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Saturday, April 20, 2019
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 20 de abril de 2019 ALARGADO O PRAZO DE ENVIO DE ENIGMAS PARA O CONCURSO “MÃOS À ESCRITA!” Expirado que está o prazo inicial de envio de enigmas para o concurso “Mãos à Escrita! – 2019”, registámos até ao momento a receção de apenas seis originais, pelo que decidimos conceder mais trinta dias para o efeito. Ou seja, os produtores interessados em participar nesta iniciativa podem enviar os seus problemas até 15 de maio. Em consequência desta prorrogação do prazo, o arranque do torneio de decifração “Solução à Vista! – 2019”, acontece apenas no dia 5 de junho. Entretanto, aproveitamos este compasso de espera para publicar o conto do confrade Rigor Mortis que obteve um honroso segundo lugar no concurso “Um caso policial em Gaia” (2017): CRUZEIRO NO DOURO, de Rigor Mortis I - Parte Tempo maravilhoso. Céu quase limpo, nuvens esparsas que não cobriam o sol. Uns vinte e poucos graus excelentes, convidando à manga curta sem incomodar pelo calor… Assim tinha decorrido o cruzeiro, nos seus quase oito dias pelo Douro! Paisagens de deleite, encostas verdejantes polvilhadas de casas lindas. Várias paragens e excursões para visitar a Régua, Pinhão, Castelo Rodrigo e, claro, um par de produtores de vinho do Douro e do Porto. Com provas, naturalmente. Agora, já no fim do cruzeiro, os viajantes davam por bem empregue a semana, já um pouco cansados de tanta movimentação em tão poucos dias. Não tinham sido apenas as vistas e as visitas. A convivência dentro do excelente barco, as refeições em conjunto, as pernoitas todos num mesmo local tinham levado a que os viajantes se tivessem conhecido em pouco entre si, eles que, à partida, se desconheciam completamente. O encanto dos locais visitados, aliado à natural predisposição de todos para passarem uma semana agradável, facilitou o estabelecimento de amizades ou, pelo menos, de uma convivência bem para além de simples “compagnons de route”. A ponto mesmo de gerar alguns flirts ocasionais… Ou, quem sabe, talvez não tão ocasionais assim… De entre todos os viajantes, três casais se destacaram naturalmente. Sempre juntos, sempre entusiastas por mais uma “aventura”, eram os primeiros a aparecer cada dia, e os últimos a recolherem-se às suas cabinas, sempre depois de um par de horas de jogatana no Bridge no salão do barco, a seguir ao jantar. Ficaram bem conhecidos também pelo entusiamo que dedicavam ao jogo, e pela forma como discutiam acaloradamente cada mão jogada, quase sempre discordando do que o parceiro tinha feito… Os seis conheciam o Bridge, uns melhor, outros pior, pelo que as parceiras iam rodando. Mas, seguindo conselhos sábios, nunca formando uma parceria entre marido e mulher… Dois dos casais eram portugueses, Miguel e Ângela, Marcelo e Teresa. O terceiro era multinacional: Erika norueguesa, Vassili russo. Os portugueses tinham a sua residência em Lisboa e em Coimbra, os outros habitavam normalmente em Paris, mas passavam mais tempo a viajar que em casa. Miguel e Marcelo eram portugueses típicos, bem constituídos, um tudo nada sobre o excesso de peso. Marcelo, uns centímetros mais alto, era o mais simpático, sempre sorridente. Bem dispostos mas nunca dispostos a dar de barato qualquer discussão. Eram quase sempre os mais teimosos à volta da mesa de Bridge, mas também os mais tagarelas nas excursões e visitas que o grupo tinha feito, entabulando conversa fácil com todos os outros viajantes. Vassili era ensimesmado, passando mais tempo calado do que qualquer outro. Não porque não fosse relativamente fluente em português, pelo contrário, mas pela sua natureza algo soturna. Quando se envolvia nalguma das discussões habituais à mesa de jogo, notava-se facilmente que tinha pouca paciência, atingindo rapidamente uma atitude abrupta, a roçar a violência. De compleição atlética, as feições duras combinavam bem com os olhos cinzento-metálico. Era sem dúvida um personagem estranho. Dotado de uma cultura invulgar – falava fluentemente inglês e norueguês, a par do russo natal, além de um razoável domínio do francês, português e italiano – quem quer que estivesse com ele alguns minutos não conseguia conter uma sensação indefinível de que era um homem violento por natureza, capaz de atos extremos por razões mínimas. Ângela e Teresa eram bem parecidas, mas apenas isso. Erika, pelo contrário, era dotada de uma beleza extraordinária. Corpo escultural, feições delicadas e perfeitas emolduradas por uma cabeleira platinada cujos longos caracóis lhe chegavam aos ombros. Olhos azuis esverdeados, tristes mas inquisitivos. Erika despertara desde o primeiro dia o interesse dos outros viajantes, sem surpresa com bem maior intensidade por parte dos homens… Não se podia dizer que ela de alguma forma provocasse esse interesse, mas a verdade é que também nada fazia para o evitar, nem quanto ao traje, nem quanto à sua postura, nem quanto à forma como, quando observada por alguém, devolvia a mirada com um olhar intenso não desprovido de alguma provocação… De todos, Marcelo foi o que maior perseverança exibiu nas suas aproximações a Erika, criando algum desconforto inicial a Teresa que foi evoluindo para uma evidente e não escondida sobranceria e despeito. Diariamente Marcelo questiona Erika sobre a sua disposição, sobre o que tinha apreciado mas na véspera, o que pensava que iria ver nesse dia, o que tinha gostado mais na última refeição… Durante a excursão a Castelo Rodrigo, Marcelo notou uma pequena mancha escura no malar esquerdo de Erika, não completamente disfarçada pela maquilhagem. Tocando-lhe com a mão, perguntou o que era. A resposta foi um leve encolher de ombros e um misterioso “Vassili…”, dito em surdina. Se a viagem tinha já sido marcada por inúmeras ocasiões em que os passageiros tinham tido oportunidade de gozar vistas magníficas, a aproximação a Gaia, ao fim da tarde do último dia, tinha sido memorável! Todos os viajantes se tinham postado no deck superior do barco, para melhor poderem observar ambas as margens do rio. As pontes de São João e do Infante, sem características arquitetónicas muito notáveis, não fizeram brotar grandes comentários. Mas a ponte Maria Pia, entre aquelas duas, e sobretudo a D. Luís, pelo contrário, mereceram rasgados elogios. À aproximação daquela extraordinária obra de engenharia que era a ponte D. Luís, com as Fontainhas à direita e a serra do Pilar à esquerda, com o magnífico mosteiro no cimo, os viajantes estavam extasiados! E os intrincados casarios quer do lado do Porto, quer de Gaia, logo a seguir, ainda mais contribuíram para o seu deleite! Todos se mantiveram nos seus postos de observação durante as manobras de acostagem no Cais de Gaia, incansáveis a observar e comentar aquela casa ali, aquele aglomerado acolá, as esplanadas ao longo do cais, o colorido dos edifícios, a vida que borbulhava por todo o lado. Quando a sineta tocou na sala de refeições, ouvida facilmente em todo o barco, relativamente pequeno, foi a contragosto que os passageiros desceram ao deck, dirigindo-se lentamente para o último jantar a bordo. Nessa noite, já acostado ao cais de Gaia, os nossos três casais não tinham dispensado uma última sessão de Bridge, como sempre no salão do barco. Mas nessa noite Vassili não jogou. Deixou-se ficar sentado no sofá ler revistas, apenas interessado no jogo quando despontava alguma discussão, mas a meio da sessão retirou-se para a cabina. Os outros cinco recolheram aos seus camarotes, por fim, por volta da uma hora da madrugada, todos no mesmo corredor. Quando os dois casais portugueses se aprestavam a entrar nas suas cabinas, ouviram o grito estridente de Erika. Em sobressalto, correram à porta do camarote de Erika e Vassili. Erika estava de pé, meio metro dentro, mãos na boca abafando o grito. Olhando para o interior, os quatro viram a cama, em cima da qual jazia Vassili com o rosto ensanguentado. O grito chamou a atenção de outros passageiros que, abrindo as portas dos seus camarotes procuraram também saber o que se passava. Alguns minutos depois o próprio comandante do navio chegou ao local. (continua)  
Friday, April 05, 2019
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 5 de abril de 2019 O PRAZO DE ENVIO DE ENIGMAS TERMINA NO PRÓXIMO DIA 15 O prazo de envio de originais para o concurso de produção de enigmas policiários “Mãos à Escrita! - 2019”, aberto a todos os que se queiram “aventurar” na escrita deste género de ficção, termina no próximo dia 15 de abril. Sem temática definida, tendo apenas como condição o limite máximo da dimensão do enunciado (duas páginas A4, com o tipo de letra Times New Roman, corpo de letra 12 e espaçamento de 1,5 linhas) e da solução (página e meia A4, com o mesmo espaçamento e idêntico tipo e corpo de letra), os textos concorrentes devem ser enviados para o e-mail do orientador da secção (salvadorpereirasantos@hotmail.com). Após concluído o processo de receção dos originais a concurso, será então anunciado o número de provas que constituem o torneio de decifração “Solução à Vista! - 2019”, com arranque previsto para o próximo mês. Estão assim lançadas todas as peças para o recomeço de ambas as competições! O Desafio dos Enigmas no Convívio da TPL Recordamos, entretanto, que se realiza no dia 19 de maio, com início às 12h00, o XVI Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade (TPL), tendo por palco o Restaurante Sabores de Sintra, situado na rua 1º. de Dezembro, 16/18, em São Pedro de Sintra, do músico Fernando Pereira, que não deixará de brindar os convivas com alguns temas do seu vasto repertório. Essa atuação não consta para já na “ementa” desta jornada de amizade e camaradagem do universo policiário nacional, sendo provavelmente um dos grandes segredos da organização, que nos fez chegar a seguinte mensagem: “Brevemente daremos mais pormenores sobre o programa do evento, mas podemos desde já anunciar o lançamento de publicações como “Borda d´Água do Conto Curto – 2019”, escrito por doze autores convidados, e uma edição de homenagem ao nosso confrade e fraterno amigo Nove/Verbatim que há pouco tempo tristemente nos deixou”. Os leitores interessados em participar neste Convívio da TPL devem fazer a sua inscrição até às 19h00 do dia 17 de maio, através dos telefones 213548860, 966173648 (António Raposo) e 965894986 (Rui Mendes). O orientador da secção O Desafio dos Enigmas, por seu lado, não deixará de marcar presença, aproveitando aliás o evento para divulgar as iniciativas em curso e proceder à entrega dos prémios relativos às últimas competições. Justifica-se, por isso, a participação de todos os premiados no torneio de decifração “Solução à Vista! - 2018” e no concurso de enigmas policiário “Mãos à Escrita! - 2018”. Aos “detetives” residentes a norte do país sugere-se o uso do primeiro comboio Alfa Pendular (partida do Porto 06h40) até Lisboa (estação de Santa Apolónia), onde serão recolhidos e transportados até São Pedro de Sintra, desde que comuniquem essa intenção através do email salvadorpereirasantos@hotmail.com. Não é, portanto, por falta de transporte que qualquer dos leitores do jornal AUDIÊNCIA GP ou seguidores do blogue Local do Crime com vontade de viver a experiência deste convívio da TPL poderá alegar impossibilidade de o fazer. O momento difícil que atravessa o policiarismo nacional justifica, aliás, uma participação massiva neste evento, onde o estúpido desaparecimento da secção Policiário das páginas do jornal Público, espaço-charneira da modalidade durante mais de 17 anos, não deixará de ser abordado. Por outro lado, esta é uma importante oportunidade para conhecer o rosto e a verdadeira identidade dos “detetives” premiados nas competições organizadas pela nossa secção, cujas classificações ficaram assim ordenadas: Torneio “Solução à Vista!” 1º. Detetive Jeremias: Troféu Audiência Grande Porto; 2º. Daniel Falcão: Taça Natércia Leite’; 3º. Bernie Leceiro: Taça Severina; 4º. Ariam Semog: Taça Medvet; 5º. Zé de Mafamude: Medalha de Participação; 6ºs. Inspetor Mucaba, Madame Eclética e Ma(r)ta Hari: Medalha de Participação; 9º. Rigor Mortis: Medalha de Participação; 10º. Bigode: Medalha de Participação. Concurso “Mãos à Escrita!” 1º. “A Lógica não é uma Batata”, de Búfalos Associados: Taça M Constantino; 2º. “O Dia em que Méno Rock Morreu”, de Bernie Leceiro: Taça Zé da Vila; 3º. “Contas Desajustadas”, de Verbatim: Taça Mário Campino. Enigma de Abertura do Torneio “Solução à Vista! – 2019” Os enigmas participantes no concurso de produção policiária “Mãos à Escrita! – 2019” constituirão os problemas do torneio de decifração “Solução à Vista! – 2019”, que ambicionamos venha a ser composto por 9 provas. Até ao momento apenas estão garantidos dois enigmas. Um deles é da autoria de Rigor Mortis, e o outro, que marcará o arranque da competição é um original do confrade Gomes, que também teve honras de abertura na edição iniciada em 2018. Gomes (Daniel Gomes) é um leitor que nos acompanha desde a primeira hora, participando em todas as provas de decifração até hoje realizadas e no concurso de contos levado a cabo em 2017, onde conquistou uma menção honrosa do Júri com o original “Viagem de Teleférico”. Nascido e criado em Vila Nova de Gaia, na freguesia de Santa Marinha, Daniel Gomes despertou para a problemística policiária através da leitura desta nossa secção, na sequência lógica da sua paixão pela literatura policial. Devorador compulsivo dos grandes clássicos de Agatha Christe a Arthur Conan Doley, de Patricia Hamilton a Georges Simenon, de Raymond Chandler a Lisa Gardner, de Edgar Allan Poe a Ruth Rendell, apesar de ligado profissionalmente ao mundo informático, onde é comum fazer-se a defesa da desmaterialização da literatura, o autor do enigma que assinala a abertura das nossas competições do ano em curso não dispensa o prazer da leitura de um bom romance policial em suporte físico, trazendo sempre como companhia um desses exemplares. Ao mesmo tempo que também deita “mãos à escrita”!...  
Wednesday, March 20, 2019
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 20 de março de 2019 ENTREGA DE PRÉMIOS NO CONVÍVIO DA TPL EM SINTRA Está confirmado! A entrega dos prémios relativos aos torneios “Solução à Vista!” e “Mãos à Escrita!”, que se realizaram entre maio de 2018 e fevereiro de 2019, terá lugar no restaurante Sabores de Sintra, situado na rua 1º. de Dezembro, 16/18, em São Pedro de Sintra, no próximo dia 19 de maio. A “cerimónia” decorrerá durante a realização do XVI Convívio da Tertúlia Policiária da Liberdade (TPL), que arranca às 12h00 com a receção dos convivas e se estenderá até ao final da tarde, depois de cumprido o programa que ainda se encontra no segredo dos organizadores. Para já, o que se sabe é que após o repasto, normalmente do agrado de todos, proceder-se-á à apresentação de um “BORDA DE ÁGUA do Conto Curto para 2019”, escrito a doze mãos, a que se seguirá a já tradicional homenagem a uma figura da nossa “tribo policiária”. Recorde-se que, ao longo dos últimos quinze anos, a TPL prestou homenagem a nomes como Luís Pessoa/Inspetor Fidalgo, Severina, Daniel Falcão, Sete de Espadas, Manuel Constantino (duas vezes homenageado), Zé, Rip Kirby, Avlis & Snitram, Inspetor Boavida, Jartur, Inspetor Aranha, Onaírda, Detetive Jeremias, Nove/Verbatim, A. Raposo & Lena e Búfalos Associados, para além da Tertúlia Policiária do Norte, da secção Público Policiário, do Blogue Crime Público, do Site Clube de Detetives e de… Aristides de Sousa Mendes, diplomata português que durante a II Guerra Mundial salvou mais de 30.000 vidas da perseguição nazi, na década de 1940, no que é considerado como a maior ação de salvamento empreendida por uma pessoa individual – o que nos levou até à sua degradada Casa do Passal, em Cabanas de Viriato. Antes do momento de homenagem do XVI Convívio da TPL, que honrará o percurso de mais uma figura da família policiária, proceder-se-á então à distribuição dos prémios relativos às competições da secção O Desafio dos Enigmas, que distinguirá os seguintes “detetives”: Torneio “Solução à Vista!” 1º. Detetive Jeremias: Troféu Audiência Grande Porto 2018; 2º. Daniel Falcão: Taça Natércia Leite’; 3º. Bernie Leceiro: Taça Severina; 4º. Ariam Semog: Taça Medvet; 5º. Zé de Mafamude: Medalha de Participação; 6ºs. Inspetor Mucaba, Madame Eclética e Ma(r)ta Hari: Medalha de Participação; 9º. Rigor Mortis: Medalha de Participação; 10º. Bigode: Medalha de Participação. Concurso “Mãos à Escrita!” 1º. “A Lógica não é uma Batata”, de Búfalos Associados: Taça M Constantino; 2º. “O Dia em que Méno Rock Morreu”, de Bernie Leceiro: Taça Zé da Vila; 3º. “Contas Desajustadas”, de Verbatim: Taça Mário Campino. E pronto. Antes de passarmos à publicação da conclusão do conto “Assalto ao Banco”, do confrade Bigode, aqui deixamos o convite a todos os nossos leitores para que compareçam em mais esta grande jornada de saudável camaradagem e amizade do mundo policiário nacional. ASSALTO AO BANCO Conto de Bigode II - Parte (Conclusão) Oito horas e trinta minutos. O banco acabara de abrir. Rui estacionou em frente, deixando o motor a trabalhar. Os seus comparsas entraram de rompante. Os poucos clientes ameaçados com armas de fogo, deitaram-se no chão, quietos, enquanto os funcionários das caixas iam enchendo de notas a saca de serapilheira, que não escorregava das mãos. Saca atestada, Celso e Zé meteram-se rapidamente no carro. Entretanto o alarme anti roubo disparou num ruído tremendo. O veículo conduzido pelas mãos experientes de Rui ia rumo a Oliveira do Douro e à garagem, cujo portão basculante tinham destrancado e cortado o alarme, horas antes. Enfiaram o carro na garagem e fecharam-na. Pausa. Mudar chapas de matrícula, ganhar tempo. Celso tinha habilidade para isso, e uma saca cheia de notas no porta-bagagem é reconfortante. A polícia procurá-los-ia fora da cidade. Não iriam pensar que se esconderiam tão perto do local do crime. Nisto toca o telemóvel e Celso atende. É Magda. - Olá amor. Não há quem te veja. - Fui a Santiago de Compostela, querido. Não te disse porque não queria incomodar-te com as minhas inquietações espirituais. Estou em Gaia. - Eu, em Oliveira do Douro, com o Rui e o Zé. - Esses inúteis não te largam – replicou Magda. - O mundo é pequeno – disse Rui – e tão preocupado que andavas, por não saberes dela. - É mesmo – pensou Celso, que transpirava enervado. - Vou ter convosco – E Magda desligou-lhe o telemóvel. Por momentos perplexo, Celso olhava o aparelho, e colocava-o novamente no ouvido para se acreditar na atitude da apaixonada. O silêncio que caiu como um nevão, entre a quadrilha, foi quebrado pelo barulho de carros a travarem no exterior da garagem. Não pensaram sequer em fugir, quando o portão se elevou e Magda e seis polícias armados os detiveram. - Então, querido – dizia Magda a Celso, enquanto o algemava – o empréstimo pessoal para a nossa lua-de-mel foi aprovado? A carranca de Celso estava muda. Foi a vez de Zé e Rui lhe dizerem dececionados: - Sua excelência D. Celso, namoras com uma polícia infiltrada e só descobres ao efetuarem-nos a prisão.  
Tuesday, March 05, 2019
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 5 de março de 2019 UM CONTO POLICIAL NA PAUSA DAS NOSSAS COMPETIÇÕES Na ressaca do fim das nossas competições, que se estenderam de maio do ano passado até finais de fevereiro último, e enquanto os “detetives” recarregam as “células cinzentas” para os próximos desafios, iniciamos hoje a publicação de um dos contos premiados (4º. Lugar) no concurso “Um Caso Policial em Gaia” realizado em 2017. É seu autor um policiarista de Santarém conhecido entre a “nossa tribo” como George Gruber, Insp. Moscardo ou… Bigode. ASSALTO AO BANCO Conto de Bigode I - Parte Começava a amanhecer. Rui aproximava-se de Vila Nova de Gaia. Conduzia veloz o carro roubado. Celso tinha-lhe ligado para ir ter com ele e o Zé, ao hotel onde estavam hospedados. Entrou numa rua movimentada, abrandou. Os transeuntes apressados caminhavam até à paragem do autocarro, a fim de se deslocarem para o trabalho. ooo///ooo No hotel, Celso – o chefe da quadrilha. Cara de patife, erudito mal sucedido, vagamente licenciado em qualquer coisa, com o crime por profissão – brincava por se ter acabado a cerveja e o tabaco simultaneamente. De telemóvel no ouvido esperava que a namorada atendesse. Não sabia dela. Entretanto Zé chamou-o. Rui estava ao telemóvel a perguntar pelo domicílio do hotel. - Não tens que enganar, rua da Bélgica, mais ou menos a um quilómetro da ponte da Arrábida – disse-lhe. Rui chegou, estacionou e dirigiu-se à receção. Minutos depois estava com os amigos. Tratava-se de um “trabalhinho” lucrativo, a efetuar numa discreta agência bancária, que tinham debaixo de olho. O plano estava elaborado. O terreno tinha sido reconhecido com cautela. Havia uma casa desabitada com garagem de portão basculante, a uma distância ideal para se esconderem, até as coisas acalmarem. Eles “limpariam” o banco enquanto Rui, lá fora, esperaria dentro do carro. Iriam atuar na madrugada seguinte. Tinham o dia pela frente. Celso pedira ao serviço de quartos, mais tabaco, cerveja e pequeno-almoço para três. Rui – alto, de trunfa ruiva, esgadelhada – com a sua secreta paixão por ornitologia, pensava ir até à reserva natural observar algumas garças-reais. Entretanto Zé pegou no carro que Rui furtara, procurou uma zona deserta para o abandonar, e regressou com outra viatura, mais apropriada para o assalto. Celso não dispensava praia. Madalena, Lavadores, Miramar ou Salgueiros? Qual desses areais seriam os seus anfitriões? Zé franzino e ligeiro, – um rosto beato, com cheiro de sacristia – criado no campo, apreciava a natureza em geral. Cabelo cortado à máquina zero. Apreciava o vinho e os seus derivados. Caves de vinho do Porto seriam uma visita indispensável. Estudara arquitetura, até ser expulso da faculdade, o que o obrigou a regressar cedo à pacatez rural. Interessava-se por edifícios majestosos e estilos artísticos de construção. Não conhecia ainda o Mosteiro da Serra do Pilar. Escolheram o itinerário, que permitisse conhecerem juntos os locais da cidade do seu agrado. Rui, exímio condutor, pôs o automóvel em marcha. Tomaram um cimbalino na esplanada sossegada de um bar. Nalguns pormenores do plano, não havia ainda consenso, de momento. De modo que Zé – com ar de crápula em dia de folga – disse para os cúmplices: - A cabeça pensa melhor, de estomago cheio. - Confesso que tenho o dito cujo a dar horas. Vamos às francesinhas – disse Rui. - Ótimo – concordou Celso –. Há que tempos que não como uma. De novo no carro, foram até um restaurante conhecido, pela qualidade desse prato típico. Beberam então uns largos canecos de vinho verde, e fumaram alguns cigarros. (Celso, pensou para ele mesmo, sem querer: E Magda não dá sinal de si?) Magda, a sua namorada mais recente. Morena. Olhos grandes, azuis. Cintura de vespa, ancas a condizer. Abrasadora. Retirou-a, por instantes, do pensamento e convocou o bando. - Primeiro o Mosteiro, depois biquínis, e a seguir, gaivotas? - E “penetrar” colados a um grupo de turistas nas caves de vinho do Porto! – Exclamou Zé. O camponês rebelde – que habitava o seu inconsciente – que em puto andara aos ninhos, e apanhava fruta no pomar do vizinho, revelava-se à horda imaginária. - Vamos a isso, antes que se faça tarde – disse Rui, ao mesmo tempo que acendia outro cigarro. - Toca a tirar umas fotos a essa beleza de estilo maneirista – disse Celso para Zé. Este por sua vez – enquanto por um lado fotografava o monumento, e por outro contemplava o Douro do alto da Serra, donde se goza de uma vista incomparável sobre o Porto – lembrou-se – a propósito de quê? – da excelente qualidade dos ténis com que fugira à frente da polícia, depois de pedir “emprestado” um livro raro da biblioteca de um endinheirado famoso. Ao passarem pelas centenárias caves de Porto, um avultado grupo de turistas chamou-lhes a atenção. Oportunidade ideal de misturarem com eles, enxergar o encantamento dos Porto vintage, em todas as etapas da sua existência, em garrafa e fora dela: provando a bebida dos deuses. Praia do Salgueiros à vista. Veio à ideia de Celso alguns resultados de futebol com que o Salgueiros surpreendera alguns clubes “grandes”, mas depressa as formosas sereias de fio dental, ocuparam todos os sentidos disponíveis ao pessoal do gang. Banhos tomados, corpos ligeiramente bronzeados, cervejas bebidas, a súcia desloca-se rapidamente para perto da Afurada, Reserva Natural do Estuário do Douro. Rui avistou uma garça-real. As fotos dela em pleno voo ficaram tremidas. Gaivotas “conversadeiras”, entre si, entregavam-se à tarefa de manutenção de limpeza de resíduos viscerais acarretados pelo rio. Celso recebeu uma SMS de Magda no telemóvel. Perguntava simplesmente: «Onde estás?» Celso respondeu-lhe. Coçou a careca que há uns para cá alastrava na sua cabeça arredando o cabelo para fora dela. Magda não respondeu. Está na hora de regressar ao hotel. Arrefecer as ideias. Planear a fuga de maneira a não sermos apanhados. - Zé, confirmaste a disponibilidade da garagem? - Confirmado. (conclusão na próxima edição)  
Wednesday, February 20, 2019
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 20 de fevereiro de 2019 E OS VENCEDORES SÃO… BÚFALOS ASSOCIADOS E DETETIVE JEREMIAS! Chega hoje ao fim a grande maratona policiária iniciada em maio do ano passado, com a publicação dos resultados das propostas de solução apresentadas ao último enigma do torneio de decifração “Solução à Vista!” e da pontuação atribuída àquele original de Detetive Jeremias no âmbito do concurso de produção “Mãos à Escrita!”, que fecham as respetivas classificações. E, feitas as contas, os vencedores são… Detetive Jeremias como solucionista e Búfalos Associados enquanto produtores! No torneio de decifração, a primeira disputou taco-a-taco a vitória com Daniel Falcão, num animado confronto que originou sucessivas soluções de grande criatividade, bastante imaginativas e pormenorizadas, durante as nove provas, dificultando desta forma o processo de atribuição de pontuação do orientador da secção. A fechar o pódio deste torneio, Bernie Leceiro confirmou o seu excelente momento de forma como solucionista. No caso do concurso de produções, o enigma vencedor (“A Lógica não é uma Batata”, de Búfalos Associados) cedo se distanciou dos seus concorrentes, com uma média de 7,90 pontos atribuída pelos solucionistas e orientador da secção, sendo “incomodado” apenas à oitava jornada pelo enigma de Bernie Leceiro (“O Dia é quem Méno Rock Morreu”), que ficou a uma décima da liderança da competição, relegando para a terceira posição do pódio o enigma (“Contas Desajustadas”) do saudoso confrade Verbatim. Mas vejamos então a solução do enigma que fechou as nossas competições e como ficaram os respetivos quadros classificativos finais: TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!” Solução da Prova nº. 9 “Fiasco”, de Detetive Jeremias Cada um de nós tem uma forma distinta e muito própria de imaginar o ambiente, os acontecimentos e as pessoas. No entanto existem aspetos ligados aos acontecimentos, mais ou menos relevantes, que constituem uma realidade comum a todos os leitores deste caso. Luísa Lourenço, a mulher cuja casa foi invadida, recebeu bilhetes para um espetáculo facilmente identificável, quando é tomado em consideração a data, o local e a designação de Grande Final. Trata-se do Festival Eurovisão da Canção. É também claro que a oferta dos bilhetes não passou de um esquema de um mariola para deixar a habitação sem ninguém o tempo necessário para procurar o dinheiro resultante do negócio da venda dos pinheiros. As “Reflexões” dos diferentes personagens correspondem aos seus pensamentos íntimos e, por isso mesmo, espelham a verdade. Não há contradições entre os intervenientes, Luísa, a vítima, Lina, a prima e o velho Tripeça que roça as silvas. Todos coincidem nas suas reflexões, até mesmo o insuspeito cão Piloto, cuja conivência foi assegurada com um osso avantajado. Quanto aos dois possíveis suspeitos, identificados como “Personagem E” e “Personagem F” é evidente que o primeiro, apesar do seu passado, não pode ser o culpado porque sabe qual é o local onde Luísa guarda o dinheiro – a lata do café. Por outro lado, o “Personagem F” revela mentalmente o esquema que delineou para poder ficar com o dinheiro da vítima. Na verdade, só a resposta dos exames periciais poderá identificar o culpado, mas se me baseasse nos nomes apostava no Tó Pichelingue para o “Personagem E” e no Nélson Miolos para o “F”. Pontuação e Classificação Final A maioria dos concorrentes do nosso torneio de decifração não teve grandes dificuldades em concluir “quem era quem” no enigma da autoria de Detetive Jeremias e em reconstruir tudo o que se terá passado naquele dia 12 de maio de 2018, mas alguns deles sofreram “escorregadelas” inesperadas e aparatosas. Uns confundiram o cão de Luísa Lourenço (“Olá… Cheira-me a alguém. Ena pá! Grande osso!”) com uma hipotética vizinha desta, o que lhes valeu a perda de dois pontos. E outros esqueceram-se de identificar o evento programado para o Parque das Nações que levou as primas Luísa e Lina a ausentarem-se do lugar conhecido como Casalinho dos Cadimas, o que acabou por custar-lhes um ponto! E entre estes estão alguns dos nossos mais experimentados solucionistas. Tais factos levam-nos a repetir de novo o velho conselho de… leituras atentas dos enigmas, para uma melhor e mais correta interpretação dos seus enunciados. 1º. Detetive Jeremias (84+10): 104 pontos; 2º. Daniel Falcão (84+8): 102 pontos; 3º. Bernie Leceiro (83+13): 96 pontos; 4º. Ariam Semog (81+12): 93 pontos; 5º. Zé de Mafamude (81+9): 90 pontos; 6ºs. Inspetor Mucaba (78+10), Madame Eclética (78+10) e Ma(r)ta Hari (78+10): 88 pontos; 9º. Rigor Mortis (77+9): 86 pontos; 10º. Bigode (74+11): 85 pontos; 11ºs. Chico de Laborim (73+10), Gomes (75+8) e Inspetor Guimarães (73+10): 83 pontos; 14ºs. Carlota Joaquina (72+10), Charadista (72+10) e Pena Cova (72+10): 82 pontos; 17ºs. Beira Rio (71+10), Broa de Avintes (71+10) e Chico da Afurada (72+9): 81 pontos; 20ºs. Arc. Anjo (70+10), Bota Abaixo (70+10) e Inspetor Madeira (71+9): 80 pontos; 23ºs. Abrótea (72+7), Detetive Bruno (69+10), Haka Crimes (70+9), Holmes (71+8), Necas (70+9) e Talismã (70+9): 79 pontos; 29ºs. Martelo (68+10) e Santinho da Ladeira (69+9): 78 pontos; 31ºs. Mascarilha (67+9), Solidário (68+8) e Vitinho (68+8): 76 pontos. CONCURSO “MÃOS À ESCRITA!” As avaliações feitas ao enigma “Fiasco”, de Detetive Jeremias, resultaram numa pontuação média final de 7,40 pontos, que quase o levaram ao pódio. Duas magras décimas remeteram-no para a quarta posição da classificação, à frente de meia dezena de outros problemas policiários de inegável qualidade, que ficaram a menos de um ponto dos lugares cimeiros com direito a prémio. 1º. “A Lógica não é uma Batata”, de Búfalos Associados: 7,90 pontos; 2º. “O Dia em que Méno Rock Morreu”, de Bernie Leceiro: 7,80 pontos; 3º. “Contas Desajustadas”, de Verbatim: 7,40 pontos; 4º. “Fiasco”, de Detetive Jeremias: 7,20 pontos; 5º. “As 3 Poltronas”, de Rigor Mortis: 7,10 pontos; 6º. “Ida ao Teatro”, de Bigode: 7,00 pontos; 7º. “Camarada Tempicos”, de A. Raposo: 6,90 pontos; 8º. “O Enforcamento do Vigilante”, de Daniel Gomes: 6,80 pontos; 9º. “Um Regresso do Outro Lado”, de Abrótea: 6,60 pontos.  
Tuesday, February 05, 2019
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 5 de fevereiro de 2019 NOVOS REGULAMENTOS PARA NOVOS DESAFIOS Quando estamos apenas a uma edição de sabermos os resultados finais das provas em disputa, publicamos hoje os regulamentos das próximas competições (que se aproximam a passos largos). “Mãos à Escrita! – 2019” e “Solução à Vista! – 2019” são as iniciativas em preparação. A primeira é um concurso de produção de enigmas policiários, aberto a todos os que se queiram “aventurar” na escrita deste género de ficção, sem temática definida, tendo apenas como condição o limite máximo da dimensão do enunciado (duas páginas A4, com o tipo de letra Times New Roman, corpo de letra 12 e espaçamento de 1,5 linhas); a segunda iniciativa é um torneio de decifração, composto pelos enigmas apresentados ao concurso supracitado, em que os participantes (também) classificam os produtores. Os respetivos regulamentos aqui estão: “MÃOS À ESCRITA! – 2019” CONCURSO DE PRODUÇÃO DE ENIGMAS POLICIAIS REGULAMENTO 1. O concurso “Mãos à Escrita! - 2019” é aberto a todos, sem condicionalismos de idade; 2. Cada concorrente pode apresentar mais do que um original; 3. Os trabalhos, na modalidade de produção de enigma policiário, em língua portuguesa, deverão conter enunciado e respetiva solução; 4. Os trabalhos deverão ser apresentados em suporte digital, formato A4, com tipo de letra Times New Roman, em corpo 12 e com 1,5 de espaçamento entre linhas; 5. O enunciado do enigma deve ter o máximo de 2 páginas e a solução o máximo de uma página e meia; 6. Os trabalhos, nos moldes atrás descritos, deverão ser enviados para o endereço eletrónico salvadorpereirasantos@hotmail.com, entre 5 de fevereiro e 15 de abril de 2019; 7. A classificação dos enigmas será definida através da média da pontuação atribuída pelos participantes na edição de 2019 do torneio de decifração “Solução à Vista! - 2019” e pelo orientador da secção O Desafio dos Enigmas; 8. Na apresentação das soluções das provas do torneio de decifração acima referido, que decorre paralelamente, os participantes atribuirão aos enigmas entre 5 a 10 pontos (em função da sua originalidade, qualidade e grau de dificuldade), tendo o orientador da secção o mesmo número de pontos para atribuir a cada enigma; 8.1. A atribuição dos pontos é feita da seguinte forma: na apresentação da solução da segunda prova do torneio de decifração, os participantes atribuirão a pontuação da primeira prova; na apresentação da solução da terceira prova, atribuirão a pontuação da segunda prova; e assim sucessivamente; 8.2. A última prova do torneio de decifração “Solução à Vista! - 2019” será da autoria do orientador da secção, não integrando o concurso “Mãos à Escrita! - 2019”; 9. Será vencedor do concurso o enigma que alcançar uma maior pontuação média, sendo distinguidos os restantes enigmas classificados nas primeiras três posições; 10. Serão atribuídos os seguintes prémios: 1º. Lugar – Troféu Pedro Paulo Faria; 2º. Lugar – Taça Nove; 3º. Lugar – Taça Verbatim; 11. Os casos omissos serão resolvidos pelo orientador da secção O Desafio do Enigmas, não havendo recurso das decisões tomadas. “SOLUÇÃO À VISTA! – 2019” TORNEIO DE DECIFRAÇÃO POLICIÁRIA REGULAMENTO 1. O Torneio de Decifração de enigmas policiários “Solução à Vista! - 2019” é aberto a todos os leitores do AUDIÊNCIA Grande Porto e do blogue O Local do Crime, não necessitando de inscrição prévia; 2. O Torneio será constituído pelos enigmas apresentados ao concurso “Mãos à Escrita! - 2019”, que serão publicados mensalmente a partir 5 de maio de 2019; 3. As propostas de solução de cada enigma deverão ser enviadas até ao dia 10 do mês subsequente ao da sua publicação, 3.1. A partir da prova nº. 2, as propostas de solução deverão ser acompanhadas de pontuação atribuída ao enigma que constituiu a prova anterior, à exceção da última prova do torneio (da autoria do orientador da secção O Desafio dos Enigmas); 3.2. As pontuações a atribuir, entre 5 a 10 pontos, terão como objetivo definir a ordenação da tabela classificativa final dos enigmas concorrentes ao concurso de produção “Mãos à Escrita! - 2019”, a decorrer paralelamente; 4. Cada proposta de solução será classificada entre 5 e 10 pontos, correspondendo 5 à simples presença e 10 à solução integral do enigma, sendo as pontuações intermédias definidas de acordo com o grau de resolução; 5. Em cada enigma, das soluções enviadas serão selecionadas, pelo orientador da secção, as três melhores, que somarão mais 3, 2 e 1 pontos; 6. Será vencedor do Torneio o concorrente que no final acumule o maior número de pontos, sendo distinguido com o Troféu “AUDIÊNCIA Grande Porto’ 2019”; 7. Os concorrentes posicionados nos três lugares subsequentes da classificação final serão distinguidos com as Taças “Jartur”, “Zé” e “Daniel Falcão”; 8. Os classificados entre o quinto e o décimo lugar serão distinguidos com medalhas de participação; 9. Os casos omissos serão resolvidos pelo orientador da secção O Desafio do Enigmas, não havendo recurso das decisões tomadas. HOMENAGEM A GRANDES POLICIARISTAS Como os nossos leitores terão notado, o próximo concurso de produção de enigmas policiais presta homenagem a título póstumo ao produtor e solucionista policiário Pedro Paulo Faria, conhecido entre a nossa “tribo” como Nove e Verbatim, pseudónimos que escolheu em diferentes momentos da sua vida para dar asas à sua fértil imaginação na produção e decifração de enigmas, ao mesmo tempo que se assumia também como animador de duas importantes Tertúlias da Grande Lisboa. Por outro lado, o próximo torneio de decifração propõe-se homenagear três grandes policiaristas do norte do país, ainda em atividade e com muito para dar ao policiarismo nacional, nas suas mais diversas vertentes: Jartur (Porto), Zé (Viseu) e Daniel Falcão (Braga). Motivação suplementar para uma grande participação dos nossos “detetives”!  
Sunday, January 20, 2019
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 20 de janeiro de 2019 TUDO EM ABERTO NA FRENTE DA CLASSIFICAÇÃO É hoje conhecida a solução do penúltimo enigma do nosso torneio de decifração, que anima a esperança de alguns “detetives” na obtenção de um lugar de destaque na classificação final, ao mesmo tempo que deixa outros à beira de um ataque de nervos por terem perdido preciosos pontos na reta final da prova. A uns e outros impõe-se agora informar que existirão em breve outras competições onde poderão testar novamente os seus dotes detectivescos, pelo que, caso não consigam alcançar os resultados esperados na prova em disputa, os próximos tempos poderão ser muito mais auspiciosos. Portanto, posto isto, não há nenhuma razão para desanimar. TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!” Solução da Prova nº. 8 “O Dia em que Méno Rock Morreu”, de Bernie Leceiro Dos três membros de Mingos & Os Samurais apresentados como possíveis noivos, por audição do álbum, apenas Nicolau, o Lau da Viola, poderá ter casado com Zira. Berto Poeta deserta do serviço militar e foge pela fronteira para Amesterdão em março de 1973 – Musica 8 do disco 2 – “O dia em que Méno Rock morreu”. Gastão Santos, o Psicadélico, é casado, como cantado por Rui Veloso – Música 3 do disco 2 – “Psicadélico desesperado” A data do casamento de Zira e Lau da Viola terá sido em 12 de junho de 1973, o dia de aniversário de Zira que era do signo gémeos. O casamento foi católico, na igreja de Santo António no âmbito da cerimónia organizada pelo Diário Popular. Pontuação e Classificação (após a 8ª. Prova) Foram muito poucos (cinco apenas!) os “detetives” que desvendaram com sucesso o nome do membro da banda Mingos & Os Samurais que casou com Zira, madrinha de guerra de Méno Rock, apesar dos esforços colocados na decifração do enigma proposto por Bernie Leceiro. Foi o caso de Inspetor Mucaba e Ma(r)ta Hari, que apontaram como noivo a pessoa errada, tombando assim da quarta posição da tabela classificativa, que é agora ocupada por uma dupla de grandes recursos dedutivos: Airam Semog e Zé de Mafamude. Foi também o caso dos confrades Rigor Mortis e Bigode, que têm agora de premeio na classificação um “detetive” que tem subido gradualmente de rendimento ao longo da competição. E foi igualmente o caso de Daniel Falcão e Detetive Jeremias, que se mantêm na frente da classificação (em igualdade pontual), numa acesa luta de titãs desde a primeira hora, apesar do inesperado percalço nesta etapa, deixando para a última prova do torneio a decisão do vencedor. Já no que respeita à cauda da classificação, regista-se a saída do último lugar do “detetive” Vitinho, que passou a lanterna vermelha ao confrade afuradense Mascarilha, como se pode constatar na tabela que se segue. 1ºs. Daniel Falcão (84+8) e Detetive Jeremias (84+8): 92 pontos; 3º. Bernie Leceiro (73+10): 83 pontos; 4ºs. Ariam Semog (69+12) e Zé de Mafamude (68+13): 81 pontos; 6ºs. Inspetor Mucaba (70+8), Madame Eclética (69+9) e Ma(r)ta Hari (70+8): 78 pontos; 9º. Rigor Mortis (69+8): 77 pontos; 10º. Gomes (64+11): 75 pontos; 11º. Bigode (66+8): 74 pontos; 12ºs. Chico de Laborim (63+10) e Inspetor Guimarães (64+9): 73 pontos; 14ºs. Abrótea (64+8), Carlota Joaquina (64+8), Charadista (64+8), Chico da Afurada (63+9) e Pena Cova (63+9): 72 pontos; 19ºs. Beira Rio (62+9), Broa de Avintes (62+9), Holmes (63+8) e Inspetor Madeira (62+9): 71 pontos; 23ºs. Arc. Anjo (62+8), Bota Abaixo (61+9), Haka Crimes (61+9), Necas (62+8) e Talismã (62+8): 70 pontos; 28ºs. Detetive Bruno (61+8) e Santinho da Ladeira (62+7): 69 pontos; 30ºs. Martelo (60+8), Solidário (61+7) e Vitinho (58+10): 68 pontos; 33º. Mascarilha (60+7): 67 pontos. CONCURSO “MÃOS À ESCRITA!” As avaliações feitas ao enigma “O Dia em que Méno Rock Morreu”, de Bernie Leceiro, concorrente aos prémios em disputa no concurso “Mãos à Escrita!”, resultaram na seguinte pontuação média final: 7,80 pontos. Com este resultado, quanto falta apenas conhecer a pontuação atribuída ao enigma de Detetive Jeremias, que encerra esta competição de escrita de problemas policiários, podemos concluir que apenas os produtores Búfalos Associados e Bernie Leceiro têm garantido um lugar no pódio final da classificação geral da prova, que se encontra assim ordenada: 1º. “A Lógica não é uma Batata”, de Búfalos Associados: 7,90 pontos; 2º. “O Dia em que Méno Rock Morreu”, de Bernie Leceiro: 7,80 pontos; 3º. “Contas Desajustadas”, de Verbatim: 7,40 pontos; 4º. “As 3 Poltronas”, de Rigor Mortis: 7,10 pontos; 5º. “Ida ao Teatro”, de Bigode: 7,00 pontos; 6º. “Camarada Tempicos”, de A. Raposo: 6,90 pontos; 7º. “O Enforcamento do Vigilante”, de Daniel Gomes: 6,80 pontos; 8º. “Um Regresso do Outro Lado”, de Abrótea: 6,60 pontos. ANO NOVO, NOVAS INICIATIVAS Sempre que um novo mês de janeiro se instala no calendário das nossas vidas, é costume dizer-se “Ano Novo, Vida Nova”. E este provérbio popular assenta este mês que nem uma luva à nossa secção, com uma pequena alteração, passando a ler-se “Ano Novo, Novas Iniciativas”. E assim do velho se faz novo. Ou seja, as iniciativas que terminam na próxima edição regressam muito em breve, com o ano novo a distingui-las do ano velho: “Mãos à Escrita! – 2019” e “Solução à Vista! – 2019” são as novidades... E os respetivos regulamentos estão por aí a chegar!  
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