cruzamentos, enquanto um carro se cruzava com ele, que atirou pela janela,
ainda lhe vi a extremidade dos dedos, a ponta de um cigarro, que vi em
movimento parabólico até bater no chão. Não fosse eu estar a fazer a
perseguição e teria parado, para ter a certeza que a “beata” estava apagada na
berma onde caíra. Era inverno, mas nunca se sabe o que pode acontecer. Não há
épocas de incêndios, há incêndios. Ainda olhei para o lado direito, para ver se
via alguma chama a tentar começar, mas a ponta do cigarro não se via.
Aproximávamo-nos
da autoestrada e seria por aí que seguiríamos. Nestas estradas de portagem
eletrónica não se para, e foi por isso que seguimos sempre sem interrupção da
viagem.
Pouco depois,
havia uma estação de serviço, para onde ele entrou.
Eu também saí da
autoestrada. Ele estava parado a colocar combustível no carro. Eu não podia
parar ali, pois ele podia ver-me, o que não era aconselhável, ou desconfiar que
era seguido. Segui em frente e parei junto do restaurante da estação, pronto a
arrancar quando ele passasse, pois era a única via de saída. Parei. Vi que ele
desviara o carro para a lateral do restaurante e, como não surgira do outro
lado do edifício, parara aí. Será que iria comer. Também saí e fui até à
lateral do edifício.
Miséria!
Desgraça! Eu não tinha reparado na matrícula do carro e agora havia lá quatro
carros estacionados do mesmo modelo e da mesma cor. Um modelo atual. Como era
possível?! Como fora eu tão ingénuo? Quem é que agora eu deveria seguir? Havia
um veículo com matrícula portuguesa, outro com matrícula espanhola, um com a
placa da Grã-Bretanha e outro, pasme-se, da Finlândia. A terra do frio e do Pai
Natal. Claro que o interior do veículo coincidia com a nacionalidade da
matrícula, como eu pude constatar numa vista rápida através do para-brisas.
Quem é que eu
deveria seguir? Qual dos quatro veículos seria usado pelo traficante de
diamantes?
É neste
momento que os leitores vão ajudar o detetive automobilista. Qual dos carros
ele se deveria preparar para seguir e porquê?
As
soluções devem ser entregues pelos seguintes meio, até às 24 horas do dia 28
de fevereiro:
a-Enviando por
email, para o endereço postal apaginadosenigmas@gmail.com;
b-Entregando em
mão ao orientador do Blogue A Página dos Enigmas, onde quer que o
encontrem.
c-Por correio, através do endereço postal Paulo Pereira Viegas / Rua Ferreira de Castro, lote 21 / 3505-570 Viseu.
o desafio dos enigmas
EIS A SOLUÇÃO DE AUTOR DO 1º PROBLEMA DAS
NOSSAS PROVAS
Ansiosamente aguardada pelos cerca de meia centena dos nossos leitores e seguidores que apresentaram propostas de solução ao problema 1 do torneio de decifração “Solução à Vista!” e do concurso de produção “Mãos à Escrita!”, da autoria do confrade viseense Paulo, publicamos hoje a sua solução oficial e os critérios de presidiram à avaliação e pontuação das propostas apresentadas, cuja classificação geral será divulgada na edição na nossa secção de 20 de fevereiro.
Torneio de Decifração “Solução à Vista!” – 2026
Problema nº 1
A Vingança, de Paulo
Solução de Autor
Eis a informação quanto ao nome da vítima, local onde foi morta, e com
quantos tiros.
Número de tiros – quatro, sete, oito, dez e doze tiros; Nomes
dos mortos – Ana Luísa, Martinho Neto, José Ramos, João Ramadas, Ivo Silva;
Localidade onde se encontram os corpos – Beja, Gondomar, Sagres; Maia;
Fundão
Identificação das distintas informações presentes no texto.
A – Quem levou número ímpar de tiros não foi morto em Beja nem em
Gondomar; B – O corpo de Sagres não era o da Ana Luísa nem levou 7
tiros. Levou mais tiros do que o número de letras do nome. (Foi morto com
número par de balas); C – Houve quem levasse um tiro por cada letra do
nome. D – O corpo que ficou em Gondomar apanhou metade dos tiros do João
Ramadas. E – A vítima morta na Maia levou número par de tiros, mas não
levou com o maior número de disparos, e não foi a Ana Luísa nem o José Ramos. F
– O Ivo Silva foi o que levou menos tiros
Análise dos elementos recolhidos.
1 – O que levou 7 tiros foi morto no Fundão porque
a) O que levou único número ímpar de tiros não foi morto em Beja
nem Gondomar (A)
b) O corpo de Sagres não levou sete tiros (B)
c) O corpo deixado na Maia levou número par de tiros (E)
Excluídas as localidades de Beja, Gondomar, Sagres e Maia, resta o Fundão
2 – João Ramadas levou 8 tiros, porque
O que foi morto em Gondomar levou metade dos tiros do João Ramadas (D).
Olhando para o número tiros disparados o único valor metade de outro é 4.
Os 8 tiros foram no João Ramadas. O corpo de Gondomar levou
com 4 projeteis.
3 – O Martinho Neto levou 12 tiros porque houve um que apanhou um
tiro por cada
letra do nome (C)
Temos: Ana Luísa – 8 letras; Martinho Neto – 12; José Ramos – 9: João
Ramadas- 11; Ivo Silva – 8. Como as coincidências de número entre letras e
tiros são o 8 e o 12 e quem levou (demonstrado em 2-) 8 tiros foi o João
Ramadas, a Ana Luísa já não poderia apanhar com 8 tiros e apenas o Martinho
Neto poderia levar 12 tiros.
4 – O corpo encontrado em Sagres levou 10 tiros porque
a) Levou mais tiros do que o número de letras do nome do assassino
(B)
b) João Ramadas e Martinho Neto já se sabe quantos tiros levaram,
e todos têm ou menor número de tiros do que número de letras do nome (8 tiros,
11 letras- em, 2-) ou igual número (Martinho Neto 12, 12, em 3-).
c) Sobram os que levaram 4,7 e 10 tiros e os nomes de Ana Luísa (8
letras), Ivo Silva (8 letras) e José Ramos (9 letras). Os 10 tiros são sempre
número superior ao de letras.
5 – O corpo encontrado na Maia só pode ser o que levou 8 tiros,
porque, (E), não levou o maior número de tiros, e os corpos encontrados no
Fundão, em Gondomar e em Sagres (1; 2; 4), também apanharam com número
diferentes de disparos. Pode-se então concluir: João Ramadas; 8 tiros; Maia.
6 – Com base nestas atribuições apenas falta indicar onde foi
encontrado o corpo que levou 12 tiros, e apenas pode ser em Beja. Então, Martinho
Neto, 12 tiros, Beja.
7 – Em Gondomar apareceu o Ivo, porque quem apareceu em Gondomar
levou 4 tiros (2), e o Ivo Silva foi o que levou menos tiros, (F). Fica então, Ivo
Silva; 4 tiros; Gondomar.
8 – Por exclusão de partes, como o corpo da Ana Luísa não apareceu
em Sagres (B), então em Sagres surgiu o José Ramos e a Ana Luísa foi morta no
Fundão.
9 – Concluindo: os nomes das vítimas, quantos tiros levaram e onde
surgiram os corpos. Ivo Silva; 4 tiros; Gondomar. Ana Luísa; 7 tiros; Fundão.
João Ramadas; 8 tiros; Maia. José Ramos; 10 tiros; Sagres. Martinho Neto; 12
tiros; Beja.
CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO/CLASSIFICAÇÃO
Indicação certa
de todas as combinações de “nome, número de tiros, cidade”: 10 pontos.
Indicação certa
de 3 combinações de “nome, número de tiros, cidade” + 1 incompleta: 8 pontos.
Indicação certa
de 3 combinações de “nome, número de tiros, cidade”: 7 pontos.
Indicação certa de
2 combinações de “nome, número de tiros, cidade” + 1 incompleta: 6 pontos.
Indicação certa
de 2 combinações de “nome, número de tiros, cidade”: 5 pontos.
Indicação de 2
combinações incompletas de “nome, número de tiros, cidade”: 4 pontos.
Presença: 3
pontos.
Fatores de
valorização para atribuição dos pontos especiais: qualidade e clareza da narrativa, originalidade
na abordagem ao tema, criatividade nos meios e modos utilizados, imaginação na forma
de apresentação da solução, referência a pormenores que não sejam fundamentais
para a resolução do problema e enriqueçam a narrativa do ponto de vista literário
ou artístico.
EIS O
SEGUNDO PROBLEMA DO TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!”
Sem
mais delongas, porque o espaço disponível no jornal AUDIÊNCIA assim o
determina, passamos a publicar o segundo problema do torneio que nos
acompanhará ao longo de todo o ano:
Torneio de Decifração “Solução à Vista!” – 2026
Problema nº 2
Amor à Primeira Vista, de O
Gráfico
A Detective Cupido, Elisabete Maria Cardoso Cupido de seu nome completo,
formara-se há pouco tempo e no primeiro dia de abertura do seu Escritório…
recebeu logo uma chamada, de uma sua amiga, Florista, a participar um roubo e a
requisitar os seus préstimos. Elisabete Cupido, ao contrário daquilo que se
possa imaginar e que o seu próprio apelido pareça indicar…, mais vale ser que
parecer, ambicionai a honra e não as honras, nunca se apaixonara e só vivera
desde a sua infância com o objectivo de se tornar Detective e tentar desvendar
casos de mistério… e outras complexidades!
Um azar nunca vem só e a Dona Rosa Pimenta Saudade dos Cravos, mulher
sempre viva, alegre, trabalhadora e divertida, depois de um Sábado muito
fantástico… aconteceu-lhe de tudo… no dia seguinte quando se preparava para um
Domingo de arromba na sua Loja de Flores, de aromas divinais e espirituosos,
onde os clientes abundam devido aos seus módicos preços e constantes promoções
reconhecendo que da festa, o melhor é a véspera. Esta Florista de Profissão é
uma mulher de armas que também subiu na vida à custa dos seus próprios meios
pois quem dorme em pé não cai da cama, mas aquele seria um Domingo fatídico
para ela… primeiro, quando saía de casa, torceu um pé! Dorida chegou ao seu
veículo próprio e tinha dois pneus furados! Quando chegou, de Táxi, à sua Loja…
tinha tudo destruído… todavia, ainda deu para vislumbrar o assaltante… a fugir,
numa Carrinha sem matrícula, onde levou o cofre das suas economias e a máquina
registadora… logo num dia em que, devido à festa da véspera, extraordinária em
vendas, não tinha recolhido nenhum dinheiro e tão arrependida estava de ter
renovado o stock de flores até altas horas da noite!
A Dona Rosa dos Cravos, apesar de ser uma mulher muito perspicaz e
observadora, não hesitou em contactar a Detective Cupido em vez de participar o
roubo à Polícia pois quem tinha obtido o curso de Detective era a sua amiga
Elisabete Cupido e como mais vale um amigo próximo que um parente afastado
telefonou de imediato à jovem sabendo que esta Detective um dia seria
protagonista de um filme da Indústria de Hollywood!
A Detective Elisabete Cupido exultou com a requisição do seu primeiro
caso e com a sua ajudante Lilian, Lily para os amigos, e famosa por usar um só
brinco de princesa, respondeu com prontidão à chamada da desesperada e
aflitíssima Dona Rosa.
No entanto, alguém tinha chamado a Polícia Judiciária ao local do roubo
porque o famoso Inspector Rodriguinho, com o seu inteligentíssimo e habilíssimo
Ajudante Lumafero, nada “menino copo de leite”, também apareceu para tentar
solucionar o caso e descobrir os malfeitores. Quem telefonou, provavelmente,
algum dos vizinhos do Estabelecimento da Florista, não se cansou de dizer à P.
J. que o assaltante tinha um rosto bonito, simplesmente belo! E esta foi uma
dica que ficou bastante memorizada pelo audacioso Inspector que teve a
amabilidade de transmitir os pormenores à jovem Detective Elisabete Cupido.
Horas mais tarde foram detidos para averiguações e consequentes
depoimentos… três suspeitos do roubo… habituais “nestas andanças” e com
cadastro, a saber:
… um deles, era feio, mesmo feio, muito feio, feiíssimo! Outro era bonito
e o terceiro era lindíssimo, mesmo giro, ainda mais bonito do que o outro, um
giraço puro, atraente, lindo!
…Todos os interrogados tinham um álibi excelente com justificações e
pretextos irrefutáveis… para a hora do roubo! As suas declarações, falsas ou
verdadeiras, não sofriam qualquer contestação e por isso mesmo, não podiam ser
detidos! Contudo, o insólito aconteceu! A Detective Cupido, vamos lá saber-se
qual a razão (!?) apaixonou-se, de modo surpreendente e de sobremaneira, à
primeira vista, pelo suspeito mais feio… propriamente o feiíssimo e com os seus
próprios argumentos, mesmo assim, acabou por considerá-lo o culpado do roubo e
entregou-o às Autoridades competentes, para seu enorme desgosto!
No entanto, o Inspector Rodriguinho, homem mais sabido da vida e já
costumeiro em muitos casos semelhantes, antes quebrar que torcer, alheio a
paixões e amor à primeira vista (!) não esteve de acordo com a opinião e
sentimento da Detective Cupido e deteve para futuras averiguações e outras
conclusões o suspeito “bonito”, não o “ainda mais bonito do que este”… e tinha
razão (!) o “bonito” acabou por confessar ter sido ele… o autor do roubo!
A Detective Elisabete Maria Cardoso Cupido, mais tarde, acabou por
casar-se com o suspeito feiíssimo, a união resultou num amor perfeito, e são,
por enquanto, muito felizes!
PERGUNTA-SE:
1 - Qual a razão que levou a Detective Elisa Cupido a incriminar o
suspeito feiíssimo como provável autor do roubo? Justifique a sua
resposta.
2 - Qual a razão pela qual o Inspector Rodriguinho culpou como sendo o
autor do roubo o suspeito “bonito”? Justifique.
3 - Quantos Provérbios Populares estão mencionados no Texto, Problema
Policiário? Indique quais.
4 - Quantas Flores aparecem na narração? Indique os nomes.
E pronto, por agora, ficamos à espera das vossas propostas de solução
a este segundo problema, que devem ser enviadas até 28 de fevereiro de 2026,
através dos seguintes meios:
a)
por email, através do endereço eletrónico
salvadorsantos949@gmail.com;
b)
por correio,
através do endereço postal Salvador Santos / rua Quinta do Modelo, 40 /
2820-261 Charneca de Caparica;
c)
entregando em mão própria ao
orientador da secção, onde quer que o encontrem.
Por último, recorda-se que, conjuntamente com a proposta de solução
deste problema, os nossos concorrentes devem enviar a pontuação atribuída ao 1º
problema do torneio, cuja solução de autor será publicada na próxima edição d’
O Desafio dos Enigmas.