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segunda-feira, janeiro 13, 2020
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 20 de janeiro de 2020

                    ENIGMAS NA RETA FINAL E CONCURSO DE CONTOS EM MARCHA 
Já começaram a entrar na caixa de correio eletrónico do orientador da secção alguns dos originais candidatos ao concurso de contos “Um Caso Policial em Gaia”, de que se publica hoje o respetivo regulamento. Nesta edição damos ainda conta dos resultados alcançados pelos nossos “detetives” na sétima prova do torneio de decifração “Solução à Vista!” e por Daniel Falcão no concurso de enigmas “Mãos à Escrita!”. Mas vejamos primeiro as regras do concurso de contos:

CONCURSO “UM CASO POLICIAL EM GAIA”
Regulamento
1. O concurso está aberto a todos, sem quaisquer condicionalismos idade, sexo ou nacionalidade, podendo cada concorrente apresentar mais do que um original. 
2. Os trabalhos, na modalidade de conto policial, em língua portuguesa, deverão ter ação no concelho de Gaia, terão obrigatoriamente o mínimo de duas páginas de formato A4 e o máximo de quatro, escritas a 1,5 espaços, na fonte Times New Roman e corpo de letra 12. 
3. Os originais deverão ser enviados em formato digital, a partir de 1 de janeiro de 2020, para o endereço eletrónico salvadorpereirasantos@hotmail.com; 
4. Os trabalhos serão publicados por ordem de receção, a partir de 5 de junho de 2020.
5. A classificação dos contos será definida através da média da pontuação atribuída pelos seus leitores. 
6. No final da publicação de cada conto, os leitores do jornal AUDIÊNCIA GP e os seguidores do blog LOCAL DO CRIME terão 30 dias para enviar a sua pontuação, numa escala de 5 a 10 pontos, em função da qualidade e originalidade, através do email referido no ponto 3.
7. Será vencedor do concurso o conto que alcançar uma maior pontuação média, sendo distinguidos os restantes trabalhos classificados nas dez primeiras posições;
8. Serão atribuídos os seguintes prémios: 1º a 4º Lugar – Taças; 5º a 10º Lugar – Medalhas;
9. Os casos omissos serão resolvidos pelo orientador da secção O Desafio do Enigmas, não havendo recurso das decisões tomadas.

TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!”         
Solução da Prova nº. 7                     
“A Estranha Morte do Barão”, de Abrótea
Primeira pista: marcado no calendário a lua em quarto CRESCENTE uma semana depois, então o ciclo estava em LUA NOVA nesta altura. 
Segunda pista: a chave pelo lado de dentro indica alguém da casa, alguém muito próximo do patrão, pois este só abriria a porta descontraidamente aos seus mais íntimos amigos. 
Terceira pista: os vidros, muitos no lado de fora e poucos no lado de dentro. O vidro foi partido de dentro para fora.
Quarta pista: a mentira do Doutor Pinto, com LUA NOVA não existe luar. E aqui ele tenta incriminar o Jorge (só que este foi o primeiro a chegar), calçando os sapatos que lhe estão grandes demais. Para isso, e isto é pura especulação, calça dois ou três pares de meias e uns sapatos grandes demais para o seu pé. Jorge é um gigante, logo tem pé grande. O Doutor Pinto implica também o “Coxo”, deixando uma pegada mais funda que a outra. Mas o “Coxo”, além de não ter o pé grande (ele é baixo), coxeia sempre do mesmo lado. As pegadas que iam e vinham, a mais funda é uma ao contrário da outra, isto é uma direita e outra esquerda, uma partidinha do nosso amigo para incriminar o “Coxo”, mas enganou-se. Porquê? A pessoa manca faz sempre mais força na perna sã, nunca troca a força para a perna mais curta ou menos sã. Por tudo isto o nosso advogado é o “EL MATADOR”.

Pontuação/Classificação (após a 7ª. Prova)
As quatro grandes pistas deixadas no enunciado do enigma não escaparam a um número significativo dos nossos “detetives”, se bem que alguns deles acabassem por apostar no criminoso errado. Mas houve ainda quem deixasse escapar a pista da inexistência de luar na noite do crime ou a pista do grande volume de partidos no exterior da mansão, o que determinou a perda de preciosos pontos. E assim vai a tabela classificativa, quando estamos apenas a três provas do final:
1º. Búfalos Associados (74+13): 87 pontos;
2º. Detetive Jeremias (74+12): 86 pontos;
3ºs. Inspetor Moscardo (62+10) e Tempicos &Tempicas (62+10): 72 pontos; 
5º. Zé de Mafamude (59+11): 70 pontos;
6ºs. Ego (60+9) e Rigor Mortis (59+10): 69 pontos;
8ºs. Donanfer II (56+10), Inspetor Mucaba (56+10) e Ma(r)ta Hari (57+9): 66 pontos; 
11ºs. Bernie Leceiro (54+10) e Carlota Joaquina: (54+10): 64 pontos;
13ºs. Bota Abaixo (51+9), Chico da Afurada (50+10), Detetive Bruno (51+9), Detetive Vasoff (50+10), Holmes (51+9), Mancha Negra (51+9), Pena Cova (51+9) e Príncipe da Madalena (50+10): 60 pontos;
21ºs. Charadista (49+10), Mosca (51+8), Martelo (49+10) e Necas (51+8): 59 pontos;
25ºs. Beira Rio (48+10), Haka Crimes (50+8) e Mascarilha (50+8): 58 pontos;
28ºs. Broa de Avintes (47+10), Dragão de Santo Ovídio (50+7), Faina do Mar (49+8), Inspetor Guimarães (49+8), Talismã (49+8) e Tó Fadista (48+9): 57 pontos; 
34ºs. Amiga Rola (47+9) e Inspetor Madeira (49+7): 56 pontos; 
36ºs. Agata Cristas (45+10), Arc. Anjo (46+9), Inspetor Mostarda (48+7), Pequeno Simão (45+10), Santinho da Ladeira (46+9), Solidário (46+9) e Vitinho (47+8): 55 pontos;
43ºs. Abrótea (40+10) e O Madeirense (40+10): 50 pontos;
45ºs. Moura Encantada (37+10) e Oluap Snitram (37+10): 47 pontos;
47º. Airam Semog (26+0): 26 pontos.

CONCURSO “MÃOS À ESCRITA!”       
As avaliações feitas pelos solucionistas e pelo orientador da secção ao enigma “Crime Leaks” de Daniel Falcão, resultaram na seguinte pontuação média final: 8,60 pontos. Desta forma, este enigma, que constituiu a prova nº. 6, alcança o topo da classificação, que está assim ordenada:
1º. “Crime Leaks”, de Daniel Falcão: 8,60.
2º. “Whisky Fatal”, de Rigor Mortis: 8,40 pontos;
3º. “…E Também não é uma Cebola”, de Búfalos Associados: 8,30 pontos;
4º. “O Caso do Capitão Venâncio”, de A. Raposo: 8,20;
5º. “O Estranho Caso da Falsa Mobilidade”, de Bigode: 7,60 pontos;
6º. “Abílio Vai à Bola”, de Daniel Gomes: 6,20 pontos.


 
quarta-feira, janeiro 01, 2020
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 5 de janeiro de 2020
UM CADÁVER SEM CABEÇA EM LEÇA DA PALMEIRA
A anteceder a publicação de mais um enigma do torneio de decifração “Solução à Vista!”, recordamos que já é possível remeter para o orientador da secção os originais candidatos ao concurso de contos “Um Caso Policial em Gaia”. Os trabalhos deverão ter ação centrada em Gaia, deverão de ser escritos em língua portuguesa e ter o mínimo de duas páginas de formato A4 e o máximo de quatro, redigidas a 1,5 espaços, na fonte Times New Roman com corpo de letra 12.

TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!”         
Prova nº. 8            
“A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça”, de Bernie Leceiro
A mulher tanto podia ter vinte e cinco como trinta anos, mas isso já não era importante pois entre ela e o tempo abria-se um vazio de indiferença total. De costas sobre um tabuleiro de aço reluzente e inoxidável não era mais que um vulto à espera do selo do expedidor. 
Identidade desconhecida, corpo decapitado. A garganta foi cortada da esquerda para a direita, dois cortes distintos sendo do lado esquerdo, a traqueia, a garganta e a espinal medula. Na zona da clavícula do ombro esquerdo do corpo uma contusão, aparentemente de um polegar. O abdómen foi aberto do centro da parte inferior das costelas ao longo do lado direito sob a pélvis, à esquerda do estomago, ali a ferida era irregular. O revestimento do estomago também foi cortado em vários lugares, aparentemente feito com uma faca de lâmina forte. A morte terá sido quase instantânea. Só depois lhe terá sido subtraída a cabeça. 
Alves da Selva observava o corpo com total indiferença remetendo as suas memórias para o filme de Tim Burton The Legend of Sleepy Hollow, colocando-se de repente no lugar do protagonista o inspetor Ichabod Crane. Meses antes aparecera na Praia de Leça da Palmeira, a cabeça de uma mulher de origem oriental junto a um contentor do lixo cujo corpo nunca apareceu, tão pouco a principal suspeita do homicídio assumira a autoria do mesmo. Alves da Selva, profundo conhecedor da cultura daquele país asiático, fruto da relação de quase um ano com uma belíssima massagista Tailandesa, de nome Anong, fazia jus ao seu nome como é tradição no país, fora à data chamado como tradutor e consultor nos interrogatórios. Existiria alguma ligação entre os casos? 
Nessa noite dormiu bastante mal, sonhando que era Ichabod Crane perseguido pelo Cavaleiro Sem Cabeça quando tentava desvendar uma série de assassinatos misteriosos onde as vitimas são encontradas decapitadas. No sonho de Crane o Cavaleiro era encarnado pela mulher que horas antes vira no Instituto de Medicina Legal que cavalgava incessantemente em busca da sua cabeça vinda de Matosinhos em direção a Leça da Palmeira, mas tal qual como no filme, neste caso não conseguia atravessar uma estranha ponte em pedra com dezoito arcos sobre o rio Leça onde mulheres cantavam alegremente enquanto lavam roupa nas suas margens. 
Na manhã seguinte, após uma dose dupla de café, encaminhou-se para a esquadra. O corpo fora descoberto por um sem abrigo junto ás “alminhas da ponte”. A ausência de sangue ou outros sinais de violência indicavam que o corpo fora abandonado aí tendo o crime sido cometido noutro local. Da cabeça nem sinal. 
A vítima já tinha sido identificada. O especialista adjunto em criminalística, Saraiva, nunca perdendo o seu apurado sentido de humor mesmo nas situações mais horripilantes, sabendo do gosto do Inspetor por uma boa charada deixou uma nota escrita na mesa do seu chefe: 
“Bom dia Inspetor-chefe, a vítima já foi identificada, mora num condomínio fechado, em Leça da Palmeira, muito curioso, constituído por 10 habitações e conhecido localmente pela relação de amizade e familiar dos seus habitantes – o Condomínio Friends. 
Cinco amigos, Aquiles, Bernardo, Celso, Dinis e Ernesto, têm cada um deles, um filho e uma filha. São tão amigos que cada um casou a filha com o filho de um dos outros quatro e resolveram em conjunto comprar um terreno e dessa forma viver em comunidade junto das pessoas que amam e no futuro acompanharem o crescimento dos seus netos. 
Deste modo, a nora do pai do genro de Aquiles é cunhada do filho de Bernardo e o genro do pai da nora de Celso é cunhado da filha de Dinis. 
Ainda que a nora do pai da nora de Bernardo tenha a mesma cunhada que o genro do pai do genro de Dinis, a situação é muito simples, pois nenhuma nora é cunhada da filha do seu sogro. A vítima era casada com o filho do Bernardo.” 
Identificada a vítima, era hora de apanhar o homicida. Num breve inquérito ao marido, familiares e amigos, mergulhados numa profunda consternação, a dedução do problema do seu adjunto estava correta. Foi fácil atendendo à concentração de todos no Condomínio Friends. A vítima era proprietária de um restaurante tailandês e uma loja gourmet de venda de produtos alimentares oriundos do mesmo país asiático. Rapidamente foram identificados pelos familiares e amigos quatro suspeitos com ligações recentes à vítima, que poderiam ter razões para tão hediondo crime: 
Khalan, proprietário de um centro de massagens em Matosinhos; 
Preecha, cozinheiro no restaurante da nora de Bernardo; 
Thaksin, importador e distribuidor de produtos tailandeses a restaurantes e lojas da especialidade, entre os quais os da vítima; 
Somehai, proprietário de um restaurante asiático na mesma rua do da vítima. 
Alves da Selva, resolveu devolver o enigma ao seu adjunto deixando uma nota escrita em cima da sua secretária, antecipando o interrogatório que iria conduzir individualmente com os suspeitos: 
“Caro Saraiva, devolvo-lhe com carinho o enigma que me deixou. Tenho 4 suspeitos, dou-lhe uma hora para descobrir quem é o principal suspeito, cujo nome deixo escrito e fechado na gaveta da minha secretária. Será esse suspeito que será presente ao juiz para ser arguido como autor do crime de homicídio e profanação de cadáver. (…)” 
Os leitores poderão confirmar as deduções de Alves da Selva e Saraiva sobre o principal suspeito do crime e a identidade do pai da vítima? 

DESAFIO AO LEITOR
Caro leitor. Desenvolva a sua teoria, sustentando-a com os factos disponíveis, e envie depois a proposta de solução, até ao próximo dia 30 de janeiro, através dos seguintes meios:
- por correio postal, para AUDIÊNCIA GP / O Desafio dos Enigmas, rua do Mourato, 70-A – 9600-224 Ribeira Seca RG – São Miguel – Açores;
- por correio eletrónico, para salvadorpereirasantos@hotmail.com.
E, já sabe, não se esqueça de identificar a solução enviada com o seu nome (ou com o pseudónimo adotado), nem de remeter juntamente a pontuação atribuída ao enigma “A Estranha Morte do Barão”, de Abrótea, para efeitos de classificação do concurso “Mãos à Escrita!”
 
domingo, dezembro 15, 2019
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 20 de dezembro de 2019
UM NOVO ANO SE AVIZINHA COM NOVAS INICIATIVAS 
Às portas de um novo ano, quando então se abrirá a “caixa de correio” para a receção dos textos dos concorrentes ao concurso de contos “Um Caso Policial em Gaia” que já tenham os seus originais concluídos ou em fase última de escrita, aqui ficam a solução oficial da prova nº. 6 do torneio de decifração “Solução à Vista!” e as pontuações alcançadas pelos nossos “detetives”:

TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!”         
Solução da Prova nº. 6                     
“Crime Leaks”, de Daniel Falcão
Na opinião de Gustavo Santos, estava-se perante um crime passional. Mais um casal desavindo cuja relação teria terminado, com Alexandre Miguel Duarte a assassinar Manuel José Carvalho. 
Possivelmente, tudo teria começado com mais uma discussão, com ameaças mútuas, em que o homicida ao ser ameaçado pelo companheiro com a espátula que ele segurava na mão, poderia ter agarrado no pisa-papéis e desferido o golpe fatal. Ou, talvez, quem sabe, com o homicida a agarrar no pisa-papéis para ameaçar o companheiro, este tenha pegado na espátula para se defender, mas infrutiferamente. 
Seja como for, o resultado estava à vista: Manuel José Carvalho morrera em resultado do golpe que apresentava na cabeça. Mas ainda viria a recuperar a consciência. O tempo suficiente para, aproveitando a espátula que ainda segurava na mão, deixar uma mensagem para os investigadores policiais, acusando o companheiro. 
O homicida, por seu lado, ao ver o companheiro inanimado no chão e parecendo-lhe que este estava sem pulsação, apressou-se para sair, como se nada tivesse acontecido, ao encontro dos amigos que o esperavam. Seria este o seu álibi. 
Pouco passava da meia-noite quando Alexandre Miguel Duarte regressou a casa. Assim que entrou em casa, dirigiu-se ao escritório. Lá estava Manuel José Carvalho, no mesmo local onde caíra horas antes. Aproximou-se e viu os rabiscos no soalho. Parecia ser um número com três algarismos: 942. Pensou um pouco e, inteligente como era, percebeu que se tratava de algo que o incriminava. 
O que fazer? Deve ter pensado. Lembrou-se então de percorrer o arquivo de clientes, onde encontrou o nome de dois clientes que o podiam ajudar a, pelo menos, confundir os investigadores: Francisco João Sá e Isidro Diogo Baganha. Tudo iria depender de como seria interpretado aquele 942. 
Se, por um lado, 942 fosse interpretado como o número de letras de cada nome do homicida, as suspeitas recairiam sobre Francisco João Sá: Francisco = 9 letras, João = 4 letras e Sá = 2 letras. 
Por outro, se 942 fosse interpretado como a posição no alfabeto da primeira letra de cada nome do homicida, as suspeitas recairiam sobre Isidro Diogo Baganha: Isidro = I na 9ª posição, Diogo = D na 4ª posição e Baganha = B na 2ª posição. 
A esperança de Alexandre Miguel Duarte era que os investigadores, perante estas duas possibilidades, não se lembrassem das notícias que, quase diariamente, surgiam nos meios de comunicação social: o protesto dos professores com o slogan 942 = 9 anos, 4 meses e 2 dias; o tempo de serviço que pretendiam recuperar. 
Pois, se tal acontecesse, perceberiam que o 942 significava o número de anos, de meses e de dias, e que as primeiras letras de cada uma destas palavras correspondiam às primeiras letras de cada um dos seus nomes: Alexandre = A de anos, Miguel = M de meses e Duarte = D de dias.
Pontuação/Classificação (após a 6ª. Prova)
Eram três as interpretações possíveis dos algarismos (942) deixados pela vítima no soalho do escritório, mas a esmagadora maioria dos nossos “detetives” apenas indicou uma ou duas e não descortinou o autor do homicídio. Os mais atentos, ou menos apressados na leitura, foram mais além e resolveram com sucesso o enigma assinado por Daniel Falcão. E assim vai a classificação geral:     
1ºs. Búfalos Associados (61+13) e Detetive Jeremias (62+12): 74 pontos;
3ºs. Inspetor Moscardo (52+10) e Tempicos & Tempicas (51+11): 62 pontos; 
5º. Ego (51+9): 60 pontos;
6ºs. Rigor Mortis (50+9) e Zé de Mafamude (49+10): 59 pontos;
8º. Ma(r)ta Hari (48+9): 57 pontos;
9ºs. Donanfer II (48+8) e Inspetor Mucaba (48+8): 56 pontos;
11ºs. Bernie Leceiro (46+8) e Carlota Joaquina (46+8): 54 pontos; 
13ºs. Bota Abaixo (43+8), Detetive Bruno (42+9), Holmes (44+7), Mancha Negra (44+7), Mosca (43+8), Necas (42+9) e Pena Cova (43+8): 51 pontos;
20ºs. Chico da Afurada (42+8), Detetive Vasoff (42+8), Dragão de Santo Ovídio (41+9), Haka Crimes (42+8), Mascarilha (43+7) e Príncipe da Madalena (42+8): 50 pontos; 
26ºs. Charadista (43+6), Faina do Mar (42+7), Inspetor Guimarães (41+8), Inspetor Madeira (42+7), Martelo (43+6) e Talismã (42+7): 49 pontos; 
32ºs. Beira Rio (40+8), Inspetor Mostarda (41+7) e Tó Fadista (41+7): 48 pontos;
35ºs. Amiga Rola (40+7), Broa de Avintes (40+7) e Vitinho (39+8): 47 pontos;
38ºs. Arc. Anjo (40+6), Santinho da Ladeira (38+8) e Solidário (39+6): 46 pontos;
41ºs. Agata Cristas (39+6), Pequeno Simão (39+6): 45 pontos;
43ºs. Abrótea (40+0) e O Madeirense (30+10): 40 pontos;
45ºs. Moura Encantada (28+9) e Oluap Snitram (28+9): 37 pontos;
47º. Airam Semog (26+0): 26 pontos.

CONCURSO “MÃOS À ESCRITA!”       
As avaliações feitas pelos solucionistas em prova e pelo orientador da secção ao enigma “…E Também não é uma Cebola” de Búfalos Associados, resultaram na seguinte pontuação média final: 8,30 pontos. Desta forma, quando ainda são apenas conhecidas as pontuações atribuídas a cinco dos nove enigmas a concurso, a tabela classificativa está assim ordenada:
1º. “Whisky Fatal”, de Rigor Mortis: 8,40 pontos;
2º. “…E Também não é uma Cebola”, de Búfalos Associados: 8,30 pontos;
3º. “O Caso do Capitão Venâncio”, de A. Raposo: 8,20;
4º. “O Estranho Caso da Falsa Mobilidade”, de Bigode: 7,60 pontos;
5º. “Abílio Vai à Bola”, de Daniel Gomes: 6,20 pontos.
 
terça-feira, dezembro 03, 2019
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 5 de dezembro de 2019
NA QUADRA DE NATAL HÁ MAIS UM ENIGMA PARA DECIFRAR

A magia do Natal está a chegar. A família reunida em volta da mesa, o pinheiro enfeitado, os presentes escolhidos, as estrelas a iluminar a noite e... um enigma para decifrar. Aqui está ele:

TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!”         
Prova nº. 7            
“A Estranha Morte do Barão”, de Abrótea
            O Barão da Fonte Nova já era...
          Bom, já há muito tempo que devia ter partido. Não que lhe desejasse a morte, mas o homem era persistente. Andava atrás de mim, não ele é claro, mas os seus capangas. Sempre que me encontravam lá ia meia dúzia, ou mais, de ameaças para pagar as rendas que tinha em atraso. Apenas ameaças, pois os fiéis lacaios sabiam bastante bem quem eu era...
Partiu numa noite escura, tal como o seu coração.
Fui acordado de madrugada. Para mim era madrugada. Ainda não eram oito horas e se havia alguém a quem eu odiasse, esse alguém era o inventor do “telelé”, porque este simplesmente não parava de tocar. E quando não eram chamadas, havia sempre recurso às mensagens. 
O “meu patrão” não me deixava descansar, nem que estivesse morto, e ele bem sabia que tinha marcado no calendário a próxima semana, quando a lua estivesse em quarto crescente para tirar férias. Bem, serviço é serviço e conhaque é conhaque, então vamos lá mexer esses pés, dar corda aos sapatos e olear os patins, ala que se faz tarde. Próxima paragem: o palacete do Barão Trindade, há muitos anos radicado na Fonte Nova. De Barão apenas tinha o apelido, porque o facínora era barão sim, mas de outra coisa. Digo era, porque alguém lhe limpou o sebo, já não fumava nem tossia mais, e já agora esperava que os seus “cães” deixariam de andar atrás de mim por causa dos tais atrasos. 
No “palacete”, encontravam-se dois “mastodontes” a guardar a entrada da porta. Fizeram cara feia quando me viram, decerto que esperavam outro inspetor que não eu. Fiz uma careta sarcástica e nem esperei que me convidassem para franquear a entrada. 
Depois de passar pelo enorme hall entrei no gigantesco salão onde se encontrava a viúva “inconsolável”; uma criadita, por sinal bastante jeitosa; um dos meus conhecidos, Marco António, apelidado de “Coxo”, já que tinha uma perna mais curta que outra, resultado de uma rixa por causa de “batatas” (anafado e baixo, mais parecia uma bola de futebol, e se não tivesse o apelido de “Coxo” ficaria bem o “Bolinhas”); o “Baixinho”, que com os seus dois metros e pouco nada tinha de baixinho; o advogado Pinto, homem de estatura média mas pesadão, conhecido por “Mãos-sujas” (este até tinha direito a dormida no palacete, mas eu desconfiava que tinha direito a algo mais); e o irmão da vítima. Deste último, Carlos, apenas se sabia que passava a vida pelas esquinas dos cafés, de madrugada a madrugada, daí a alcunha “Limpa-paredes”. 
A chorosa veio ao meu encontro e com voz entrecortada pelos soluços ia contando que a meio da noite ouviu um estrondo, seguido de um grito agudo, dirigiu-se para o escritório onde sabia que o seu marido estava, e de onde calculava ter vindo o barulho, mas a porta nem sequer se movia. «Parecia estar trancada por dentro. Como não obtive qualquer resposta do meu marido, corri a gritar por todos quantos vivem aqui. Até fui lá fora à casa dos seus assistentes, pois estes dormem no pavilhão que fica a poucos metros daqui. Apenas me lembro depois que o Doutor Pinto, o meu cunhado e o Jorge foram os primeiros a chegar. O Jorge como é alto e forte tentou arrombar a porta, mas não obteve sucesso, depois… depois não sei mais, até que me disseram que desmaiei.» 
Jorge confirmou em parte as palavras da patroa, em parte porque ainda disse que quase deslocara o ombro para rebentar com a porta. Acreditei, porque esta era de madeira boa, já quase não existiam portas assim. Pouco tempo depois, continuava o Jorge a contar: «ouvi barulho no quarto, e a porta abriu-se, o Doutor Pinto tinha partido o vidro da janela exterior, que dava para um pequeno jardim. E foi aí que demos com o corpo estendido no chão, ao lado do cofre que estava aberto. Não sei o que falta porque isso era coisa do patrão.» 
O “Coxo” fala: «Demorei-me um pouco a vestir, mas cheguei a tempo de ver o doutor Pinto abrir a porta, tentei ajudar na medida do possível e ouvi ainda o Jorge dizer para a patroa não entrar. O resto já o “senhor doutor inspetor” sabe.»
Julguei notar uma ponta de ironia nestas últimas palavras, mas …, entrei no escritório e fui deitando uma vista de olhos pelo interior, ao transpor a porta já aberta e desviando-me para o lado de dentro reparei na chave colocada na fechadura, quase junto à parede. Do lado direito, encontrava-se o corpo. Perpendicularmente havia a tal janela que dava para o pequeno jardim, da qual me aproximei e notei poucos pedaços de vidro espalhados pelo chão. Como não era nenhum C.S.I., decidi, antes de falar com o Doutor Pinto, dar uma olhadela no jardim. Chegado aqui e olhando minuciosamente reparei que existiam pegadas bem visíveis, uma mais funda que a outra, e enormes, e estas … bem, estas dirigiam-se para fora. Olhando melhor, duas ou três apenas iam em direção contrária, e estranho… muitos pedaços de vidros, e aqui e ali um ou outro pé de plantas partidos. Não podia fazer mais nada por ali, tinha de esperar pelos meus colegas, mas ainda tinha de ouvir duas possíveis testemunhas. 
Já no palacete chamei o Doutor Pinto, que disse: «ao ouvir os gritos, como tenho sono leve, levantei-me de imediato, o Jorge já estava na porta do escritório e foi aí que me lembrei de entrar pela janela. Quando corri lá para fora, e ao dar a volta para o jardim que dá acesso à janela do escritório, pareceu-me ouvir um ruído abafado de passos e quando o luar apareceu entre as ramadas das árvores na alameda que dá acesso à entrada principal notei um vulto que se escapulia vertiginosamente». 
Antes de sair, chame o senhor Carlos por favor – pedi eu, pensativo. 
Carlos, como sempre acontecia, ainda nem sequer tinha chegado casa, mas o que ele tinha para me dizer já não interessava muito … 
E os meus caros amigos o que acham? 
Tenho razão? 
Porquê?

DESAFIO AO LEITOR
Caro leitor. Desenvolva a sua teoria, sustentando-a com os factos disponíveis, e envie depois a proposta de solução, até ao próximo dia 30 de dezembro, através dos seguintes meios:
- por correio postal, para AUDIÊNCIA GP / O Desafio dos Enigmas, rua do Mourato, 70-A – 9600-224 Ribeira Seca RG – São Miguel – Açores;
- por correio eletrónico, para salvadorpereirasantos@hotmail.com.
E, já sabe, não se esqueça de identificar a solução enviada com o seu nome (ou com o pseudónimo adotado), nem de remeter juntamente a pontuação atribuída ao enigma “Crime Leaks“, de Daniel Falcão, para efeitos de classificação do concurso “Mãos à Escrita!”
 
segunda-feira, dezembro 02, 2019
  FALECEU M. CONSTANTINO

Faleceu no passado dia 30 de novembro, no Hospital de Santarém, onde estava internado, o nosso confrade Manuel Botas Constantino, para nós simplesmente M. Constantino, Zé da Vila ou Mário Campino. O seu corpo foi trasladado nesse mesmo dia para Almeirim, sua terra natal, onde as cerimónias fúnebres se realizaram ontem, dia 1 de dezembro. 
Figura maior do policiarismo português na vertente da produção de enigmas, para além de profundo estudioso e grande colecionador de literatura policial e de mistério, fantástico e ficção científica, com mais de setenta e cinco anos de dedicação ao policiário, Mestre Constantino deixou-nos aos 94 anos. As nossas mais sentidas homenagens.
 
sábado, novembro 16, 2019
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 20 de novembro de 2019
DETETIVE JEREMIAS ISOLA-SE NA LIDERANÇA A MEIO DO TORNEIO
Cumpridas que estão metade das provas, Detetive Jeremias volta a isolar-se na frente da classificação do Torneio “Solução à Vista!”, ao obter a pontuação máxima na decifração do enigma de Búfalos Associados, que têm sido os seus principais opositores na disputa pela liderança.

TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!”         
Solução da Prova nº. 5                     
“… E Também não é uma Cebola”, de Búfalos Associados
No dia seguinte houve nova reunião em casa do inspetor Garrett para apresentação das soluções dos desafios lógicos da véspera. Os resultados foram brilhantes. 
Começando pelo problema dos 31 fósforos, o inspetor apresentou a seguinte dedução:
-“É evidente que o jogador que inicia o jogo pode garantidamente ganhar se deixar sempre para o adversário quatro ou um múltiplo de quatro fósforos. Assim na sua primeira jogada retira 3 fósforos deixando 28 para o adversário jogar, portanto um múltiplo de 4. E vai repetir sempre o processo, de modo a deixar sempre um múltiplo de 4 na mesa. Se o adversário tirar 1 fósforo ele retira 3, se tirar 2 ele retira 2, se tirar 3 ele retira 1. Assim, o número de fósforos em cima da mesa vai sendo sucessivamente de 28, 24, 20, 16, 12, 8 e 4. Quando ficam apenas 4, o segundo jogador não pode evitar perder o jogo, qualquer que seja a jogada que faça. 
A seguir, ao ceder a primeira jogada ao inspetor, o Eugénio, na ânsia de não perder, teve a esperteza saloia de mudar o número inicial de fósforos para 32, começando logo aí o processo dos múltiplos de 4. Só que isso acabou por revelar o truque dos múltiplos de 4 que assim foi descoberto. 
Quanto ao desafio da ilha do Pacífico, dos verdadeiros, dos mentirosos e dos assim assim, a resposta é surpreendentemente fácil. Desde logo o primeiro a responder, que diz ser FALK, não pode ser VERK porque se o fosse teria de falar verdade e então não seria FALK. Mas também não pode ser FALK, porque se o fosse estaria a ser verdadeiro o que não lhe seria permitido como FALK. Então é de certeza ALTERN, e está a mentir. 
O segundo, que diz ser ALTERN, está certamente a mentir porque o ALTERN daquele grupo é o anterior. Logo é FALK e mente, claro. Por exclusão de partes o terceiro só pode ser VERK. Nem precisou de falar. 
Vejamos agora o segundo grupo de três. Quem poderá ser o VERK deste grupo? O quarto e o quinto não podem ser, porque se o fossem estariam a mentir, o que não é próprio dos VERK. Então só o sexto é que pode ser o VERK. E sendo ele o que fala sempre verdade, é porque, como ele diz, o quarto é mesmo o ALTERN do grupo, o qual, dessa vez, teria falado verdade mas como ALTERN. Portanto o quinto que falou é que é o FALK, e mentiu, claro, quando disse ser ALTERN. 
Estes temas foram inspirados nas páginas DESAFIOS que, tal como as do POLICIÁRIO, desapareceram inexplicavelmente das edições do jornal PÚBLICO dos domingos. 
E mais uma vez se prova que a lógica não é nem uma batata, nem uma cebola... É lógica. E pode ser para todos.” 
Foi a vez dos manos Cesário e Eugénio apresentarem a sua lista de falsidades contidas na notícia do jornal. E foram seis: 
01.- A viagem de circum-navegação, iniciada sob o comando de Fernão de Magalhães, foi ao serviço e com o patrocínio do Rei de Espanha, Carlos I (mais tarde Carlos V) e não ao serviço de Portugal e do Rei D. Manuel I, sendo portanto abusivo dizer-se que honrou mais Portugal do que a Espanha. 
02.- Tanto a partida como a chegada não tiveram nada a ver com Lisboa, mas sim com Sevilha, ou melhor, com o porto de Sanlúcar de Barrameda, na foz do rio Guadalquivir. 
03.- Na partida saiu de facto uma armada de cinco navios e centenas de mareantes, mas após as tremendas dificuldades ocorridas durante vários anos na viagem, chegou a Espanha apenas um, de seu nome Victória, com dezoito tripulantes num estado deplorável de doença e mal-nutrição. 
04.- Fernão de Magalhães não concluiu a viagem não voltando pois à Europa. Foi morto a meio da empresa, em combate, perto das atuais Filipinas e substituído por um tripulante chamado Juan Sebastián Elcano que comandou a partir daí. 
05.- A chegada à Europa foi no dia 6 de Setembro de 1522 e não a 6 de Outubro de 1582. 
06.- O principal objetivo da viagem não terá sido provar que a terra era redonda, coisa que já era conhecida na Europa e foi mesmo a razão da viagem. Copérnico já o confirmara no princípio do século ao trabalhar na tese heliocêntrica, a qual só viria a ser tornada pública em 1543 aquando da sua morte. A viagem de circum-navegação iniciada por Magalhães veio no entanto confirmar na prática o que já era sabido antes. Mas o principal objectivo era assaltar as riquezas das Índias orientais, especiarias e outras, mas atingidas navegando para ocidente para evitar encontros com os barcos portugueses. Um dos feitos de Magalhães terá sido procurar e encontrar, navegando para Sul, o estreito que hoje tem o seu nome e que permite passar do Atlântico Sul para o Pacífico sem chegar aos mares gelados da Antártida.”
Aí o inspetor Garrett interrompeu para dizer aos jovens que afinal não tinham investigado todos os pontos naquela frase. Havia mais uma falsidade e muito importante, o que passava o número delas de seis para SETE. E concluiu: 
“07.- A data indicada, a de 6 de Outubro de 1582, também nunca seria possível pela simples razão de que essa data nunca existiu. Este é um truque que já foi usado para apanhar os incautos em problemas policiais. Quando o Papa Gregório XIII decretou a abolição do calendário Juliano, para acerto de datas, o mundo passou do dia 5 de Outubro de 1582 do calendário Juliano para o dia 15 de Outubro do Gregoriano, tendo sido omitidos da História qualquer coisa como os dez dias intermédios. Felizmente, a viagem de Magalhães tinha já ocorrido cerca de sessenta anos antes. E aconteceu mesmo, apesar dos muitos problemas.”
Pontuações/Classificação (após a 5ª. Prova)
A esmagadora maioria dos concorrentes não teve dificuldades em resolver os jogos dos fósforos ou os desafios da ilha do Pacífico. Porém, algumas das falsidades contidas na notícia da viagem de circum-navegação escaparam à perspicácia de mais de metade dos nossos detetives. E poucos referiram que a data 6 de Outubro de 1582 nunca existiu... E assim vai a classificação:
1º. Detetive Jeremias (49+13): 62 pontos;
2º. Búfalos Associados (49+12): 61 pontos;
3º. Inspetor Moscardo (42+11): 53 pontos; 
4ºs. Ego (41+10) e Tempicos & Tempicas (41+10): 51 pontos;
6º. Rigor Mortis (40+10): 50 pontos;
7º. Zé de Mafamude (39+10): 49 pontos;
8ºs. Donanfer II (38+10), Inspetor Mucaba (38+10) e Ma(r)ta Hari (38+10): 48 pontos;
11ºs. Bernie Leceiro (36+10) e Carlota Joaquina (36+10): 46 pontos;
13ºs. Holmes (35+9) e Mancha Negra (35+9): 44 pontos;
15ºs. Bota Abaixo (33+10), Charadista (33+10), Martelo (34+9), Mascarilha (33+10), Mosca (33+10) e Pena Cova (34+9): 43 pontos; 
21ºs. Chico da Afurada (34+8), Detetive Bruno (33+9), Detetive Vasoff (33+9), Faina do Mar (34+8), Haka Crimes (33+9), Inspetor Madeira (32+10), Príncipe da Madalena (34+8), Necas (33+9) e Talismã (34+8): 42 pontos;
30ºs. Dragão de Santo Ovídio (32+9), Inspetor Guimarães (33+8), Inspetor Mostarda (32+9) e Tó Fadista (32+9): 41 pontos;
34ºs. Abrótea (35+5), Amiga Rola (32+8), Arc. Anjo (33+7), Beira Rio (32+8) e Broa de Avintes (33+7): 40 pontos; 
39ºs. Agata Cristas (30+9), Pequeno Simão (31+8), Solidário (31+8) e Vitinho (30+9): 39 pontos;
43º. Santinho da Ladeira (31+7): 38 pontos;
44º. O Madeirense (20+10): 30 pontos;
45ºs. Moura Encantada (18+10) e Oluap Snitram (18+10): 28 pontos;
47º. Airam Semog (26+0): 26 pontos.

CONCURSO “MÃOS À ESCRITA!”       
As avaliações feitas pelos solucionistas em prova e pelo orientador da secção ao enigma “O Caso do Capitão Venâncio” do confrade A. Raposo, resultaram na seguinte pontuação média final: 8,20 pontos. Desta forma, quando ainda são apenas conhecidas as pontuações atribuídas a quatro dos nove enigmas a concurso, a tabela classificativa está assim ordenada:
1º. “Whisky Fatal”, de Rigor Mortis: 8,40 pontos;
2º. “O Caso do Capitão Venâncio”, de A. Raposo: 8,20.
3. “O Estranho Caso da Falsa Mobilidade”, de Bigode: 7,60 pontos;
4º. “Abílio Vai à Bola”, de Daniel Gomes: 6,20 pontos.




 
sábado, novembro 02, 2019
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 5 de novembro de 2019
UM NOVO CONCURSO DE CONTOS POLICIAIS EM MARCHA
Com os nossos torneios de decifração e de produção de enigmas policiais em velocidade de cruzeiro, preparamo-nos agora para dar inicio a um novo concurso de contos. “Um Caso Policial em Gaia” continuará a ser o mote da segunda edição deste concurso, que terá como única obrigação temática o local da ação dos trabalhos, que deverão ocorrer neste concelho do norte do país situado a sul da cidade do Porto. E para que os potenciais concorrentes possam começar desde já a produzir os seus originais, podemos também adiantar que o concurso está aberto a todos, sem quaisquer condicionalismos de idade ou nacionalidade, que se queiram aventurar na escrita de ficção policial, podendo apresentar mais do que um original desde que o façam com pseudónimos diferentes. 
Acrescentamos ainda que os trabalhos deverão ser escritos em língua portuguesa e ter obrigatoriamente o mínimo de duas páginas de formato A4 e o máximo de quatro, escritas a 1,5 espaços, na fonte Times New Roman e com o corpo de letra 12. Por último, duas informações fundamentais: 1) os originais a concurso podem ser enviados a partir de 1 de janeiro do próximo ano, através do email do orientador da secção (salvadorpereirasantos@hotmail.com); 2) a avaliação será feita pelos próprios leitores do AUDIÊNCIA GP, que pontuarão cada conto logo após a sua publicação, numa escala de 5 a 10 pontos, em função da qualidade e originalidade. Em próximas edições explicaremos melhor este processo. Para já, o que importa é ir deitando mãos à escrita...
Entretanto, prosseguem os nossos torneios em curso, com a publicação do enigma que constitui a prova nº. 6 de “Solução à Vista!”, de um dos mais destacados policiaristas nacionais:

TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!”         
Prova nº. 6            
“Crime Leaks”, de Daniel Falcão
Gustavo Santos está sentado, numa solarenga manhã de domingo, na esplanada do Café-Restaurante Sítio do Costume. Continua a rodar a colher dentro da chávena defronte de si, enquanto observa com alguma curiosidade a primeira página do jornal Matutino, pousado sobre a mesa. 
Nos últimos dias, as notícias daquele teor têm surgido a conta-gotas. Dia após dia iam sendo libertados fragmentos de relatórios criminais. “Crime Leaks”, assim era apelidada pelos meios noticiosos estas fugas de informação. Mais um “leak” a juntar-se a vários outros, o que levava muitos a perguntarem sobre qual seria o próximo, numa época em que tudo vinha a público, mesmo as informações mais privadas. 
Gustavo Santos abre o jornal e lê atentamente a mais recente fuga de informação que aparece reproduzida na terceira página. O texto em causa divulga informações, que deviam ser confidenciais, sobre o homicídio de Manuel José Carvalho, ocorrido em finais de dezembro de 2018. 
Pela leitura do texto publicado, ficava-se a saber que a vítima fora encontrada no seu escritório pelo companheiro. Este afirmara que, assim que deparou com o corpo, imediatamente ligara às autoridades. Os agentes destacados para o local não tiveram dificuldade em concluir, pelas peças partidas, pelos móveis deslocados e pelos papéis espalhados pelo chão, que ali ocorrera uma violenta disputa. Disputa que teria terminado com a vítima a ser fortemente golpeada na cabeça com o pisa-papéis, encontrado mesmo ao lado do corpo. 
Alexandre Miguel Duarte, assim se chamava o companheiro da vítima, declarara que naquela noite saíra com uns amigos comuns, mas que o Manuel ficara em casa, pois tinha agendado receber uns clientes, situação que ocorria com alguma frequência. Acrescentara ainda que, ao chegar a casa, pouco depois da meia-noite, se apercebera que o companheiro ainda estaria no escritório, pois a luz estava acesa. Decidira não interromper e subira para o quarto, situado no primeiro andar, adormecendo mal se deitara na cama. Seriam umas cinco horas da manhã quando acordou e reparou que o Manuel ainda não se deitara. O que achou estranho. Desceu as escadas, bateu à porta do escritório e, como a luz continuava acesa e não teve qualquer resposta, abriu a porta e entrou. Foi nessa altura que deparou com o escritório todo desarrumado e com o corpo do companheiro. 
Segundo o relatório policial, a vítima tinha próximo da sua mão esquerda uma magnífica espátula para abrir cartas, com cabo em madrepérola e lâmina em tartaruga natural. Desta vez, a espátula teria servido para marcar o soalho com o que parecia ser um número: 942. Qual seria o seu significado? Era algo que ainda estava por esclarecer. Se é que significava alguma coisa. 
O agente responsável chegou a questionar o companheiro da vítima, ainda no local, sobre quem seria a pessoa ou pessoas com quem Manuel José Carvalho tinha agendado reunir. Num primeiro instante, o inquirido manifestou desconhecimento. Logo depois acrescentou que, nos últimos dias, havia alguns assuntos que ocupavam muito do tempo do companheiro, envolvendo dois clientes: Francisco João Sá e Isidro Diogo Baganha. Suspeitava que a reunião teria sido marcada com algum deles, mas não sabia qual. 
As últimas informações disponíveis sobre este caso referiam que o companheiro da vítima, segundo as suas próprias declarações, saíra de casa pouco depois das oito horas, tendo chegado ao local do encontro, a cerca de uma dezena de quilómetros, cerca de meia hora depois, pois era muito cuidadoso na condução. 
Gustavo Santos leu e releu os elementos agora divulgados e começava a ter uma ideia do que sucedera na noite do crime. 

DESAFIO AO LEITOR
E o leitor também tem alguma teoria? Em caso afirmativo, desenvolva essa teoria, sustentando-a com os factos disponíveis. E envie depois o respetivo relatório para o organizador da secção, até ao próximo dia 30 de novembro, através dos seguintes meios:
- por correio postal, para AUDIÊNCIA GP / O Desafio dos Enigmas, rua do Mourato, 70-A – 9600-224 Ribeira Seca RG – São Miguel – Açores;
- por correio eletrónico, para salvadorpereirasantos@hotmail.com.
E, já sabe, não se esqueça de identificar a solução enviada com o seu nome (ou pseudónimo adotado), nem de remeter juntamente a pontuação atribuida ao enigma “… E Também não é uma Cebola“, de Búfalos Associados, para efeitos de classificação no concurso “Mãos à Escrita!”.


 
enigmas e contos policiais

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