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Thursday, October 04, 2018
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 5 de outubro de 2018 UM PROBLEMA A DECIFRAR E UM ATOR A DESCOBRIR De terras do Sado, mais precisamente de Setúbal, cidade natal de Bocage e Luísa Tody, chega o enigma que constitui a prova nº. 6 do torneio de decifração “Solução à Vista!”. E não vem só. Com ele chega também a resposta ao esclarecimento solicitado por alguns leitores sobre a identidade do ator que integra a dupla Búfalos Associados, autora da prova nº 5. Mas...a satisfação dessa curiosidade será feita em forma de passatempo, deixando que sejam os próprios “detetives” a descobrir o nome do ator através de uma breve resenha biográfica, pedindo-lhes que façam a sua respetiva identificação na solução do enigma daquela dupla, cujo prazo de envio expira no dia 18. TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!” Prova nº. 6 “Um Regresso do Outro Lado”, de Abrótea Sempre gostei de acompanhar as conversas de meu Pai, o “Velho inspetor Rick”. Mal imaginava eu que um dia mais tarde seguir-lhe-ia as pisadas, apesar de estar a tirar um curso de montador eletricista… Cadê isso?, já não serve p’ra nada. Invariavelmente o “blá-blá” começava sempre pela noite de lua nova, com chuva torrencial. Isto quando se juntavam todos os “velhos”, já com os pés quase para a reforma. E como não me deixavam ir ao cinema ver “daqueles” filmes, apenas acompanhava as conversas… mas fixava. Com estas recordações aprendi, e posso dizer que aprendi muito, tanto que nem precisava de estudar, só cabular (o que só por si já é estudar). E como recordar é “biber” vamos lá… Reunidos meu Pai, Smaluco, Mister Ioso e Flo, que grande POKER. Era eu “puto”, meu Pai, claro, estava ainda para as curvas. Acabara de chegar de Angola. Em Lisboa, como era de madrugada e sem transporte decidiu “dorminhar” no aeroporto Sá Carneiro. Ele que nunca conseguia dormir em qualquer que fosse o transporte. Mal tinha fechado os olhos, mesmo com os “ólicos” para sonhar a cores, sentiu um abanão. Quase lhe saiu um palavrão e meio estremunhado reconheceu o seu “velho amigo Artur” ou Sir Aldra sénior. - Para aonde se dirige o meu caro amigo Inspetor – pergunta Sir Aldra. - Não me dirijo, cheguei há vinte minutos de Angola, e nem me deixas dormir c’a porra (tradução literal) – resmungou. Entretanto meu Pai expunha aos seus companheiros o resto da interessante conversa. - Que coincidência, também cheguei agora de lá, mas se calhar numa outra companhia aérea. Cheguei faz cinco minutos – respondeu Artur – detestei aquilo e tu? Só de viagem cinco horas, dá para ficar com calos no rabo. - Bem, (acho que foi precisamente o que respondeu meu Pai) eu fui lá tirar um curso, estive na cidade, e ali vive-se noite e dia apesar de ser uma cidade cara, tens mulheres frias, carros quentes e cervejas (cucas) rápidas. - Sabes, amigo Rick, cheguei lá a 12 de Setembro, e daí a pouco era o feriado da nossa santa terrinha, então saí de Lourenço Marques e, não sei como, dei comigo numa mata cerrada. Mais tarde é que soube, e foi pelo meu filho que me mandou mensagem no telélé, (já depois do feriado do Bocage, para aqui também nem consegui ligação) que era a Mata do Maiombe. Já de noite, ali perdido no meio do nada, só a lua brilhava, o céu com suas estrelas, eis que cai uma daquelas trovoadas e uma tromba d’água como só acontece nos países asiáticos. Valeu o luar, noite de lua nova, via perfeitamente a nossa estrela guia, a Estrela Polar, foi assim que consegui… Imediatamente foi mandado calar o Artur, mais conhecido por Sir Aldra, e com razão. DESAFIO AO LEITOR “Quais as gaffes cometidas pelo Artur, e uma pelo menos pelo meu Velho”? – pergunta o autor. Envie a resposta para o orientador, até 15 de novembro, através dos meios habituais: por correio postal, para AUDIÊNCIA GP/ O Desafio dos Enigmas, rua do Mourato, 70-A – 9600-224 Ribeira Seca RG – São Miguel/Açores; por e-mail, para salvadorpereirasantos@hotmail.com. E, já sabe, não se esqueça de identificar a solução enviada com o seu nome (ou com o pseudónimo adotado), nem de indicar a pontuação que atribui ao enigma proposto pelo confrade Abrótea (entre 5 a 10 pontos, em função da sua originalidade, qualidade e grau de dificuldade). Recordamos mais uma vez que o vencedor do concurso de produção de enigmas policiários “Mãos à Escrita!” será encontrado através da pontuação média atribuída pelos participantes do torneio de decifração “Solução à Vista!” e pelo orientador da secção. QUEM É O ATOR DA DUPLA BÚFALOS ASSOCIADOS? Nasceu em Coimbra em 1937, filho de pais lisboetas. Lisboa seria, aliás, a cidade onde iniciaria a sua carreira artística. Em 1955, após terminar o curso dos Liceus, cria os cenários para o espetáculo fundador do Grupo de Teatro da Faculdade de Direito de Lisboa, em colaboração com o pintor Rafael Calado. No ano seguinte, inscreve-se na Escola de Belas Artes para tirar o curso superior de Arquitetura. Paralelamente estreia-se nos palcos profissionais como ator, no Teatro da Trindade, integrando o elenco da peça “A Ilha do Tesouro”, com produção do Teatro do Gerifalto, grupo onde se manteve durante cinco anos como ator e cenógrafo. Neste período, participou igualmente em diversos espetáculos nas companhias do empresário Vasco Morgado e na companhia de Teatro Nacional Popular, iniciando-se também no teatro radiofónico. Em 1961, abandona o curso superior de Arquitetura, que nunca viria a concluir, para cumprir o serviço militar, não sem antes desempenhar pequenos papéis nos filmes “Raça” (1961) e “Dom Roberto” (1962), que marcam a sua estreia cinematográfica. Em 1965, após o seu regresso de Angola, onde combateu na guerra colonial, integra o elenco de algumas peças do Teatro Moderno de Lisboa, tendo fundado em 1966, em conjunto com os colegas João Lourenço, Irene Cruz e Morais e Castro, o Grupo 4, um dos embriões do teatro independente português. Esteve depois ligado à renovação do teatro de revista, primeiro no Teatro ABC e mais tarde no Teatro Adoque. Nos derradeiros anos do Estado Novo, o SNI – Secretariado Nacional da Informação distingue-o com os Prémios de Melhor Ator do Ano e Melhor Ator em Teatro Musical, que recusa receber em protesto contra a Censura e contra a falta de apoio ao teatro. Após abril de 1974, exerce as funções de professor da Escola Superior de Teatro e Cinema (ex-Conservatório Nacional), onde fica até atingir a idade máxima permitida legalmente para o exercício da docência superior. A sua primeira experiência como encenador aconteceu em 1968 com a peça “O Mestre” de Ionesco, no Grupo de Teatro da Philips Portuguesa, criando mais tarde, nessa mesma qualidade, os espetáculos “Três Irmãs” de Anton Tchekov, para o Teatro da Cornucópia (1988), e “Sonho de Uma Noite de Verão” de William Shakespeare, para o Teatro da Malaposta (1991), entre muitos outros. No cinema, deixou ainda o seu cunho como ator em filmes como “A Caçada do Malhadeiro” (1969), “Francisca” (1981) e “Os Abismos da Meia-Noite” (1983). Na televisão, participou em inúmeras peças de teatro, telenovelas e séries, sendo inesquecível o seu protagonista na icónica “Duarte e Companhia”. Será preciso mais para descobrir o nome do ator?  
Thursday, September 20, 2018
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 20 de setembro de 2018 O POLICIÁRIO ESTÁ MAIS POBRE: VERBATIM DEIXOU-NOS! A notícia chegou-nos através de amigos comuns, seus parceiros na Tertúlia Policiária da Liberdade: “O Nove morreu!” (havia mudado há algum tempo o seu pseudónimo para Verbatim, mas ficou sempre Nove para os confrades mais próximos). Foi como se tivéssemos levado um soco no estomago! Tínhamos conversado com ele duas semanas antes, quando tivera alta do hospital onde viria a falecer. E pareceu-nos muito esperançado em conseguir vencer este novo combate contra mais um ataque da maldita doença que o atormentava há anos. Estava muito frágil, mas animado por uma tal força interior que nos convenceu de que sairia vitorioso de mais este desafio. Mas, infelizmente, não foi o que aconteceu. O Nove partiu! Esteve connosco desde a primeira edição da nossa secção e deixou-nos quando os nossos leitores estavam a decifrar o seu último enigma, de que publicamos hoje a respetiva solução. Fica dentro de nós a saudade! TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!” Solução da Prova nº. 4 “Contas Desajustadas”, de Verbatim O Inspetor estagiário preparou o seguinte texto para apresentar aos três amigos que haviam feito a viagem até Nova Iorque: “Meus caros senhores, agradecendo a vossa presença, vou tentar mostrar-vos que, por não terem dado ou requerido explicações entre vós e em devido tempo, acabaram por se enredar em mal-entendidos na sequência de um engano inicial. 1 – Assim, em primeiro lugar, deverá notar-se que dos 2000 euros entregues por Afonso Sena, pertencem 1600 a João Liberto, e não apenas 1200, e a Carlos Guimarota pertencem somente 400 euros e não tanto como 800. Com efeito, cada um de vós gastou 2000 euros do total de 6000 euros. Como, para este total, João Liberto contribuiu com 3600 euros, ele terá de receber o que pôs a mais para além dos 2000 euros da sua despesa. Terá portanto de receber 3600 – 2000 = 1600 euros. Por seu lado, Carlos Guimarota, que contribuiu para o bolo com 2400 euros, terá a receber 2400 – 2000 = 400 euros. A sugestiva proporção de 3 para 2 entre as contribuições do João e do Carlos, ao ser aplicada nestas contas para as quais não tinha de entrar, conduziu a um engano. Portanto, João Liberto reclamou a quantia de 1600 euros com toda a razão. 2 – João Liberto, contudo, não explicou por que motivos estavam errados os quantitativos apurados por Afonso Sena. Teve oportunidade para o fazer e não o fez, gerando desse modo a revolta de Carlos e o distanciamento de Afonso, ambos aparentemente convencidos da inteira bondade das contas efetuadas anteriormente. Quer dizer, João Liberto, embora certo quanto á correção a fazer, não a soube apresentar e provocou, sem qualquer necessidade, a irritação dos seus dois amigos. 3 – Carlos Guimarota, por seu lado, não foi capaz de pedir uma explicação sobre os cálculos feitos por João Liberto. Preferiu dar a entender, a partir de certa altura, que João Liberto estaria a querer acusá-lo de ser capaz de ficar com dinheiro de outrem. Terá sido por isso que se encostou ao João para o intimidar e até apelidar de eventual gatuno. 4 – Afonso Sena também não ajudou a esclarecer a situação criada. Não estando em causa a totalidade do dinheiro que devia aos amigos nem a rapidez com que liquidou a sua dívida, bem podia ter-se esforçado para tentar compreender a pretensão de João Liberto quanto à divisão do dinheiro. Deixou que os ânimos azedassem entre João e Carlos, quando estava em posição privilegiada para moderar a questão surgida. 5 – Como se depreende do atrás exposto, que se fundamenta nas vossas declarações, nenhum de vós esteve inteiramente bem neste caso, tendo cada um contribuído, a seu modo, para a desastrada confusão gerada. Por isso, o melhor será talvez cada um esquecer alguma razão de protesto para, sobretudo, reconhecer os mal-entendidos que terá ajudado a criar, retirar qualquer queixa, aceitar a regularização das contas e cumprimentar os outros dois. Que vos parece?” Como o Inspetor estagiário, segundo sabemos, se saiu muito bem da sua incumbência conciliatória, podemos concluir que os três reconheceram não terem estado bem, se cumprimentaram entre si e que a queixa foi retirada. Quanto às feridas abertas, talvez nem todas tivessem ficado completamente saradas. Nota: A ilusão da sugestiva repartição que conduziu ao engano nas contas foi colhida no interessante livro de recreação matemática “O Homem que Sabia Contar” de Malba Tahan (pseudónimo de Júlio César de Mello e Souza), Editorial Presença, 2001. Pontuação e Classificação (após a 4ª. Prova) Detetive Jeremias (Santarém), Daniel Falcão (Braga) e Bernie Leceiro (Leça da Palmeira) voltaram a dividir entre si os “pontos especiais” destinados às melhores soluções, ocupando os lugares do pódio. No seu encalce, destacam-se os gaienses Inspetor Mucaba e Madame Eclética. 1º. Detetive Jeremias (35+12): 47 pontos; 2º. Daniel Falcão (33+13): 46 pontos; 3º. Bernie Leceiro (32+11): 43 pontos; 4ºs. Inspetor Mucaba (33+9) e Madame Eclética (32+10): 42 pontos; 6ºs. Ma(r)ta Hari (30+10) e Zé de Mafamude (30+10): 40 pontos; 8ºs. Ariam Semog (28+10), Carlota Joaquina (28+10), Gomes (28+10), Inspetor Madeira (28+10), Necas (28+10), Rigor Mortis (28+10) e Talismã (28+10): 38 pontos; 15ºs. Bigode (27+10), Chico de Laborim (27+10), Detetive Bruno (27+10) e Inspetor Guimarães (27+10): 37 pontos; 19ºs. Arc. Anjo (28+8), Beira Rio (27+9), Broa de Avintes (27+9), Charadista (26+10), Chico da Afurada (26+10), Haka Crimes (26+10), Holmes (27+9), Martelo (28+8), Pena Cova (27+9) e Solidário (27+9): 36 pontos; 29ºs. Abrótea (28+7) e Santinho da Ladeira (26+9): 35 pontos; 30º. Mascarilha (25+9): 34 pontos; 32ºs. Bota Abaixo (23+10) e Vitinho (26+7): 33 pontos. TORNEIO “MÃOS À ESCRITA!” As avaliações feitas pelos 33 solucionistas e pelo orientador da secção ao enigma “Contas Desajustadas”, concorrente aos prémios em disputa no torneio de produção policiária “Mãos à Escrita!”, resultaram na seguinte pontuação média final: 7,40 pontos. Com esta avaliação, o enigma do confrade Verbatim assume a liderança da classificação, que tem a seguinte ordenação: 1º. “Contas Desajustadas”, de Verbatim: 7,40 pontos; 2º. “As 3 Poltronas”, de Rigor Mortis: 7,10 pontos; 3º. “Camarada Tempicos”, de A. Raposo: 6,90 pontos; 4º. “O Enforcamento do Vigilante”, de Daniel Gomes: 6,80.  
Wednesday, September 05, 2018
  MISSA DO SÉTIMO DIA – FALECIMENTO DE NOVE/VERBATIM A missa de sétimo dia do falecimento do nosso saudoso confrade NOVE / VERBATIM realiza-se na próxima sexta-feira, dia 7 de setembro, pelas 18h30, na Igreja da Divina Misericórdia, em Alfragide (junto ao Estado Maior da Força Aérea).  
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 5 de setembro de 2018 UM DESAFIO LÓGICO DA DUPLA BÚFALOS ASSOCIADOS Surgem pela primeira vez na nossa secção, mas são dois dos mais ativos policiaristas da atualidade. Membros da TPL - Tertúlia Policiária da Liberdade (Lisboa). São marido e mulher. Ele nasceu em Coimbra, está desde há muito radicado na Grande Lisboa e é um dos mais conceituados atores portugueses. Ela nasceu no Porto, mudou-se para Lisboa muito jovem e foi uma das nossas mais destacadas produtoras de televisão, atualmente aposentada da RTP, onde se iniciou no Centro de Produção do Monte da Virgem (Vila Nova de Gaia). Formam a dupla Búfalos Associados, conquistaram a Taça de Portugal da modalidade na vertente de decifração no passado ano e perfilam-se como principais candidatos à conquista daquele troféu em 2018 e ao título de campeões nacionais desta temporada, ocupando neste momento um dos primeiros lugares da tabela classificativa da principal prova nacional. Por aqui, na nossa secção, fazem a estreia como produtores, vertente em que se destacaram com a conquista do campeonato nacional da categoria em 2014, submetendo à apreciação dos leitores do AUDIÊNCIA GP e em particular aos concorrentes do Torneio “Solução à Vista!” um enigma que apela ao raciocínio lógico e à “descoberta” dos nomes de alguns dos nossos maiores poetas sugeridos no enunciado. TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!” Prova nº. 5 “A Lógica Não é Uma Batata”, de Búfalos Associados Toda a vida desgostoso por não ter tido netos, o inspetor Garrett substituía-os afetivamente por dois amiguinhos do prédio em que morava, netos de Miguel, um amigo também inspetor da PJ, e a quem gostava de dar muita atenção por serem dois rapazes espertos e encantadores. E como os miúdos tinham uma curiosidade inesgotável, passavam sempre as horas disponíveis em bate-papos de lógica ou matemática com o vizinho. O mais velho tinha 12 anos e chamava-se Cesário, o mais novo dava pelo nome de Eugénio e tinha 11 anos. “Nomes de poetas...”, como costumava dizer Garrett. – “Foi em homenagem à avó, explicava o pai. Ela chamava-se Florbela. Passou a ser uma tradição da família, mas já o pai dela se chamava Elmano. E o avô Bernardim.” Um dia, ao fim da tarde, o Cesário vinha entusiasmado com uma coisa que aprendera na aula de matemática. O professor tinha falado numa história que se conta ter-se passado há mais de duzentos anos. Nesse tempo, numa escola em que a disciplina não andaria a ser muito praticada, o professor, para castigar os alunos, ordenou-lhes que fizessem a soma de todos os números de um a cem e que aquele que o fizesse mais depressa teria um prémio. Todos se atiraram com entusiasmo ao papel e ao lápis na ânsia do conseguirem o prémio. Apenas um garoto ficou quieto, pondo-se a pensar e ao fim de alguns minutos levantou o braço no ar e perguntou se já podia dizer o resultado. O professor aceitou e ficou espantado por o miúdo ter feito a conta de cabeça em tão pouco tempo. E foi a vez de o mestre acorrer ao lápis e ao papel. Espanto: o resultado estava correto! - “Pois é, Cesário, essa é uma história muito conhecida e interessante. E ficou para sempre na história episódica da matemática. Mas olhem, agora vou propor-vos aos dois, um problema também já conhecido, de pura lógica e raciocínio. Gostam de histórias para pensar?” - “Venha ela!” - gritaram os dois entusiasmados. - “Sabemos que há três caixas, contendo cada uma delas duas bolas. Na primeira estão duas bolas pretas, na segunda duas bolas brancas e na terceira uma preta e uma branca. As bolas são todas iguais em tamanho e em peso, bem como as caixas. Por fora, as caixas dizem as cores das bolas que lá estão dentro: a primeira “Preto e Preto”, a segunda “Branco e Branco” e a terceira “Preto e Branco”. - “Muito bem, e agora?” - “Agora, longe das vistas dos assistentes, alguém muda o conteúdo de todas as caixas de forma a que nenhuma delas fique igual ao que tinha sido antes. Mas por fora nada se alterou, os dísticos é que estão agora todos errados. E a pergunta é: Qual será o menor número de bolas que é preciso tirar para ver a cor, e de quantas caixas e quais, para poder dizer com segurança que bolas estão agora dentro de cada caixa? Mas atenção que só se pode tirar uma bola de cada vez.” - “Oh, o vizinho só nos põe problemas difíceis. Acha que nós somos génios?” - “Meus amiguinhos, lembrem-se do que disse Einstein: Um génio é uma pessoa como toda a gente, só que nem toda a gente consegue ser um génio. Nada se faz sem trabalho. E já agora, além de responderem à minha pergunta, digam lá também qual é a soma dos números de um a cem inclusive, e qual a forma de o saber apenas por cálculo mental e em poucos minutos. Mas vou colocar-vos uma condição: desta vez, nessa sequência de 0 a 100 não podem estar os números 20 e 30. E não se esqueçam de que é preciso, num problema e noutro, descrever qual foi o raciocínio que seguiram.” - “Oh, senhor Garrett! E essas contas todas têm de ser feitas de cabeça e em pouco tempo?” - “Tentem. Vale sempre a pena. Tudo vale a pena, se a alma não é pequena. Foi mais ou menos o que disse um poeta que se chamava Fernando, como o vosso pai. E se pensarem um bocadinho vão ver que é mais fácil do que parece.” DESAFIO AO LEITOR Além de responder integralmente aos dois desafios do inspetor, indique quais os nomes de todos os poetas portugueses que o texto sugere, através de relatório a enviar para o orientador da secção, até dia 18 de outubro, através de um dos seguintes meios: - por correio postal, para AUDIÊNCIA GP / O Desafio dos Enigmas, rua do Mourato, 70-A – 9600-224 Ribeira Seca RG – São Miguel – Açores; - por correio eletrónico, para salvadorpereirasantos@hotmail.com. E, já sabe, não se esqueça de identificar a solução enviada com o seu nome (ou com o pseudónimo adotado), nem de indicar a pontuação que atribui ao enigma proposto pela dupla Búfalos Associados (entre 5 a 10 pontos, em função da sua originalidade, qualidade e grau de dificuldade). Recordamos mais uma vez que o vencedor do concurso de produção de enigmas policiários “Mãos à Escrita!” será encontrado através da pontuação média atribuída pelos participantes do torneio de decifração “Solução à Vista!” e pelo orientador desta secção. Nota: este texto já tinha sido enviado para impressão do jornal AUDIÊNCIA GP quando soubemos do falecimento do nosso confrade NOVE / VERBATIM, pelo que só faremos menção a esta triste notícia na próxima edição da secção O DESAFIO DOS ENIGMAS.  
Friday, August 31, 2018
  FALECEU O CONFRADE NOVE / VERBATIM Faleceu esta manhã o nosso confrade NOVE / VERBATIM, no Hospital da Luz, em Lisboa, onde foi ontem internado de urgência devido ao agravamento de doença que o atormentava há já algum tempo. O seu corpo será velado em câmara ardente no próximo sábado, dia 1 de setembro, a partir das 18h00, na Igreja do Seminário de Alfragide, de onde sairá o funeral para o crematório do Cemitério dos Olivais (Lisboa), no domingo, dia 2 de setembro, pelas 12h00. Apresentamos as nossas mais sentidas condolências a sua Esposa e demais familiares e amigos. 
Wednesday, August 29, 2018
  O JORNAL AUDIÊNCIA GP VOLTA A SER TRIMESTRAL O jornal AUDIÊNCIA GRANDE PORTO volta a assumir a sua periodicidade inicial (trimestral), pelo que a secção “O Desafio dos Enigmas” passará a ser aqui publicada apenas nos dias 5 e 20 de cada mês. Deste modo, os concorrentes do Torneio de Decifração “Solução à Vista!” passam a ter mais cinco dias para a decifração dos enigmas. Entretanto, recordamos que o prazo de envio das soluções relativas à prova nº. 4, da autoria do confrade Verbatim, expira no dia 18 de setembro.  
Monday, August 20, 2018
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 20 de agosto de 2018 NOVA SOLUÇÃO E NOVAS CLASSIFICAÇÕES A presente edição da nossa secção desvenda a “solução oficial” do enigma que constituiu a terceira prova do torneio de decifração “Solução à Vista!”, trazendo consigo as pontuações obtidas pelos “detetives” participantes e a classificação geral atualizada. Ainda há muito caminho a percorrer mas já se antevê uma luta interessante na disputa pelos prémios em disputa, onde sobressaem Daniel Falcão e Detetive Jeremias, campeões nacionais da modalidade em 2016 e 2017, respetivamente. No que respeita ao torneio de produção “Mãos à Escrita!”, regista-se nova mudança na liderança, com Rigor Mortis a destronar A. Raposo por uma magra margem pontual. TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!” Solução da Prova nº. 3 “As Três Poltronas”, de Rigor Mortis O inspetor João Velhote interrogou intensa e rigorosamente António de Carvalho e Carlos dos Santos, obtendo uma corroboração total da descrição que lhe tinha sido dada por Antero Rodrigues. Nenhum deles confessou o crime, claro. Mas Velhote, como tinha dito, já tinha percebido o que ali se tinha passado. Evidentemente que Luís da Mata não se tinha suicidado. Quer o facto de o projétil estar incrustado na poltrona oposta àquela onde estava o cadáver, quer o sangue existente no tapete entre as três poltronas, mostravam claramente que o corpo tinha sido movido após a morte (seguramente imediata), da poltrona onde habitualmente se sentava o Luís da Mata (onde ele tinha sido morto) para aquela onde habitualmente se sentava o António de Carvalho. E como os mortos não andam… Qual dos dois ex-amigos o tinha morto? O Carlos dos Santos, a quem pertenciam a pistola e o silenciador? Ele poderia ter ido buscar a sua pistola, quando quer o Antero Rodrigues quer o António de Carvalho tinham saído da sala, morto o Luís e movido o corpo deste para a poltrona do António, como um insulto final aos dois ex-amigos. O inspetor João Velhote não ficou iludido com o que as aparências apontavam. Tudo indicava que o crime tinha sido premeditado e, assim sendo, o assassino tinha certamente planeado as coisas de forma a dissimular a sua identidade. Como ele próprio pôde verificar, abrir os cadeados dos armários do Carlos e do António (onde encontrou a respetiva arma) não se revelou de qualquer dificuldade, munido simplesmente de uma pequena chave-mestra de cadeados daquele tipo. Qualquer um o poderia ter feito em segundos. Lúcidos e inteligentes como o Antero dizia que eram, ambos saberiam disso. Com o tempo de que dispuseram, entre a saída do Antero da sala, depois de servir os aperitivos, e o regresso de qualquer deles da casa de banho, qualquer um deles poderia ter ido até aos armários apanhar a arma do Carlos e ter morto o Luís. A indicação mais importante era a da poltrona onde o cadáver tinha sido deixado. Colocar o corpo do Luís na poltrona do outro ex-amigo poderia ser um insulto final dirigido pelo homicida aos dois, mas dadas as idiossincrasias extremas dos três em relação às respetivas poltronas – e aos “seus” objetos em geral – seria obviamente interpretado como uma indicação da identidade do assassino – o “dono” da terceira poltrona. O assassino, notou mentalmente João Velhote, não teria outra justificação para mover o corpo – correndo seriamente o risco de ser visto por alguém a fazê-lo – que não fosse desviar as atenções de quem viesse a investigar o crime. Se o Carlos fosse matar o Luís com a sua própria arma, colocar o seu corpo na poltrona do António só levaria a concentrar as atenções na sua própria pessoa. Pelo contrário, quem iria imaginar, quando eles eram tão absolutamente irredutíveis na ocupação de cada uma das “suas” poltronas – e quanto aos “seus” objetos em geral – que o António fosse colocar o cadáver do Luís na “sua” própria poltrona, depois de o ter morto com a arma do Carlos? Mas depois de aí ter posto o Luís, o António não conseguiu conter a sua profunda irritação por o ver na “sua” poltrona. Num acesso de ira, deitou a mão aos jornais e revistas que estavam na “sua” mesinha de apoio e lançou-os ao chão. Algo que o Carlos decerto não faria, se tivesse sido ele o autor do crime, perversamente satisfeito como estaria com o insulto final ao Luís e ao António… Concluir que o assassino tinha sido o António de Carvalho foi quase intuitivo para o inspetor João Velhote. Para o provar, no entanto, teria que encontrar vestígios de sangue nas suas roupas e resíduos do disparo nas suas mãos, bem como as suas impressões digitais nos jornais e revistas deitados ao chão. Pontuação e Classificação (após a 3ª. Prova) Mais de metade dos concorrentes em competição conseguiu alcançar a pontuação máxima no enigma proposto por Rigor Mortis, com Detetive Jeremias a obter pela terceira vez consecutiva “pontos especiais” destinados às melhores soluções. Daniel Falcão e Bernie Leceiro voltaram a merecer essa distinção pela segunda vez, animando a luta pelos lugares do pódio. 1º. Detetive Jeremias (24+11): 35 pontos; 2ºs. Daniel Falcão (21+12) e Inspetor Mucaba (23+10): 33 pontos; 4ºs. Bernie Leceiro (19+13) e Madame Eclética (22+10): 32 pontos; 6ºs. Ma(r)ta Hari (20+10) e Zé de Mafamude (20+10): 30 pontos; 8ºs. Abrótea (18+10), Arc. Anjo (19+9), Ariam Semog (18+10), Carlota Joaquina (19+9), Gomes (19+9), Inspetor Madeira (18+10), Martelo (19+9), Necas (18+10), Rigor Mortis (18+10) e Talismã (18+10): 28 pontos; 18ºs. Beira Rio (17+10), Bigode (18+9), Broa de Avintes (18+9), Chico de Laborim (18+9), Detetive Bruno (17+10), Holmes (18+9), Inspetor Guimarães (18+9), Pena Cova (18+9) e Solidário (17+10): 27 pontos; 27ºs. Charadista (18+8), Chico da Afurada (17+9), Haka Crimes (18+8), Santinho da Ladeira (17+9) e Vitinho (16+10): 26 pontos; 32º. Mascarilha (16+9): 25 pontos; 33º. Bota Abaixo: (15+8): 23 pontos. TORNEIO “MÃOS À ESCRITA!” As avaliações feitas pelos solucionistas e pelo orientador da nossa secção ao enigma “As Três Poltronas”, de Rigor Mortis, concorrente aos prémios em disputa no torneio de produção policiária “Mãos à Escrita!”, resultaram na seguinte pontuação média final: 7,10 pontos. Com esta pontuação, Rigor Mortis assume a liderança do torneio, com mais duas décimas que A. Raposo e mais três décimas que Daniel Gomes, que ocupam a segunda e terceira posições, respetivamente.  
Friday, August 10, 2018
  O DESAFIO DOS ENIGMAS - edição de 10 de agosto de 2018 MESMO EM PERÍODO DE FÉRIAS, A COMPETIÇÃO NÃO PÁRA Com um verão verdadeiramente digno desse nome finalmente instalado no nosso país, após uma chegada inusitadamente tímida e tardia, os nossos leitores recebem um enigma que ameaça fazer suar as estopinhas aos concorrentes ao torneio “Solução à Vista!”. A forte onda de calor que agora se faz sentir não ajuda a quem tem a tarefa de decifrar este problema da autoria de um dos nossos mais destacados e temidos produtores, mas a verdade é que a competição não pode parar. Perante este quadro, aconselha-se atenções redobradas ao desafio proposto, com ansiedade nula e renovadas leituras atentas, em horas mais frescas ou no resguardo de uma sombra refrescante. O stresse e a pressa não são boa companhia na hora de deitar “mãos à obra”, sobretudo quando o trabalho é realizado à torreira do sol ou sob altas temperaturas. Este conselho é naturalmente extensivo aos leitores que ainda não se decidiram a participar nas nossas competições, mas que não se escusam a tentar a decifração dos enigmas a concurso, fazendo-o apenas mentalmente ou através da elaboração de soluções escritas, que depois comparam com o veredito dos seus autores. A estes últimos, fica aqui entretanto uma chamada de atenção: o facto de o torneio já se encontrar numa fase avançada não os inibe de apresentar propostas de solução a qualquer momento! E que tal aproveitar este enigma de Verbatim, que agora se publica, para submeter à apreciação do orientador da secção os seus dotes “detectivescos”? Vamos a isso?!… TORNEIO “SOLUÇÃO À VISTA!” Prova nº. 4 “Contas Desajustadas”, de Verbatim Afonso Sena enquadrou o caso: “Sr. Inspetor, o Carlos Guimarota, o João Liberto e eu planeámos esta viagem a Nova Iorque com todo o cuidado. Combinámos as coisas de modo a que o grosso dos gastos acabasse distribuído de maneira igual pelos três a fim de pouparmos algum dinheiro. Estivemos cinco dias exatos em Nova Iorque. No entanto, pouco antes da partida, confrontei-me com uma dificuldade financeira e pedi, ao João e ao Carlos, um adiamento da minha contribuição para as despesas comuns. Eles concordaram logo. Quando regressámos, uma vez feitas as contas em euros, verificámos que o bolo dos gastos comuns atingira 6000 euros, para os quais o João dera 3600 e o Carlos 2400. É como se cada dia em Nova Iorque nos tivesse custado 1200 euros, tendo o João pago 3 dias e o Carlos 2 dias. Uma semana depois do regresso, apressei-me a ressarcir o João e o Carlos do dinheiro adiantado. As contas eram bem simples. Cabia-me entregar, aos meus amigos, um terço dos 6000 euros gastos, ou seja 2000 euros. Havia só que dividir 2000 por 5 partes para dar 3 partes ao João e 2 ao Carlos, a fim de saldar as contas de acordo com as contribuições de cada um deles para o bolo comum. Depois de lhes falar no assunto, transferi 1200 euros para o João Liberto e 800 para o Carlos Guimarota. Corria tudo bem até que, há uma semana, apareceu o João no ginásio a dizer que o Carlos só tinha que receber 400 euros, enquanto ele tinha direito a 1600. Achámos que estava a brincar. Ele, porém, insistiu, com ar sério. O Carlos, visto estarem ali pessoas conhecidas, limitou-se a dizer-lhe para ir dar uma volta. Eu, pelo meu lado, pedi também ao João para não se armar em tolo. Ele, porém, não desarmou, acabando o Carlos encostado ao João aos gritos, a dizer que não admitia que se pensasse que ele pudesse querer ficar com o dinheiro de alguém, acrescentando que se havia ali um gatuno só poderia ser ele João. Foi quando este escorregou e caiu estatelado no pavimento de mosaicos. Sei que está com um traumatismo craniano mas, felizmente, sem correr perigo de vida. Quando puder falar connosco talvez consiga explicar por que motivo nos quis irritar. Há umas outras contas, relativas a namoradas, que eles jamais acertaram, Terá sido por causa disso que o Liberto veio com esta provocação sem pés nem cabeça? Não sei.” Carlos Guimarota confirmou o depoimento de Afonso Sena, listando ainda visitas feitas em Nova Iorque e até em Washington, onde foram no terceiro dia. Mostrou comprovativos das diversas despesas. Anotou que em Washington avistaram uma antiga namorada dos dois, inserida num grupo brasileiro. Confessou que “De facto, perdi a cabeça com a estúpida brincadeira do João, mas não o empurrei. Estava disposto a dar-lhe uma cabeçada, mas nada mais do que isso. Não lhe desejo mal algum, mas exijo que retire as insinuações de que quis ficar indevidamente com o dinheiro dele”. O Inspetor estagiário Timóteo Silva obteve as declarações anteriores na sequência de uma queixa, apresentada pela família de João Liberto, contra Carlos Guimarota, acusando este de ter agredido e difamado aquele seu familiar. Entretanto, João Liberto recuperou, não desmentiu os depoimentos dos amigos, afirmou ter-se sentido ameaçado, para além de difamado, mas não propriamente agredido. Explicou também as contas que fez. A partir do que ouviu, o Inspetor estagiário concluiu que este caso talvez pudesse ser resolvido através de uma conciliação. Falou com o chefe, o velho Flávio Alves, que concordou com a proposta do seu subordinado. Timóteo Silva saiu-se muito bem da sua incumbência conciliatória. Flávio Alves comentou o feliz acontecimento com o seguinte comentário: “Eles não voltarão a ser amigos como dantes mas, pelo menos, não farão guerra entre si”. DESAFIO AO LEITOR Diga, caro leitor, como se explicaria na reunião de conciliação para fazer cair a queixa apresentada assim como para obter a compreensão e a paz entre Afonso Sena, João Liberto e Carlos Guimarota. Pedimos que o faça através de relatório circunstanciado a enviar para o orientador da secção, até dia 18 de setembro, por um dos seguintes meios: - por correio, para AUDIÊNCIA GP / O Desafio dos Enigmas, rua do Mourato, 70-A – 9600-224 Ribeira Seca RG – São Miguel – Açores; - por email, para salvadorpereirasantos@hotmail.com. E, já sabe, não se esqueça de identificar a solução enviada com o seu nome (ou com o pseudónimo adotado), nem de indicar a pontuação que atribui ao enigma proposto pelo confrade Verbatim (entre 5 a 10 pontos, em função da sua originalidade, qualidade e grau de dificuldade). Recordamos mais uma vez que o vencedor do concurso de produção de enigmas policiários “Mãos à Escrita!” será encontrado através da pontuação média atribuída pelos participantes do torneio de decifração “Solução à Vista!” e pelo orientador desta secção.  
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