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terça-feira, junho 23, 2026
  TORNEIO "SOLUÇÃO À VISTA!" - ENVIO DE SOLUÇÕES TERMINA NO DIA 30 DE JUNHO

FALTAM APENAS 7 (SETE!) DIAS 

PARTICIPE!!!

Torneio de Decifração “Solução à Vista!” – 2026

Problema nº 6

            Acidente Misterioso, de Rigor Mortis     

O inspetor Tiago Rodrigues sentou-se confortavelmente na sua poltrona favorita e cruzou as pernas, mirando a sobrinha, Júlia, sentada à sua frente. Como sempre, Júlia tinha-se mostrado imensamente interessada na descrição que o tio lhe tinha feito do seu último caso, a morte de um homem para os lados de Estremoz. Esse homem, Custódio Ramires de seu nome, abastado industrial da construção civil, tinha acumulado uma considerável fortuna adquirindo habitações devolutas, recuperando-as cuidadosamente e vendendo-as a seguir. Viúvo há mais de uma década, vivia numa casa nos arredores de Estremoz, próximo de uma das várias pedreiras de mármore da região, com duas filhas na casa dos vintes, Rita e Amélia, uma espécie de “mordomo de família” – Frederico, filho de famílias pobres, que o acompanhava há décadas, desde que ambos tinham servido no Exército, na guerra colonial, onde cada um tinha salvo várias vezes a vida ao outro – e uma cozinheira que trabalhava todo o dia lá em casa, mas de facto habitava na sua própria casa, na vila vizinha.

– Apesar dos seus setenta e tal anos, o Custódio tinha boa saúde e mantinha uma vida bem ativa – disse o inspetor. No dia em que veio a morrer, tinha saído sozinho de casa a conduzir o seu carro, um Volvo com uns anos, mas em excelente estado, logo de manhã cedo, para se dirigir a Coimbra, onde iria observar as obras que estava a fazer para recuperação de uma enorme vivenda nos arredores. Foi nessa viagem, a poucos quilómetros de casa, que teve o acidente fatal. Por razões que se desconhecem, de facto, perdeu o controlo da viatura quando seguia por uma estrada mesmo ao lado de uma grande pedreira de mármore. O carro galgou o frágil muro que delimita a estrada e precipitou-se pela pedreira abaixo, acabando totalmente destruído.

– Mas não ia em excesso de velocidade, pois não? – perguntou a Júlia.

– Nada na estrada dava a entender que pudesse ir a grande velocidade. E não havia quaisquer marcas de travagem ou de derrapagem. Foi como se o condutor o tivesse dirigido diretamente contra o muro limítrofe. Tudo ainda mais estranho porque o Custódio conhecia perfeitamente aquela estrada, por onde passava sempre que precisava de ir a Coimbra, ou a Lisboa, o que era no mínimo uma vez por semana.

– Não havia nada de suspeito com o carro?

– Não. Mau grado o estado em que estava, a Polícia investigou cuidadosamente o veículo, claro, e não encontrou nada de errado nem com os travões, nem com a direção.

– Suicídio? Embriaguez? – questionou a Júlia.

– Totalmente implausível. O Custódio Ramires não bebia álcool, de todo. Estava bem da vida, profissional e economicamente, e tinha excelente saúde, aparte uns problemas de asma que o afligiam ao acordar. Mas umas inalações receitadas pelo médico dele resolviam o problema, pondo-o em condições para o resto do dia. Assim mo disseram quer o mordomo, quer as filhas. Tinha sempre a respetiva máquina na mesa de cabeceira, preparando ele próprio a mistura dos medicamentos receitados pelo médico pessoal, ao deitar-se, deixando tudo pronto para poder fazer as inalações assim que acordava, usando o bocal que se adaptava sobre a boca e o nariz, ainda deitado. Era uma mistura de líquidos e uma pastilha que se dissolvia nesse líquido durante a noite.

– Algo de especial aconteceu nessa manhã?

– Nada, novamente segundo o mordomo e as filhas. De facto, eles referiram-me que nessa manhã o Custódio até estaria particularmente eufórico, tendo-se despedido entusiasticamente de todos, apesar de planear regressar ainda nessa noite.

– Porquê tanta euforia?...

– Perguntei exatamente isso ao mordomo… Ele disse-me que o Custódio estava muito feliz por ter resolvido a questão do seu testamento. Dois dias antes tinha-lhes dito que já o tinha assinado, e que deixava a casa onde viviam e meio milhão de euros ao Frederico, e o resto da sua fortuna às filhas, dividido igualmente pelas duas. Qualquer coisa como seis ou sete milhões de euros para cada uma… Além disso, segundo ele, as obras em Coimbra estavam a correr muito bem, e ele estaria em condições de vender a vivenda recuperada dentro de um par de meses, talvez por uns três milhões de euros.

– Dinheiro aos montes… – comentou a Júlia. E ficaram todos satisfeitos com as decisões

testamentárias?

– O Frederico estava muito pesaroso com a morte do seu patrão e amigo, mas mais que satisfeito com isso, visivelmente! Segundo ele, as filhas do Custódio não ligavam grande coisa ao dinheiro, habituadas como estavam a viver abastadamente. Eram boas pessoas, ainda que com os seus pecadilhos, disse ele. A Rita, a mais velha, tremendamente extrovertida, tinha um problema de vício de jogo e já tinha atingido o limite de crédito que o pai tinha negociado com o Casino de Lisboa. Cinquenta mil euros… O assunto fora discutido ao jantar, um par de semanas antes, e o Custódio terá dito que iria liquidar essa dívida junto do Casino, desde que ela lhe prometesse não mais chegar ao limite daquele crédito. Aparentemente, segundo o Frederico, não iria ser grande problema, porque a Rita estava noiva de um milionário daquela zona, e o casamento até já estava marcado para o mês que vem… E como os dois eram jogadores… Ao que parece, a Amélia será bem mais introvertida que a irmã, talvez até sorumbática. O seu pecadilho serão as roupas… Segundo o Frederico, o guarda-vestidos dela daria para várias mulheres… Já terá tido um par de namorados, mas com nenhum deles terá chegado ao ponto de pensar em casar.

– O “caso” parece de facto muito linear, tio. Porque é que os foste interrogar, se parecia tratar-se de um mero acidente rodoviário?

– O oficial da Polícia que tomou conta do caso é meu amigo de longa data. Aproveitando eu estar em Vila Viçosa, almoçámos juntos uns dias depois do acidente. Ele estava tão intrigado com o facto de não haver nenhuns sinais de travagem ou derrapagem do carro na estrada, que lhe propus irmos os dois conversar com as filhas e o mordomo. No fim dessa conversa, quando nos despedimos, deixei-o muito mais descansado, concluindo os dois que tudo tinha sido, como dizes, um simples acidente rodoviário, ainda que infeliz.

– Bom, tio, talvez… – disse a Júlia com ar circunspecto. Ou talvez não…

– Que queres dizer com isso?!

– Acho que o “acidente” pode ter sido “provocado” por algum deles… Não diretamente, claro, mas pondo o Custódio num estado de espírito propício a que ele viesse a acontecer…

– Estás a pensar em algum deles, em concreto?!

– De facto, estou…

E, caro Leitor, que acha você? Poderá ter sido como diz a Júlia? E como é que aquele dos três que o tenha feito, de facto terá conseguido que o Custódio ficasse nesse “estado de espírito”? E qual deles poderá ter sido?

E pronto, por agora, ficamos à espera das vossas propostas de solução a este sexto problema, que devem ser enviadas até 30 de junho de 2026, através dos seguintes meios:

a)     por email, através do endereço eletrónico salvadorsantos949@gmail.com;

b)     por correio, através do endereço postal Salvador Santos / rua Quinta do Modelo, 40 / 2820-261 Charneca de Caparica;

c)     entregando em mão própria ao orientador da secção, onde quer que o encontrem.

Por último, recorda-se que, conjuntamente com a proposta de solução deste problema, os nossos concorrentes devem enviar a pontuação atribuída ao 5º problema.

 
sexta-feira, junho 19, 2026
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 20 de junho de 2026

            O GRÁFICO MANTÉM A LIDERANÇA NA DECIFRAÇÃO E NA PRODUÇÃO

Na ressaca da realização, no passado dia 31 de maio, em São Pedro de Sintra, do XX Convívio Policiário da TPL – Tertúlia Policiária da Liberdade, durante o qual foram apresentados dois passatempos da autoria de Virmancaroli, que animam desde já alguns dos blogues policiários em atividade e integrarão, como prometido, as páginas de duas das próximas edições do AUDIÊNCIA GP, voltamos hoje ao Torneio de Decifração “Solução à Vista!” e ao Concurso de Produção “Mãos à Escrita!”, que decorrem desde o início do ano e se prolongarão até à última badalada de 2026, arrastando-se o apuramento dos resultados finais até meados de janeiro de 2027.

TORNEIO DE DECIFRAÇÃO “SOLUÇÃO À VISTA!”

PONTUAÇÕES DO 5º PROBLEMA

O confrade Luís Rodrigues (O Gráfico) conquistou mais uma vez a pontuação máxima (10 pontos + 3) na quinta etapa do torneio “Solução à Vista!”, logo seguido na classificação (com pontos especiais) por Detetive Jeremias (10 pontos + 2) e Paulo (10 pontos +1). Com 10 pontos simples, foram classificados 21 (vinte e um) detetives: Bernie Leceiro, Búfalos Associados, Detetivesca, Dona Sopas, Detective Verdinha, Faria, Fotocópia, Inspector 27797, Inspetor Moscardo, Inspetor Mucaba, Inspector Pevides, Inspector Rycky, Mali, Mancha Negra, Mandrake Mágico, Ma(r)ta Hari, Os Super Heróis do Policiário, Pena Cova, Pintinha, Smasher Smile (um regresso que se saúda!) e Vic Key. Com 6 pontos surgem depois 8 (oito) concorrentes: Chica Fininha, Chico da Afurada, Dragão Vermelho, Inspetor Mokada, Mosca Morta, Mula Velha, Santinho da Ladeira e Xerife de Valadares. E, a finalizar, surgem, com apenas 4 pontos atribuídos, 10 (dez) dos nossos confrades: Clóvis, Columbo, Edomar, Fantasma de Laborim, Haka Crimes, Príncipe de Arcozelo, Virmancaroli, Visconde das Devesas, Veni Vidi Vici e Zé de Mafamude.

CLASSIFICAÇÃO GERAL (APÓS A 5ª PROVA)

Face aos resultados acima referidos, a classificação geral atual do torneio “Solução à Vista!” apresenta agora a seguinte configuração: o primeiro lugar continua a ser ocupado por O Gráfico (50 pontos + 12), continuando a ser acompanhado no pódio por Detetive Jeremias (50 + 9 pontos) e Dona Sopas (50 pontos + 2). No quarto lugar da tabela surge isolado Inspetor Mucaba (com 50 pontos), seguido, na quinta posição, por Inspetor Moscardo (com 49 pontos + 1), enquanto que, na sexta posição, surgem Bernie Leceiro e Faria (ambos com 49 pontos). No oitavo lugar, surge Mandrake Mágico (com 48 pontos), logo seguido, na nona posição, por Paulo (com 47 pontos + 1) e por Inspetor 27797, no décimo lugar (com 47 pontos). Na décima primeira posição (com 46 pontos), surgem depois Ma(r)ta Hari e Pena Cova, seguidos, na décima terceira posição, por Mali (com 45 pontos + 2) e por Pintinha, na décima quarta posição (com 45 pontos + 1). No décimo quinto lugar, surge isolada Detetive Verdinha (com 45 pontos), seguida, no décimo sexto lugar, por Búfalos Associados (com 44 pontos + 1) e por Inspetor Pevides e Os Super Heróis do Policiário, no décimo sétimo lugar (ambos com 44 pontos). No décimo nono lugar, surge Mancha Negra (com 43 pontos), logo seguido, no vigésimo lugar, por Detetivesca (com 42 pontos + 1) e por Veni Vidi Vici, no vigésimo primeiro lugar (com 41 pontos).

Na segunda metade da tabela, surgem, no vigésimo segundo lugar, Diógenes de Sinope, Fotocópia e Haka Crimes (todos com 40 pontos), seguidos, na vigésima quinta posição, por Mosca Morta (com 38 pontos) e por Mula Velha, na vigésima sexta posição (com 36 pontos). No vigésimo sétimo lugar, surgem Chica Fininha, Clóvis, Xerife de Valadares e Zé de Mafamude (todos com 35 pontos), logo seguidos, no trigésimo primeiro lugar, por Chico da Afurada, Columbo, Dragão Vermelho e Inspetor Mokada (todos com 32 pontos). No trigésimo quinto lugar, surgem Edomar, Santinho da Ladeira e Virmancaroli (todos com 31 pontos), seguidos, no trigésimo oitavo lugar, por Inspetor Rickyi (com 30 pontos) e por Visconde das Devesas, no trigésimo primeiro lugar (com 28 pontos). O quadragésimo lugar é ocupado Fantasma de Laborim (com 27 pontos), logo seguido, na quadragésima primeira posição, por O Pegadas e Príncipe de Arcozelo (ambos com 24 pontos). Por fim, na cauda da tabela classificativa, surgem no quadragésimo terceiro lugar, EGO (com 14 pontos), seguido por Smasher Smile e Vic Key, no último lugar (com 10 pontos).

CONCURSO DE PRODUÇÃO “MÃOS À ESCRITA!”

PONTUAÇÃO ATRIBUIDA AO PROBLEMA Nº 4

O enigma “A Dívida”, de Virmancaroli, que constituiu o problema nº 4 do torneio “Solução à Vista!”, obteve os seguintes pontos da esmagadora maioria (37) dos confrades que participam nesta prova de decifração e do orientador da secção: 6 + 8 + 9 + 6 + 7 + 6 + 10 + 10 + 7 + 6 + 6 + 6 + 5 + 5 + 5 + 6 + 5 + 5 + 5 + 8 + 5 + 6 + 5 + 5 + 5 + 6 + 5 + 6 + 6 + 6 + 5 + 6 + 5 + 9 + 7 + 6 + 6 + 6, de que resulta uma pontuação média de 6,21 no concurso de produção “Mãos à Escrita!”, que neste momento (decorridas apenas quatro provas) apresenta a seguinte classificação:

1º lugar: “Amor à Primeira Vista”, de O Gráfico: 7,60 pontos;

2º lugar: “A Vingança”, de Paulo: 7,20 pontos;

3º lugar: “To Rome With Love”, de Bernie Leceiro: 6.59 pontos;

4º lugar: “A Dívida”. De Virmancaroli: 6,21 pontos.

ACOMPANHE O TORNEIO DE FÓRMULA 1 POLICIÁRIA

O Torneio de Fórmula 1 Policiária, que decorre em simultâneo com o Torneio Paralelo de Homenagem à Geração de 70, realiza-se com grande sucesso desde o início de 2026 no blogue A Página dos Enigmas (apaginadosenigmas.blogspot.pt), orientado pelo confrade Paulo (Viseu), mobilizando mais de seis dezenas de “aceleras”. Se ainda não tomou contacto com esta iniciativa, aconselhamos vivamente que “passe por lá” e participe no Grande Prémio de Évora que teve sinal de partida no passado dia 10 e tem meta de chegada aprazada para as 24 horas do último dia deste mês de junho. Portanto, já sabe, vá até lá e… “acelere” também com os restantes participantes!

 
terça-feira, junho 09, 2026
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 10 de junho de 2026

             SOLUÇÃO DO 5º PROBLEMA E ECOS DO CONVÍVIO NACIONAL

A presente edição da nossa secção é exclusivamente dedicada à publicação da solução oficial do 5º problema do Torneio “Solução à Vista!” - 2026 e aos primeiros ecos do XX Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade, que reuniu a “tribo” policiária nacional no passado dia 31 de maio, em São Pedro de Sintra, na Taverna dos Trovadores, tendo por “prato forte” a entrega de prémios aos “detetives” que mais se distinguiram nas diversas provas realizadas no ano de 2025.

Torneio de Decifração “Solução à Vista!” – 2026

Problema nº 5

            A Visita Nocturna, de Vic Key

Solução de Autor

- Quem era, afinal, o visitante noturno?

Era o senhor COELHO.

- Como é que a inspetora Zélia o identificou?

COELHO era canhoto, como se deduz pelo facto de jogar as peças do dominó com a mão esquerda (“ao jogar as peças com modos teatrais, dava cotoveladas no professor MARTINS que estava sentado à sua esquerda”). Sendo esquerdino, provavelmente usava o relógio no pulso direito. Quando se sentiu agarrado pelos pulsos, o visitante noturno reagiu violentamente se libertar e feriu MARTINS na mão esquerda.

CRITÉRIOS DE PONTUAÇÃO/CLASSIFICAÇÃO

1. Resposta certa à primeira questão – 4 pontos.

2. Resposta certa à segunda questão – 6 pontos.

3. Resposta errada a qualquer das anteriores questões – 2 pontos.

Fatores de valorização para atribuição dos pontos especiais: qualidade e clareza da narrativa, originalidade na abordagem ao tema, criatividade nos meios e modos utilizados, imaginação na forma de apresentação da solução, referência a pormenores que não sejam fundamentais para a resolução do problema e enriqueçam a narrativa do ponto de vista literário ou artístico.

ECOS DO CONVÍVIO DA TPL EM SINTRA

A “tribo” policiária reuniu-se em convívio de âmbito nacional no passado dia 31 de maio, na Taverna dos Trovadores, em São Pedro de Sintra, que teve por “prato forte” a cerimónia de entrega dos prémios do Torneio do Cinquentenário de “Mistério… Policiário” (Mundo de Aventuras, 1975-2025). Antes desta jornada de festa, e logo após o animado repasto, foram os convivas presentes surpreendidos por dois desafios originais, da autoria do confrade Virmancaroli: Um Policiário clássico em Banda Desenhada (“A Misteriosa Morte do Professor”) e Um Desafio MURDOKU (Sudoku policiário) para iniciados (“O Assassinato de Rosa”), desafios que serão publicados nos diversos blogues policiários em atividade e nas páginas do jornal AUDIÊNCIA GP, com soluções a enviar (até data a determinar) para o email salvadorsantos949@gmail.com.

Seguiu-se o lançamento de um livrinho das Edições Fora da Lei com seis enigmas do nosso saudoso confrade Ricardo Azevedo (Abrótea ou Visigodo), recentemente desaparecido, numa singela homenagem da TPL - Tertúlia Policiária da Liberdade, estrutura organizadora do Convívio.

Após este momento de homenagem, o Inspetor Aranha (Domingos Cabral) fez a apresentação do seu livro “Antologia de Short-Stories” (Contos Curtos de Autores Portugueses), seguindo depois a entrega dos Prémios relativos a Torneios e Passatempos realizados em 2025.

O Inspetor Boavida, animador do blogue Local do Crime e orientador da secção O Desafio dos Enigmas (jornal AUDIÊNCIA GP), fez a distribuição dos prémios relativos ao Torneio de Verão (Nove), realizado no mês de agosto de 2025, que distinguiu com Taças os três primeiros classificados (O Gráfico, 30 pontos; Paulo, 27 pontos; e Búfalos Associados, 17 pontos), premiou com Medalhões os 4º, 5º e 6º classificados (Mali, 16 pontos; Detetive Verdinha, 14 pontos; e Mandrake Mágico, 13 pontos) e com Medalhas o 7º e 8ºs classificados (Dona Sopas, 13 pontos; Bernie Leceiro, Detetive Jeremias, Inspetor Moscardo e Inspetor Mucaba, todos com 12 pontos).

E, de seguida, o mesmo Inspetor Boavida procedeu à entrega do Troféu de Vencedora do Problema desenhado a Prémio (2025) a Detetive Verdinha.

Na ponta final da realização deste XX Convívio da TPL, o confrade O Gráfico procedeu à entrega dos Prémios relativos ao Torneio do Cinquentenário de “Mistério… Policiário” (Mundo de Aventuras) 1975-2025, que decorreu alternadamente nos blogues Local do Crime, Repórter de Ocasião, A Página dos Enigmas e Momento do Policiário, com a colaboração do Site Clube de Detectives e dos confrades Big-Ben e Inspetor Fidalgo (Luís Pessoa, LP). Eis os distinguidos:

Decifração-Geral: 1º Lugar (Troféu Sete de Espadas) – Detetive Jeremias; 2º Lugar (Medalha Ouro) – Fotocópia; 3º Lugar (Medalha Prata) – Inspetor Aranha; 4º Lugar (Medalha Bronze –Inspetor Pevides; 5º Lugar (Livro de Inspetor Fidalgo – Detetive Verdinha.

Decifração-Melhores Soluções: 1º Lugar (Troféu Sete) – Detetive Jeremias; 2º Lugar (Medalha Ouro) – Fotocópia; 3º Lugar (Medalha Prata) – Inspetor Aranha; 4º Lugar (Medalha Bronze – Detetive Verdinha; 5º Lugar (Livro de Inspetor Boavida) – Búfalos Associados.

            Decifração-Soluções mais Originais: 1º Lugar (Troféu Sete) – Mali; 2º Lugar (Medalha Ouro) – Dona Sopas; 3º Lugar (Medalha Prata) – Detetive Jeremias; 4º Lugar (Medalha Bronze – Fotocópia; 5º Lugar (Livro de Luís Pessoa) – Arjacasa, Detetive Verdinha e Vic Key.

Produção: 1º Lugar (Troféu Lupa Detetive Misterioso) – Bernie Leceiro; 2º Lugar (Troféu Sete) – Paulo; 3º Lugar (Medalha Ouro) – Detetive Jeremias; 4º Lugar (Medalha Prata) – Fotocópia; 5º Lugar (Medalha Bronze) – Rigor Mortis; 6º Lugar (Livro de Salvador Santos) –  Inspetor Pevides.

            Refira-se, a terminar, que o Torneio do Cinquentenário de “Mistério… Policiário” (TCMP) registou a presença de 71 (setenta e um) participantes, tendo sido atribuídos Diplomas de Presença a todos eles (tanto na modalidade de decifração como em produção, tendo ainda sido atribuídas Medalhas aos 9 (nove) patrocinadores/organizadores do TCMP. E foram eles Big Ben (Barata Dinis), Inspector Fidalgo (Luís Pessoa), Inspetor Boavida (Salvador Santos), Paulo (Paulo Viegas), Virmancaroli (Virgílio Oliveira), Daniel Falcão (José Manuel Machado), Inspector Aranha (Domingos Cabral), Jartur (João Artur Mamede) e O Gráfico (Luís Rodrigues).

 
sábado, junho 06, 2026
  DESAFIO MURDOKU A PRÉMIO - XX CONVÍVIO DA TERTÚLIA POLICIÁRIA DA LIBERDADE

 O Assassinato de Rosa - Via MURDOKU

Desafio apresentado no ...
... Convívio
Policiário em S.Pedro de Sintra - 31 Maio 2026

 Pedro está numa Cama Luísa está ao lado de uma Floreira

Raquel está num Tapete Mário está sentado numa Cadeira

João está em frente a uma Janela  Rosa foi a Vítima


Um original de : https://momentodopoliciario.blogspot.com

| E você … quer ajudar a descobrir quem assassinou a Rosa ? |

As respostas devem ser enviadas para : Inspetor Boavida ( Blogue Local do Crime ) mail : salvadorsantos949@gmail.com

Data limite para envio das respostas : 15 JULHO 2026

NOTA:
TODOS OS INTERESSADOS poderão enviar resposta, os Convivas presentes no Convívio realizado em S. Pedro de Sintra ou qualquer Leitor dos Blogues apreciadores de Problemística Policiária! É PARA TODOS!

PRÉMIOS PARA ESTE PASSATEMPO POLICIÁRIO:

- MELHOR SOLUÇÃO: TROFÉU Família MVP

- SORTEIO ENTRE TOTALISTAS: 1 CACHIMBO

- SORTEIO ENTRE NÃO TOTALISTAS: 1 LIVRO

 
  PROBLEMA DESENHADO A PRÉMIO - XX CONVÍVIO DA TERTÚLIA POLICIÁRIA DA LIBERDADE

A Misteriosa Morte do Professor

Problema apresentado no ...
... Convívio
Policiário em S.Pedro de Sintra - 31 Maio 2026


Banda desenhada original de : https://momentodopoliciario.blogspot.com

| E você … quer dar a opinião sobre este caso ? |

As respostas devem ser enviadas para : Inspetor Boavida ( Blogue Local do Crime ) mail : salvadorsantos949@gmail.com

NOTA:
TODOS OS INTERESSADOS poderão enviar resposta, os Convivas presentes no Convívio realizado em S. Pedro de Sintra ou qualquer Leitor dos Blogues apreciadores de Problemística Policiária! É PARA TODOS!

PRÉMIOS PARA ESTE PASSATEMPO POLICIÁRIO:

- MELHOR SOLUÇÃO: TROFÉU MVP

- SORTEIO ENTRE TOTALISTAS: 1 CACHIMBO

- SORTEIO ENTRE NÃO TOTALISTAS: 1 LIVRO

Data limite para envio das respostas : 15 JULHO 2026

 
segunda-feira, junho 01, 2026
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 1 de junho de 2026

             EIS O PROBLEMA Nº 6 DO TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!”

Torneio de Decifração “Solução à Vista!” – 2026

Problema nº 6

            Acidente Misterioso, de Rigor Mortis     

O inspetor Tiago Rodrigues sentou-se confortavelmente na sua poltrona favorita e cruzou as pernas, mirando a sobrinha, Júlia, sentada à sua frente. Como sempre, Júlia tinha-se mostrado imensamente interessada na descrição que o tio lhe tinha feito do seu último caso, a morte de um homem para os lados de Estremoz. Esse homem, Custódio Ramires de seu nome, abastado industrial da construção civil, tinha acumulado uma considerável fortuna adquirindo habitações devolutas, recuperando-as cuidadosamente e vendendo-as a seguir. Viúvo há mais de uma década, vivia numa casa nos arredores de Estremoz, próximo de uma das várias pedreiras de mármore da região, com duas filhas na casa dos vintes, Rita e Amélia, uma espécie de “mordomo de família” – Frederico, filho de famílias pobres, que o acompanhava há décadas, desde que ambos tinham servido no Exército, na guerra colonial, onde cada um tinha salvo várias vezes a vida ao outro – e uma cozinheira que trabalhava todo o dia lá em casa, mas de facto habitava na sua própria casa, na vila vizinha.

– Apesar dos seus setenta e tal anos, o Custódio tinha boa saúde e mantinha uma vida bem ativa – disse o inspetor. No dia em que veio a morrer, tinha saído sozinho de casa a conduzir o seu carro, um Volvo com uns anos, mas em excelente estado, logo de manhã cedo, para se dirigir a Coimbra, onde iria observar as obras que estava a fazer para recuperação de uma enorme vivenda nos arredores. Foi nessa viagem, a poucos quilómetros de casa, que teve o acidente fatal. Por razões que se desconhecem, de facto, perdeu o controlo da viatura quando seguia por uma estrada mesmo ao lado de uma grande pedreira de mármore. O carro galgou o frágil muro que delimita a estrada e precipitou-se pela pedreira abaixo, acabando totalmente destruído.

– Mas não ia em excesso de velocidade, pois não? – perguntou a Júlia.

– Nada na estrada dava a entender que pudesse ir a grande velocidade. E não havia quaisquer marcas de travagem ou de derrapagem. Foi como se o condutor o tivesse dirigido diretamente contra o muro limítrofe. Tudo ainda mais estranho porque o Custódio conhecia perfeitamente aquela estrada, por onde passava sempre que precisava de ir a Coimbra, ou a Lisboa, o que era no mínimo uma vez por semana.

– Não havia nada de suspeito com o carro?

– Não. Mau grado o estado em que estava, a Polícia investigou cuidadosamente o veículo, claro, e não encontrou nada de errado nem com os travões, nem com a direção.

– Suicídio? Embriaguez? – questionou a Júlia.

– Totalmente implausível. O Custódio Ramires não bebia álcool, de todo. Estava bem da vida, profissional e economicamente, e tinha excelente saúde, aparte uns problemas de asma que o afligiam ao acordar. Mas umas inalações receitadas pelo médico dele resolviam o problema, pondo-o em condições para o resto do dia. Assim mo disseram quer o mordomo, quer as filhas. Tinha sempre a respetiva máquina na mesa de cabeceira, preparando ele próprio a mistura dos medicamentos receitados pelo médico pessoal, ao deitar-se, deixando tudo pronto para poder fazer as inalações assim que acordava, usando o bocal que se adaptava sobre a boca e o nariz, ainda deitado. Era uma mistura de líquidos e uma pastilha que se dissolvia nesse líquido durante a noite.

– Algo de especial aconteceu nessa manhã?

– Nada, novamente segundo o mordomo e as filhas. De facto, eles referiram-me que nessa manhã o Custódio até estaria particularmente eufórico, tendo-se despedido entusiasticamente de todos, apesar de planear regressar ainda nessa noite.

– Porquê tanta euforia?...

– Perguntei exatamente isso ao mordomo… Ele disse-me que o Custódio estava muito feliz por ter resolvido a questão do seu testamento. Dois dias antes tinha-lhes dito que já o tinha assinado, e que deixava a casa onde viviam e meio milhão de euros ao Frederico, e o resto da sua fortuna às filhas, dividido igualmente pelas duas. Qualquer coisa como seis ou sete milhões de euros para cada uma… Além disso, segundo ele, as obras em Coimbra estavam a correr muito bem, e ele estaria em condições de vender a vivenda recuperada dentro de um par de meses, talvez por uns três milhões de euros.

– Dinheiro aos montes… – comentou a Júlia. E ficaram todos satisfeitos com as decisões

testamentárias?

– O Frederico estava muito pesaroso com a morte do seu patrão e amigo, mas mais que satisfeito com isso, visivelmente! Segundo ele, as filhas do Custódio não ligavam grande coisa ao dinheiro, habituadas como estavam a viver abastadamente. Eram boas pessoas, ainda que com os seus pecadilhos, disse ele. A Rita, a mais velha, tremendamente extrovertida, tinha um problema de vício de jogo e já tinha atingido o limite de crédito que o pai tinha negociado com o Casino de Lisboa. Cinquenta mil euros… O assunto fora discutido ao jantar, um par de semanas antes, e o Custódio terá dito que iria liquidar essa dívida junto do Casino, desde que ela lhe prometesse não mais chegar ao limite daquele crédito. Aparentemente, segundo o Frederico, não iria ser grande problema, porque a Rita estava noiva de um milionário daquela zona, e o casamento até já estava marcado para o mês que vem… E como os dois eram jogadores… Ao que parece, a Amélia será bem mais introvertida que a irmã, talvez até sorumbática. O seu pecadilho serão as roupas… Segundo o Frederico, o guarda-vestidos dela daria para várias mulheres… Já terá tido um par de namorados, mas com nenhum deles terá chegado ao ponto de pensar em casar.

– O “caso” parece de facto muito linear, tio. Porque é que os foste interrogar, se parecia tratar-se de um mero acidente rodoviário?

– O oficial da Polícia que tomou conta do caso é meu amigo de longa data. Aproveitando eu estar em Vila Viçosa, almoçámos juntos uns dias depois do acidente. Ele estava tão intrigado com o facto de não haver nenhuns sinais de travagem ou derrapagem do carro na estrada, que lhe propus irmos os dois conversar com as filhas e o mordomo. No fim dessa conversa, quando nos despedimos, deixei-o muito mais descansado, concluindo os dois que tudo tinha sido, como dizes, um simples acidente rodoviário, ainda que infeliz.

– Bom, tio, talvez… – disse a Júlia com ar circunspecto. Ou talvez não…

– Que queres dizer com isso?!

– Acho que o “acidente” pode ter sido “provocado” por algum deles… Não diretamente, claro, mas pondo o Custódio num estado de espírito propício a que ele viesse a acontecer…

– Estás a pensar em algum deles, em concreto?!

– De facto, estou…

E, caro Leitor, que acha você? Poderá ter sido como diz a Júlia? E como é que aquele dos três que o tenha feito, de facto terá conseguido que o Custódio ficasse nesse “estado de espírito”? E qual deles poderá ter sido?

E pronto, por agora, ficamos à espera das vossas propostas de solução a este segundo problema, que devem ser enviadas até 30 de junho de 2026, através dos seguintes meios:

a)     por email, através do endereço eletrónico salvadorsantos949@gmail.com;

b)     por correio, através do endereço postal Salvador Santos / rua Quinta do Modelo, 40 / 2820-261 Charneca de Caparica;

c)     entregando em mão própria ao orientador da secção, onde quer que o encontrem.

Por último, recorda-se que, conjuntamente com a proposta de solução deste problema, os nossos concorrentes devem enviar a pontuação atribuída ao 5º problema do torneio, cuja solução de autor será publicada na próxima edição d’ O Desafio dos Enigmas.

 
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